Em entrevista exclusiva, Fabricio Almeida fala sobre o desafio de conduzir a SECOM e diz que os veículos de comunicação serão avaliados

Fabrício Almeida: Acho que a democratização que a Internet trouxe, faz com que você seja vigiado o tempo inteiro. Assim, não tem como ser diferente.
Fabrício Almeida: Acho que a democratização que a Internet trouxe, faz com que você seja vigiado o tempo inteiro. Assim, não tem como ser diferente.
Fabrício Almeida: Acho que a democratização que a Internet trouxe, faz com que você seja vigiado o tempo inteiro. Assim, não tem como ser diferente.
Fabrício Almeida: Acho que a democratização que a Internet trouxe, faz com que você seja vigiado o tempo inteiro. Assim, não tem como ser diferente.

Nascido em Feira de Santana no ano de 1976, feirense, filho de pai baiano e mãe pernambucana. Começou a trabalhar cedo, ainda aos 15 anos, estagiou no Jornal Feira Hoje. Na década de 90 trabalhou no Jornal Folha do Estado, Rádio Subaé, Tribuna Feirense e TV Subaé. Atualmente ocupa o cargo de Secretaria de Comunicação. Com exclusividade, Fabrício Almeida recebe o Jornal Grande Bahia (JGB) e concede entrevista no seu gabinete ao diretor de jornalismo, Carlos Augusto e Diego Almeida, estagiário de jornalismo.

JGB: Fabrício Almeida em algum momento você desejou ser secretário de comunicação da sua cidade natal?

Fabrício Almeida: Quando eu entrei no projeto eu sabia que ia ser diretor de jornalismo. Mas, nunca passou na minha cabeça a ideia de ser secretário. Não pelo fato de achar incompetente para o serviço, mas porque eu sabia que existia um processo de hierarquia e que Edson Borges, o secretário na época, fazia um trabalho brilhante.

A condição de chegar a secretário, acredito, ser meramente administrativa. Buscou-se um sucessor para Edson e a condição do prefeito foi buscar dentro da secretaria. Como estava envolvido no processo, mantendo todos os contatos, acompanhando as ações do governo e acredito que também possuindo competência, fui convidado.

Daí, estou na condição de secretário de comunicação. Que considero de extrema importância para a mídia e a distribuição de comunicação do governo.

JGB: Ao assumir a SECOM você deixou o seu cargo de diretor de jornalismo vago e também com a demissão de Dimas Oliveira, outro jornalista da secretaria, ficou outra vaga em aberto. Então, você teve algumas dificuldades iniciais. Como está essa situação hoje?

Fabrício Almeida: Dificuldades vamos ter sempre, pois temos dificuldades em encontrar profissionais no mercado. Não que esses que estão aí não tenham capacidade. O grande problema é a disponibilidade desses profissionais no mercado e, consequentemente, encontrar o perfil profissional desejado.

Como é que acontecia antes? Buscávamos os profissionais nas redações dos jornais. Hoje, Feira de Santana tem apenas um jornal diário, o Folha do Estado. Porém, o jornal tem um quadro reduzido de profissionais que apenas querem trabalhar com impresso.

Quanto às vagas que surgiram tenho dificuldades em encontrar profissionais para esses cargos que considero estratégicos na secretaria. Mas, tem alguns nomes que há foram indicados e  estão no processo de discussão. Acredito que nos próximos quinze dias a equipe já estará montada e trabalhando. Neste período não houve nenhuma redução da oferta [de conteúdo jornalístico produzido pela SECOM]. Pelo contrário, mesmo com deficiência de pessoal, aumentamos a oferta porque as ações do governo são grandes e constantes. Então, não tivemos como recuar.

JGB: Você assumiu com um quadro já definido de agências, sendo cada uma delas responsáveis por uma linguagem. Você pretende modificar ou apenas adaptar?

Fabrício Almeida: No governo do prefeito Tarcízio Pimenta a licitação promovida entre as agências foi para um período de quatro anos, mas, a cada final de ano ele seria renovado sendo observado o desejo do governo municipal manter ou não os contratos com as agências, sendo observado o trabalho feito pela agência ao longo do ano.

Anteriormente como era feito: A prefeitura licitava o período e durante quatro anos a agência trabalhava sem a possibilidade de rescisão contratual. Quando ingressei na condição de secretário, já havia um prazo pré-determinado para a finalização dos contratos com as agências.

O que fizemos inicialmente foi convocar as quatro agências para ter acesso às informações das agências, os materiais que estavam sendo produzidos, a relação com a prefeitura e em quais segmentos da mídia elas atuavam.

Este processo já foi superado e iniciamos o processo de renovação dos contratos em que há negociação e redistribuição da mídia, da formatação do material e de como ele vai ser distribuído e da utilização do serviço também.

