UEFS celebra a cultura e música popular na 11ª edição do ‘Festival de Sanfoneiros’

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Festival premiou sanfoneiros de quatro estados brasileiros em três categorias: sanfona de até oito baixos, sanfona acima de oito baixos e infantojuvenil, para sanfoneiros com até 14 anos.
Festival premiou sanfoneiros de quatro estados brasileiros em três categorias: sanfona de até oito baixos, sanfona acima de oito baixos e infantojuvenil, para sanfoneiros com até 14 anos.

Na véspera do dia Nacional do Sanfoneiro, comemorado em 26 de maio, a Universidade Estadual de Feira de Santana celebrou a cultura e a música popular na 11ª edição do Festival de Sanfoneiros. O evento realizado na noite de quarta-feira (25/05/2022), no Auditório Central do campus universitário, reuniu mais de 800 pessoas. O Festival premiou sanfoneiros de quatro estados brasileiros em três categorias: sanfona de até oito baixos, sanfona acima de oito baixos e infantojuvenil, para sanfoneiros com até 14 anos. Todos os finalistas receberam o prêmio de seleção no valor de R$ 3 mil. A premiação total foi de R$ 30 mil.

Nesta edição, pela primeira vez a votação do júri popular foi realizada no formato on-line e o público presente no auditório e acompanhando a transmissão ao vivo pelo canal no YouTube da TV Olhos D’Água escolheu os vencedores através de um formulário. Na categoria sanfona de até oito baixos, o feirense Estevão de Souza Oliveira, conhecido artisticamente como Maracás dos 8 baixos, teve 81,4% dos 1.317 votos. O músico com quase 30 anos de sanfona garante que ano que vem vai se inscrever novamente no festival. “Eu queria que fosse amanhã para eu poder cantar aqui de novo”, afirmou.

Na categoria sanfona acima de oito baixos o prêmio de júri popular, que é de R$ 2 mil, foi entregue a Inácio Botêlho, de Teresina, no Piauí. Ele teve 56,4% dos 3.751 votos. “Eu vim de muito longe em busca disso. Estou muito feliz. Foram muitos ensaios e cheguei a ter calos nas mãos de tanto tocar. Que bom que deu tudo certo”. Ainda na premiação de júri popular, Wendell Ayel, de 10 anos, natural de Itapetim, em Pernambuco, ficou com o prêmio. O jovem sanfoneiro foi o único finalista na categoria infantojuvenil.

Wendell Ayel, que é fã de Dominguinhos, participou pela segunda vez do Festival de Sanfoneiros. Em 2019, ele disputou na mesma categoria e saiu de Feira de Santana com o troféu nas mãos. A história de Wendell com o instrumento musical começou quando ele tinha apenas três anos de idade. “Meu avô materno viajou para São Paulo e disse que ia comprar uma safoninha de brinquedo. Meu pai viajou para o Rio de Janeiro e disse que ia comprar um violão para mim. Pai voltou primeiro do que vô e quando ele trouxe o violão foi a maior alegria, mas quando vô trouxe a sanfona eu não larguei mais”, explicou.

O pequeno sanfoneiro Wendell Ayel também levou o prêmio de júri virtual, no valor de R$ 1 mil, concedido aos finalistas como resultado das visualizações nos vídeos dos candidatos publicados no Instagram do Cuca. Na categoria até oito baixos o vencedor foi Ivison Santos Silva, de Caruaru, Pernambuco, e na categoria acima de oito baixos Vinicius Bianchini, de Lagoa Vermelha, no Rio Grande do Sul, ficou com o prêmio. As visualizações foram contabilizadas até o dia 24 de maio. Os vídeos ainda podem ser acessados através do perfil.

Para o reitor da Uefs, Evandro do Nascimento, a noite simbolizou através da cultura a celebração da vida. “É muito importante que a Uefs esteja realizando mais uma edição presencial do Festival após a pandemia. Isso nos permite manter viva a tradição que a universidade já consolidou de valorizar a cultura nordestina”. O reitor ainda destacou a presença de músicos de outros estados e observou que o evento resgata um símbolo muito importante para os nordestinos, que é a sanfona, através da musicalidade.

O diretor do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), acredita que o crescimento e amadurecimento em mais de uma década enriqueceu o Festival, especialmente com a ampliação da área de abrangência. “Hoje nós temos sanfoneiros de todo o Brasil, o que ajuda a trazer mais ritmos e pluralidade da nossa cultura. É muito bom poder retornar à presencialidade e presentear o público com uma festa que é tão representativa da nossa identidade local e da nossa cultura nacional”, afirmou.

A entrada do Festival de Sanfoneiros foi gratuita. O público presente só teve acesso ao Auditório Central depois de apresentar o cartão de vacinação contra a covid-19. Na parte externa ocorreu uma edição especial da Feira Saberes e Sabores, que é promovida pela Incubadora de Iniciativas de Economia Solidária da Uefs. Produtores da agricultura familiar, dos distritos de Maria Quitéria e da Matinha, e da comunidade Lagoa Salgada, em Feira de Santana, e do município de Valença comercializaram itens como bolos, acarajé, tapioca, hortaliças orgânicas e amendoim.

A programação ainda contou com uma homenagem a Baio do Acordeon, artista com mais de 70 anos de carreira. Ele se apresentou no evento com a banda “Os bambas do Nordeste”, da qual faz parte. O sanfoneiro, que recebeu o troféu da servidora aposentada da Uefs, Goreti Figueiredo, foi o primeiro campeão do Festival de Sanfoneiros. O evento é promovido pela Uefs, através do Cuca, e conta com o apoio do Serviço Social do Comércio (Sesc).

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