Por meio de ameaças, Governo Biden busca envolver América Latina nas sanções contra a Rússia; EUA oficializam Colômbia como aliado externo da OTAN

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O presidente Joe Biden faz seu discurso sobre o Estado da União em uma sessão conjunta do Congresso, terça-feira, 1º de março de 2022, na Câmara da Câmara no Capitólio dos EUA em Washington, DC.
Presidente Joe Biden usar poder econômico e militar dos EUA para manter domínio da economia global.

Anatoly Antonov, embaixador russo nos EUA, afirmou que o Governo Biden busca pressionar os países latino-americanos, por meio de ameaças, para que eles se juntem às sanções antirrussas e ignorem os riscos colaterais para a região.

Recentemente, o vice-secretário de Estado, Brian Nichols, afirmou que os EUA esperam que as nações latino-americanas respeitem as sanções impostas à Rússia, a suas instituições financeiras e empresas privadas intimamente associadas com o governo russo.

“Dá para ver que no Departamento de Estado cresce a irritação por causa da posição independente dos Estados latino-americanos que recusam se juntar à ‘cruzada’ de sanções contra a Rússia e têm sua própria visão da crise ucraniana. O objetivo de tais alegações é bem simples: assustar seus parceiros com ameaças de restrições secundárias como punição pelo não-alinhamento com a campanha antirrussa”, constatou o embaixador.

De acordo com suas palavras, Washington não se preocupa com “os danos óbvios” das sanções para o desenvolvimento econômico dos países da América Latina, sua segurança alimentar e estabilidade social.

Os acontecimentos na Ucrânia deverão estar na agenda da visita do secretário de Estado Antony Blinken ao Panamá em 19-20 de abril. Durante a visita, Blinken participará da conferência sobre as questões de migração e realizará uma série de reuniões bilaterais.

Em 24 de fevereiro de 2022, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou o início de uma operação especial militar para “desmilitarização e desnazificação da Ucrânia”, após as repúblicas populares de Donetsk e Lugansk terem apelado ao apoio russo. Em resposta, os países ocidentais e seus aliados impuseram sanções contra Moscou, inclusive o congelamento das contas dos políticos e oligarcas russos.

EUA oficializam Colômbia como aliado externo da OTAN

Na quinta-feira (21/04/2022), o presidente norte-americano, Joe Biden, confirmou a designação da Colômbia como aliado externo da OTAN, que é formada por 30 países.

“Notifico minha intenção de designar a Colômbia como aliado importante fora da OTAN. Faço esta designação em reconhecimento da importância da relação entre os EUA e a Colômbia e das contribuições cruciais da Colômbia à segurança regional e internacional”, escreveu Biden em carta enviada ao Capitólio.

Desta forma, os colombianos terão acesso ao material bélico norte-americano e receber empréstimos para obter equipamento militar e de pesquisa, bem como tecnologia espacial e participação em operações conjuntas com o Pentágono.

“Agora somos aliados oficiais, pois agora a Colômbia também é um Aliado Principal Não Membro da OTAN. Tudo isso indica que há uma aliança, uma amizade estratégica que segue e que queremos seguir no futuro.”

Os EUA já vinham apoiando a Colômbia há tempos, inclusive tentando usar o país em sua “luta” contra a Venezuela.

Recentemente, os norte-americanos enviaram 40 blindados à Colômbia, para “fortalecer suas capacidades operacionais” e “reforçar os laços de cooperação” entre os dois países.

Essa pode ser mais uma investida dos EUA em se aproximar e enviar armas para lutar contra a Venezuela, tal como tentou em um passado recente.

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, acusou recentemente seu homólogo da Colômbia, Iván Duque, de planejar uma série de ataques contra seu país, durante um discurso no Primeiro Encontro Nacional de Ativistas do Movimento Somos Venezuela.

Em fevereiro de 2020, o presidente venezuelano acusou os EUA e a Colômbia de ordenarem um “ataque terrorista” contra um armazém de empresas de telecomunicações estatais no estado de Carabobo, no centro da Venezuela. Em outubro de 2020, Nicolás Maduro culpou Duque e o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe por um ataque à refinaria de Amuay, no noroeste venezuelano, o que qualificou como parte de uma “guerra suja” e “desprezível” contra as “indústrias fundamentais” do país.

Já em março de 2021 o alto responsável da Venezuela pediu às Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) para “ter cuidado” com operações realizadas na fronteira com a Colômbia contra grupos armados irregulares, declarando que Duque estava procurando gerar um conflito entre os dois países em aliança com o Comando Sul dos EUA.

*Com informações da Sputnik Brasil.

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