Atletas sob suspeita da nova gripe são atendidos em Feira de Santana

Um total de 18 jovens que integravam a delegação do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Pará foi atendido no Hospital Geral Clériston Andrade sob a suspeita de terem contraído a gripe A, na madrugada desta segunda-feira (20/07/2009). Os jovens fazem parte de um grupo de 70 alunos que retornava de ônibus para Belém após participarem de uma competição esportiva estudantil em Vitória, no Espírito Santo.

Os atletas estavam alojados em Feira de Santana no Centro de Ensino Tecnológico da Bahia Áureo Filho (CETEB). Após ter sido identificado sintomas como febre e mal estar em alguns alunos, eles foram encaminhados ao HGCA para serem examinados. Na unidade foi recolhido material de três alunos que apresentavam quadro mais delicado.

Somente após os exames será constatado ou não a contaminação da nova gripe, os estudantes foram liberados após o procedimento e seguiram viagem rumo a Belém. A diretora do HGCA, Edilma Reis, explicou que não havia a necessidade de internamento.

“A orientação do Ministério da Saúde é de que esses pacientes sejam monitorados em domicílio. Seja feita uma quarentena domiciliar. Como são pacientes que estão em trânsito, vindo do Espírito Santo para o Pará, eles terão toda a orientação do hospital”, relatou em entrevista ao repórter Giberval Lima, da Rádio Subaé.

A Vigilância Epidemiológica de Feira de Santana informou que orientou todos os estudantes sobre maneiras para evitar a contaminação e distribuiu máscaras para que usem durante a viagem. O órgão também vai monitorar os estudantes no retorno para Belém, mantendo contato via telefone e também notificando as cidades onde pretendem pernoitar.

Técnico suspeita de reação alérgica

Para o técnico das modalidades de futebol e de futsal da delegação paraense, Afonso Saise, os sintomas sentidos pelos alunos podem ter sido provenientes de uma reação alérgica. “Alguns alunos nossos se sentiram mal, e achamos mais conveniente levá-los ao hospital. Tinha uns quatro ou cinco com tosse, uns oito com febre, mas não era alta, e alguns sentindo dores no corpo”, relatou  Saise.

“Penso eu que possa ser um processo alérgico, mas eu não sou médico, e por isso nos deslocamos para o hospital para ter um diagnóstico mais preciso. Estávamos em Vitória, no Espírito Santo, participando de uma competição. E no alojamento que ficamos era revestido de carpete,  material que acumula muito ácaro, o que pode ter contribuído para este resultado,” finaliza o técnico.

O treinador revelou ainda que alguns alunos que começaram a sentir os mesmos sintomas ainda em Vitória. “Alguns deles sentiram os sintomas durante dois dias e hoje já estão bons. O médico que estava atendendo na competição passou para eles Paracetamol e outro medicamento”, informou.

 

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