Salvador: Onisajé oferece curso voltado para diretoras de teatro negras iniciantes

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Onisajé pretende partilhar seus conhecimentos e técnicas cênicas adquiridas ao longo de seus 25 anos de carreira profissional.
Onisajé pretende partilhar seus conhecimentos e técnicas cênicas adquiridas ao longo de seus 25 anos de carreira profissional.

Potencializar a formação teatral da mulher negra afirmando e aproximando as matrizes afro diaspóricas à cena – esse é o objetivo de Onisajé, reconhecida diretora teatral, que recentemente tornou-se doutora pela Universidade Federal da Bahia. “Em direção a ELAS – ELAS na direção” é um laboratório teatral voltado para diretoras negras iniciantes que acontecerá de forma virtual, de 11 a 15 de abril de 2022, às 19 horas, totalizando uma carga horária de 20 horas, entre ações síncronas e assíncronas.

Diretora teatral formada pela Escola de Teatro da UFBA, onde também realizou seu mestrado e doutorado, dramaturga, formadora e preparadora de atuantes; yakekerê (segunda sacerdotisa) do Ilê Axé Oyá L´adê Inan, na cidade de Alagoinhas; diretora fundadora do NATA – Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas. Com uma trajetória que coleciona títulos, premiações e reconhecimentos sejam no âmbito acadêmico ou na cena teatral brasileira, Onisajé pretende partilhar seus conhecimentos e técnicas cênicas adquiridas ao longo de seus 25 anos de carreira profissional.

Ela que foi a primeira diretora negra a dirigir um espetáculo do Núcleo de Teatro do TCA, assim como da Cia de Teatro da UFBA, desabafa: “o surgimento da encenadora me levou a ocupar espaços de liderança fora dos muros do terreiro, fazendo com que uma mulher, preta, lésbica e de axé pudesse expressar suas visões de mundo para a sociedade”. Nesse sentido, propõe um curso que colabora com a formação de diretoras negras iniciantes, independente da idade (desde que acima de 18 anos) e de ingresso em cursos formais de direção teatral, como cursos técnicos e superiores, de modo a estimulá-las a ocupar a função de direção teatral.

“Quando uma mulher encena, ela cria fissuras nas estruturas de dominação que são ocupadas pela presença e pelo pensamento patriarcal, branco e capitalista uma vez que plasma na cena um coro de vozes, que constrói ou reconstrói narrativas divergentes das reconhecidas como oficiais”, afirma.

Problematizando a invisibilidade de mulheres negras na Direção Teatral, o laboratório teatral pretende investigar os elementos básicos da direção como concepção cênica, atmosfera, ritmo, dentre outros, e, potencializar a pesquisa em artes cênicas assim como a investigação das assinaturas cênicas de diretoras negras.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do formulário virtual disponibilizado no perfil @onisaje até o dia 06 de abril de 2022.

Esse projeto foi contemplado pelo Prêmio Riachão – Projetos de Pequeno Porte, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, destinado pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

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