Curta-metragem documental ‘Contragolpe’ mostra que boxe de Salvador é movimento de resistência

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No curta, o diretor vai ao encontro dos personagens que compõem a cena do boxe local para tentar responder por que a cidade virou berço de grandes boxéis.
No curta, o diretor vai ao encontro dos personagens que compõem a cena do boxe local para tentar responder por que a cidade virou berço de grandes boxéis.

Ambientado na cidade de Salvador e resgatando as origens do sucesso de boxeadores locais, o curta-metragem documental ‘Contragolpe’ estreia nesta quinta-feira (28/04/2022), às 20 horas, com exibição online e gratuita no site da produtora responsável. O doc fica disponível ao público até o próximo dia (30/04/2022).

Dirigido por Victor Uchôa (premiado com o curta ‘Tempo’, de 2018, exibido em mais de 30 mostras e festivais no Brasil e exterior, arrematando troféus de ‘Melhor Filme’, ‘Trilha Sonora’, ‘Som’ e ‘Fotografia’), ‘Contragolpe’ convida o público a percorrer academias de bairros periféricos da capital baiana, calçar as luvas e subir no ringue junto com jovens que encontram, no boxe, um caminho para mudar de vida, criando um ambiente de contra hegemonia esportiva. ‘Não é novidade que Salvador é um celeiro de boxeadores, tendo revelado também o tetracampeão mundial, Acelino Popó Freitas. Mas, para entender o sucesso esportivo, é preciso apurar o olhar sobre uma modalidade que toma as ruas, ocupa praças, vielas e até mesmo a areia da praia. Aqui, a chamada nobre arte vira luta do povo’, destaca Uchôa.

No curta, o diretor vai ao encontro dos personagens que compõem a cena do boxe local para tentar responder por que a cidade virou berço de grandes boxéis. De fato, das oito medalhas que o Brasil já conquistou no boxe olímpico, metade foi com pugilistas de Salvador, inclusive as duas medalhas de ouro (em 2016 e 2021). E, na seleção brasileira, seis dos 11 profissionais são da capital baiana. ‘São atletas que passaram por dificuldades, ralaram muito. Não tem jeito: os campeões saem é da favela’, pontua o treinador Gilvan Bispo, duas vezes escolhido como melhor técnico de boxe do Brasil e que já trabalhou, gratuitamente, com mais de 2 mil jovens em sua academia, no Nordeste de Amaralina.

O projeto foi contemplado pelo Prêmio Riachão Projetos de Pequeno Porte, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, destinado pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

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