JGB: Na gestão de Edson Borges existiram erros pontuais. Vídeos da Micareta que tiveram que ser removidos, dentre outros, que demonstravam falhas nas peças de comunicação. Vai existir um novo padrão de linguagem ou será mantido o padrão anterior?

Fabrício Almeida: Quando falamos em erros e isso atribuo a você, pois é você que me traz está informação, vai de cada ponto de vista. Acho que cada profissional pode avaliar o trabalho de cada colega que está à frente da secretaria e isso deve ser encarado com naturalidade e respeito. Acho que toda crítica quando é construtiva ajuda e contribui para a melhoria do serviço a comunidade.

Essa é a grande premissa da SECOM: melhor informar o cidadão não apenas dos serviços ofertados pela prefeitura, mas daqueles que chegam também à região de Feira de Santana.

Quanto à nova linguagem o processo está sendo discutido e a dinâmica da comunicação faz isso. Se olharmos para trás em apenas cinco anos não tínhamos as informações em massa na mídia eletrônica disponibilizadas por meios dos blogs e sites de Feira de Santana. Eles conseguem movimentar a informação na cidade, coisa que cinco anos atrás não acontecia.

O rádio também vive esse dinâmica. Acho que Feira de Santana é um caso atípico em todas cidades do Brasil, dada a força que o rádio possui na cidade. Então, pensarmos em erros e acertos como algo muito pequeno. Pensamos em mudar alguma coisa por conta do estilo pessoal de cada um.

Estamos com um novo processo de formatação do site, do boletim, das informações de áudio e vídeo por parte da SECOM. É um processo que ainda está em amadurecimento, mas muito em breve estarão sendo disponibilizadas outras ferramentas não apenas para a comunidade que acompanha o noticiário da prefeitura, como também para os nossos parceiros da área de comunicação visual, áudio ou vídeo.

JGB: Fabrício nos bastidores comenta-se que você fará uma mudança na forma de gestão dos recursos e na produção das peças publicitárias. Comenta-se que cada agência ficaria uma mídia específica. O que existe de concreto nisso?

Fabrício Almeida: Na verdade já era feito dessa forma. Cada agência era responsável por um tipo de veículo midiático, além do atendimento para cada secretaria. Mas, ainda assim percebemos que hora ou outra isso fugia do controle. Mas, agora, nessa nova fase de contrato com as agências estamos buscando formatar isso de forma melhor. No que diz respeito à distribuição de mídia com os veículos é um objetivo nosso, discutido com o prefeito, a otimização dos recursos da Prefeitura Municipal de Feira de Santana com a mídia.

Precisamos encontrar parâmetros para os veículos de comunicação e de que forma a gente vai poder investir naquele veículo. Porém, com uma base sólida de informações, para não sermos injustos com alguns veículos, buscando assim uma relação de respeito.

JGB: O que a sociedade pode esperar das campanhas de IPTU e da Micareta?

Fabrício Almeida: As duas campanhas já foram deflagradas. Isso no que se refere à produção das campanhas. Nos próximos dias estamos analisando a melhor forma dessas campanhas serem veiculadas. Para que pelo menos o IPTU, tenha o seu retorno antecipado como em todos os anos.

JGB: Você já esteve dos dois lados. Num momento você fez o papel do jornalista crítico que busca uma análise mais aprofundada do papel dos governos e hoje você está na condição de governo. É diferente?

Fabrício Almeida: A relação que buscamos manter aqui é uma relação honesta. Como profissional, eu sempre tive na condição da informação melhor apurada. Eu gosto de informar sem equívocos. E é justamente a orientação que os profissionais da SECOM têm, inclusive com Edson Borges era da mesma forma.

Devemos tratar a notícia não como algo institucional, mas como algo que leve informação. Ela não pode ser escamoteada, ter duplo sentido, informação ausente. Eu sempre prezo a informação de melhor qualidade. Conseguimos com o Edson Borges e estamos dando procedimento agora. Nosso objetivo é que pelo menos 70% do conteúdo produzido pela SECOM seja reproduzido na mídia.

A informação deve ser honesta porque quem está do outro lado sabe quando a informação é escamoteada, se faltou com a verdade. Acho que a democratização que a Internet trouxe, faz com que você seja vigiado o tempo inteiro. Assim, não tem como ser diferente.

JGB: Como é a relação com o prefeito Tarcízio Pimenta?

Fabrício Almeida: Trabalhar com Tarcízio não é difícil. Ele é um cara aberto ao diálogo, as observações e muito ligado no sistema de comunicação da prefeitura. Tarcízio acessa mais blogs e sites diariamente do que eu inclusive. Isso é muito particular dele. Não há dificuldade alguma em mantermos uma relação profissional e de confiança.

Mantemos diariamente uma equipe com o prefeito desde as 06:30 da manhã até o último horário de atendimento do prefeito. Isso demonstra essa relação de proximidade entre Tarcízio e a SECOM.

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