Número de casos da AIDS aumenta na Bahia

Deputada Graça Pimenta alerta: “Talvez esses avanços tenham feito as pessoas perderem o medo da doença e não usarem os preservativos nas práticas sexuais. Porém, mesmo tratável, a AIDS é uma doença. E uma enfermidade sempre gera prejuízos ao organismo." (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Deputada Graça Pimenta alerta: “Talvez esses avanços tenham feito as pessoas perderem o medo da doença e não usarem os preservativos nas práticas sexuais. Porém, mesmo tratável, a AIDS é uma doença. E uma enfermidade sempre gera prejuízos ao organismo." (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Deputada Graça Pimenta alerta: “Talvez esses avanços tenham feito as pessoas perderem o medo da doença e não usarem os preservativos nas práticas sexuais. Porém, mesmo tratável, a AIDS é uma doença. E uma enfermidade sempre gera prejuízos ao organismo." (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Deputada Graça Pimenta alerta: “Talvez esses avanços tenham feito as pessoas perderem o medo da doença e não usarem os preservativos nas práticas sexuais. Porém, mesmo tratável, a AIDS é uma doença. E uma enfermidade sempre gera prejuízos ao organismo." (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)

A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) divulgou dados sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) na Bahia. Segundo o órgão estadual foram registrados mais 204 novos casos, entre o mês de janeiro e a última quarta-feira (16). O assunto foi tema de discurso da deputada estadual Graça Pimenta (PR) na Assembleia Legislativa (AL) nesta quarta-feira (23/05/2012).

“Os números são entristecedores, pois demonstram que a doença está avançando sobre a nossa população. Entre os infectados, 130 homens e 74 mulheres. A situação pode até ser mais grave, pois nem todos os contaminados procuram pelos serviços médicos e, como consequência, nem sabem que tem o HIV, vírus causador da doença. A falta de conhecimento sobre estar infectado ou não aumenta o risco da cadeia transmissora do vírus ser perpetuada”, explica a parlamentar, que é profissional de saúde e vice-presidente da Comissão de Saúde e Saneamento da AL.

O vírus é transmitido através do contato direto do fluído corporal (como sangue, sêmen, secreção vaginal e leite materno), que contém o HIV, com alguma mucosa ou com a corrente sanguínea. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus através de formas, como durante os sexos anal, vaginal ou oral; através da transfusão de sangue; via contato com agulhas hipodérmicas contaminadas; e por meio do intercâmbio entre mãe e bebê no período da gravidez, parto ou amamentação.

“Dentre as formas citadas, a sexual é a mais comum. Há alguns anos, quando ainda não havia tratamentos mais eficazes para a doença, só a palavra AIDS aterrorizava, pois era sinônimo de morte num espaço de tempo muito rápido. As pesquisas avançaram e hoje o portador do HIV pode levar uma vida normal tomando coquetéis de medicamentos, que em nosso país são oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, conta Graça Pimenta.

Estudos recentes apontam inclusive que a AIDS poderá ser classificada como uma doença crônica, a exemplo do diabetes ou pressão alta, que possibilitam maiores possibilidade de controle. Neste mês os EUA aprovou uma pílula chamada Truvada que reduz em 90% os riscos do indivíduo se contaminar com o HIV.

“Talvez esses avanços tenham feito as pessoas perderem o medo da doença e não usarem os preservativos nas práticas sexuais. Porém, mesmo tratável, a AIDS é uma doença. E uma enfermidade sempre gera prejuízos ao organismo. No que diz respeito às ações preventivas, é dever dos governos provocar a conscientização sobre a doença e disponibilizar os preservativos para inibir a transmissão do HIV. Porém é fundamental que a população cuide de si para que tenhamos uma sociedade formada por pessoas cada vez menos vulneráveis aos transtornos causados pela AIDS”, conclui a parlamentar.

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Sobre Carlos Augusto 9756 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).