Cerca de 90,5% da população brasileira é atendida pela coleta de lixo

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Infográfico com cobertura dos serviços de coleta de resíduos domiciliares. A região Sudeste do país registrou o melhor índice de cobertura do serviço, com 96,1% da população atendida. Já o pior índice foi registrado pela região Norte, com 80,7%.
Infográfico com cobertura dos serviços de coleta de resíduos domiciliares. A região Sudeste do país registrou o melhor índice de cobertura do serviço, com 96,1% da população atendida. Já o pior índice foi registrado pela região Norte, com 80,7%.

Cerca de 90,5% da população brasileira foi atendida com coleta de resíduos sólidos domiciliares, em 2020. O dado é do mais recente Diagnóstico Temático da Gestão Técnica dos Serviços de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos, divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).

Segundo o documento, a região Sudeste do país registrou o melhor índice de cobertura do serviço, com 96,1% da população atendida. O pior índice foi registrado pela região Norte, com 80,7% da população contemplada pela coleta de resíduos sólidos domiciliares.

Além disso, do total de 211,8 milhões de habitantes do Brasil, em 2020, 20,8 milhões estavam sem coleta regular de resíduos sólidos. Desses, 2,5 milhões eram moradores da área urbana e 18,3 milhões da área rural. Ou seja, 98,6% da população urbana foi atendida pelo serviço.

As informações sobre a coleta de resíduos sólidos estão disponíveis no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), administrado pela Secretaria Nacional de Saneamento do MDR.

Ao todo, 4.589 municípios participaram do SNIS 2020, o que corresponde a 82,4% do total de municípios brasileiros.

A coordenadora do módulo de resíduos sólidos do SNIS, Thaianna Cardoso, afirma que a cobertura da coleta de resíduos domiciliares é quase universalizada nas áreas urbanas do país, mas cita alguns exemplos de disparidade entre os estados brasileiros.

“O estado do Rio de Janeiro [estava] com 98,7% de cobertura total e 99,6% de cobertura em relação à sua população urbana. E, um estado que tem índices que precisam evoluir, temos Rondônia que indicou 75,4% de cobertura em relação à população total e 90,2% em relação à população urbana. Então, temos essas diferenças em relação ao país, embora já tenhamos muitas unidades da federação com coberturas bem elevadas de coleta.”

Coleta seletiva

A coleta seletiva consiste no recolhimento diferenciado de resíduos sólidos (papel, plástico, metal, vidro e orgânicos) separados pela própria fonte geradora e recolhido pela coleta diferenciada (seletiva) de porta-a-porta, em pontos de entrega voluntária ou outras formas. O serviço pode ser realizado pela prefeitura, por uma empresa contratada pela prefeitura, por cooperativas de catadores ou entidades em parceria com a administração municipal.

Em 2020, a coleta seletiva esteve presente em 1.664 municípios brasileiros e ausente em 2.925. Outros 981 municípios não prestaram informações. Ao todo, 66,2 milhões de habitantes de áreas urbanas tinham coleta seletiva de porta a porta.

“Os municípios [com coleta seletiva] estão bem concentrados na macrorregião Sul, Sudeste e Centro-Oeste e indica que é necessário evoluir na coleta seletiva para municípios do Norte e Nordeste”, avalia Thaianna Cardoso.

Dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) apontam que os materiais recicláveis secos (plásticos, papel e papelão, vidros, metais e embalagens multicamadas) representam 33,6% de todo o resíduo gerado no Brasil, o que corresponde a cerca de 28 milhões de toneladas por ano. No entanto, o índice médio de reciclagem no país é de 3% para a fração seca.

Segundo o diretor presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho, o Brasil é líder mundial na reciclagem de latas de alumínio, devido ao potencial de reciclagem e ao valor econômico atrelados ao material.

“Os demais materiais ainda carecem de integração logística, consolidação e economia de escala, em muitos casos. Qualquer sistema de reciclagem, por melhor e mais moderno que seja, só vai dar certo com o engajamento e a adesão da população, com a separação adequada na fonte, a disponibilização dos materiais recicláveis no dia e hora corretos ou entrega nos pontos de entrega voluntários”, afirma.

Massa coletada

Segundo o SNIS, em 2020, a estimativa da massa coletada de resíduos sólidos domiciliares e públicos chegou a 66,6 milhões de toneladas. Em relação à população total atendida pela coleta, a massa é de 0,97 quilos de resíduos sólidos por habitante por dia (kg/hab./dia). Já em relação à população urbana, o indicador é de 1,01 kg/hab./dia.

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