Política do Governo Bolsonaro colocou Brasil com a 3ª gasolina mais cara do mundo

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Gasolina do Brasil é terceira mais cara do mundo depois de ajustada pelo poder de compra. Mesmo com sucessivos aumentos, preço da gasolina ainda está mais baixo que paridade internacional, seguindo a política de dolarização do Governo Bolsonaro.
Gasolina do Brasil é terceira mais cara do mundo depois de ajustada pelo poder de compra. Mesmo com sucessivos aumentos, preço da gasolina ainda está mais baixo que paridade internacional, seguindo a política de dolarização do Governo Bolsonaro.

Reportagem Camilla Veras Mota, da BBC News Brasil, revela que o aumento nos preços de combustíveis é um fenômeno global, mas a forma como os consumidores sentem seus efeitos tem variado entre os países.

A consultoria Oxford Economics tentou medir essa diferença confrontando o valor do litro da gasolina com o poder de compra em 30 países, calculando qual fatia ele representa da renda da população local.

O Brasil aparece entre os três primeiros da lista. Um litro de gasolina corresponde a 9% do salário médio diário do país, percentual menor apenas do que o registrado nas Filipinas (19%) e na Indonésia (13%).

Em relatório divulgado para clientes, os economistas Marcos Casarin e Felipe Camargo chamam atenção para o fato de que, mesmo com os sucessivos aumentos, o preço do combustível no Brasil ainda está defasado em cerca de 18% em relação aos preços internacionais.

Assim, caso a Petrobras siga à risca a política de paridade – que prevê que os preços internos sejam reajustados a depender do preço do barril de petróleo e do câmbio -, a gasolina pode ficar ainda mais cara até o fim deste ano.

A política de preço de paridade internacional (PPI) foi instituída na Petrobras em 2016, quando o empresário Pedro Parente assumiu a direção da companhia, após as denúncias de corrupção na estatal.

Em anos anteriores, a Petrobras havia subsidiado o preço dos combustíveis que vendia no mercado doméstico. Entre 2012 e 2014, período em que o descasamento entre os preços internos e no mercado internacional atingiu o pico, a empresa renunciou ao equivalente a 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em lucros por conta da política, calcula a Oxford Economics.

Desde outubro de 2016, quando o PPI passou a valer, o preço da gasolina cresceu 57% no Brasil, já descontada a inflação, e o valor das ações da companhia mais que dobraram, ainda de acordo com a consultoria.

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