Falta de Governo trava a atividade econômica no Brasil

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Após recuar 3,9% em 2020, primeiro ano da pandemia, o PIB brasileiro avançou 4,6% em 2021, mal recuperando as perdas anteriores.
Após recuar 3,9% em 2020, primeiro ano da pandemia, o PIB brasileiro avançou 4,6% em 2021, mal recuperando as perdas anteriores.

Considerado a “prévia do Produto Interno Bruto”, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,34% em fevereiro. Divulgado nesta segunda-feira (02/05/2022), o indicador frustrou as expectativas medidas em pesquisa da Reuters, que eram de 0,5% na mediana das projeções, após queda de 0,73% em janeiro.

Para o cálculo do índice, o BC incorpora os principais indicadores de atividade econômica. A indústria registrou alta de 0.7% no mês, enquanto o varejo ampliado subiu 2.0% e o setor de serviços caiu (-0.2%), surpreendendo o mercado.

Com o resultado, o IBC-Br alcançou 139,30 pontos, já considerado o ajuste sazonal. Abaixo dos 140,02 pontos registrados em fevereiro de 2020, último mês antes dos impactos da pandemia na atividade econômica. Sob Jair Bolsonaro e seu ministro-banqueiro Paulo Guedes, a economia brasileira se mantém estagnada.

Após recuar 3,9% em 2020, primeiro ano da pandemia, o PIB brasileiro avançou 4,6% em 2021, mal recuperando as perdas anteriores. No Relatório Focus do BC, também divulgado nesta segunda, o mercado espera um PIB de 0,70% neste ano. Para 2023, 2024 e 2025, as estimativas continuam medíocres: altas de 1%, 2% e 2%, respectivamente.

Em contrapartida, o mercado elevou pela 16ª semana consecutiva a previsão para a inflação deste ano, agora para 7,89%. A expectativa das mais de 100 instituições financeiras consultadas pelo BC para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2022 é mais que o dobro da meta, que é de 3,5%. As projeções para a Selic e o câmbio permanecem as mesmas para 2022 (13,25% ao ano e US$ 1 = R$ 5 em dezembro).

Em entrevista ao Estado de São Paulo, o economista-chefe do Citi Brasil, Leonardo Porto, alertou para a expectativa de alta mais forte da taxa de juros nos Estados Unidos e seu impacto sobre países emergentes como o Brasil. Tanto o banco central estadunidense (Federal Reserve) quanto o BC têm reuniões nesta semana para decidir o nível dos juros.

“Nas nossas contas, a Selic a 13,25% não vai ser suficiente para jogar a inflação no centro da meta em 2023”, afirmou o economista. “Porque o Brasil está com uma inflação muito elevada e existe um componente inercial. Quanto mais alta a inflação, e quanto mais tempo ela fica alta, maior o risco de ela contaminar a expectativa de inflação, tornando o processo inflacionário mais rígido.”

Porto afirma que os Estados Unidos caminham para um ciclo de aperto monetário inédito nas últimas décadas. Isso levará a um aumento importante nas taxas de juros internacionais e, em consequência, à valorização do dólar frente a outras moedas. O nível de aversão ao risco também sobe, tornando potenciais investidores mais avessos a direcionar recursos para países mais arriscados, como o Brasil.

Para a economia brasileira, diz ele, a previsão é de crescimento de 0,1%, pouco acima de zero, em 2022. “Não é um dado promissor, mas é melhor do que a gente previa antes (-0,3%)”, pondera. “O ponto é que o aumento dos juros tem um custo na atividade. Para trazer a inflação para a meta, existe uma taxa de sacrifício. Esse sacrifício é um crescimento menor temporariamente. A gente deve ter de pagar esta taxa de sacrifício neste ano”, finaliza.

Lula defende desenvolvimento descentralizado

“A situação do país hoje é difícil, ele está sendo destruído. Mas da mesma forma que eu tive a ajuda do povo para construir melhorias nos meus governos, vamos juntos reconstruir o país mais uma vez. Porque é o povo que sabe o que esse país realmente precisa. Bom dia e boa semana!”, afirmou Luiz Inácio Lula da Silva em postagem no Twitter nesta segunda.

Em entrevista a Youtubers e jornalistas da mídia independente, na última terça-feira (26), Lula defendeu um modelo de desenvolvimento descentralizado, com indução às potencialidades regionais, como caminho para a retomada econômica. “Não defendo um governo empresarial, que manda em tudo. Defendo um governo que tenha força para induzir o desenvolvimento em função das necessidades de cada região”, afirmou.

Segundo ele, com essa perspectiva os governos petistas fizeram pequena revolução, levando universidades e escolas técnicas para capitais e interior, além de empreendimentos que geraram emprego e permitiram o desenvolvimento regional. O Nordeste, segundo ele, teve estados com economia crescendo 14%, em ritmo da China.

“Precisamos saber que tipo de atividade econômica a gente vai fomentar no país para gerar emprego para uma menina que terminou a universidade, sonhou em fazer direito, sonhou em fazer psicologia, sonhou em fazer medicina e ela precisa ter uma coisa dela para trabalhar e não tem dinheiro”, prosseguiu Lula. “Precisamos pensar em como gerar um novo mercado de trabalho para essas pessoas e quem tem que saber é a sociedade.”

Para o ex-presidente, a escola e a universidade são a primeira chance oferecida à juventude, mas é preciso haver a segunda chance. “Possivelmente (a segunda chance) seja o crescimento econômico do país e a criação de linhas de financiamento para que centenas ou milhares de pessoas façam o que queiram fazer.”

Lula afirmou que é papel do Estado dar garantias para que as pessoas vivam bem e tenham acesso aos bens que produzem. A mágica, repetiu, é incluir o povo pobre no orçamento e o rico no imposto de renda.

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