Tribunal da Inglaterra emite ordem de extradição de Julian Assange para os EUA; Russiá defende liberdade do jornalista

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Tribunal de Magistrados de Westminster em Londres.
Tribunal de Magistrados de Westminster em Londres.

O Tribunal de Magistrados de Westminster em Londres emitiu ordem de extradição do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, para os EUA.

Assange ainda pode recorrer da decisão do tribunal que autoriza sua extradição para os Estados Unidos.

O tribunal de Londres tomou a decisão formal de extraditar Julian Assange para os Estados Unidos nesta quarta-feira (20/04/2022). No entanto, a decisão final deve ser tomada pelo Governo do Reino Unido.

WikiLeaks escreveu no Twitter que a equipe de defesa tem até 18 de maio para recorrer da decisão antes que a secretária do Interior, Priti Patel, tome sua decisão após a ordem emitida pelo tribunal.

Caso Assange seja extraditado para os EUA, onde é acusado de espionagem, ele pode enfrentar uma sentença de prisão de até 175 anos.

A editora-chefe do WikiLeaks, Kristinn Hrafnsson, disse que, ao emitir a ordem de extradição, o tribunal de Westminster assinou a sentença de morte de Assange.

“Extraditar Assange seria um risco para sua vida”, disse Hrafnsson às pessoas que haviam se reunido na frente do tribunal. “Seria igual a uma sentença de morte. Agora, a vida de Julian está nas mãos de Priti Patel e Boris Johnson. Eles precisam fazer a coisa certa”.

Anteriormente, a equipe de defesa de Assange disse que o fundador do WikiLeaks poderia cometer suicídio se fosse extraditado para os EUA.

Em dezembro de 2021, o Supremo Tribunal de Londres aprovou o recurso dos EUA para extraditar Assange, anulando uma decisão anterior de que o jornalista não poderia ser extraditado devido a problemas de saúde e às condições desumanas que o aguardam em uma prisão americana.

Washington buscou a extradição de Assange ao país por acusações de espionagem depois que o WikiLeaks publicou milhares de documentos confidenciais revelando crimes de guerra cometidos por tropas dos EUA no Iraque e no Afeganistão.

‘Paródia da justiça’: comunidade internacional reage ao veredicto sobre extradição de Assange

A Anistia Internacional chamou a decisão de extraditar Julian Assange aos EUA, tomada pela Suprema Corte de Londres, de “paródia da justiça”.

“É uma paródia da justiça […] A Suprema Corte decidiu aceitar as garantias diplomáticas dos EUA, que são profundamente incorretas, de que Assange não será condenado ao confinamento solitário em uma prisão de segurança máxima”, diz o comunicado do diretor da Europa da organização, Nils Muiznieks.

A Federação Internacional de Jornalistas (IFJ, na sigla em inglês) também denuncia o veredicto do Reino Unido no processo contra Assange e exorta o presidente Joe Biden a parar uma perseguição “politicamente motivada” e retirar todas as acusações.

“A Federação Internacional de Jornalistas condena veementemente e se posiciona contra a decisão da Suprema Corte do Reino Unido, que desbloqueou a possibilidade de extradição de Assange para os EUA, voltando a exortar o presidente americano Joe Biden a parar sua perseguição politicamente motivada e de muitos anos de Julian Assange, e retirar todas as acusações contra ele”, informou o representante da IFJ.

Segundo a federação, a extradição do ativista colocará em perigo não só sua vida, mas também os princípios fundamentais da liberdade de imprensa. A organização confirma estar pronta a apoiar os esforços dos advogados de Assange para apelar da decisão.

Por sua vez, a representante oficial da chancelaria russa, Maria Zakharova, qualificou a decisão da corte britânica de “vergonhosa”.

“Esse veredicto vergonhoso em um processo político contra um jornalista e figura pública é mais uma manifestação da visão bárbara do tandem anglo-saxônico. O Ocidente celebrou desta maneira ‘digna’ o Dia Internacional dos Direitos Humanos e o término da chamada Cúpula das Democracias”, escreveu a diplomata no Telegram.

*Com informações da Sputnik Brasil.

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