Franceses ocultaram crimes de guerra ucranianos e Canadá treinou combatentes do batalhão nazista Azov

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Forças Armadas do Canadá treinaram membros nazistas do batalhão nacionalista ucraniano Azov.
Forças Armadas do Canadá treinaram membros nazistas do batalhão nacionalista ucraniano Azov.

Policiais franceses que chegaram à Ucrânia vão se envolver em crimes de guerra de ocultação cometidos por forças leais a Kiev e fazer acusações contra a Rússia, disse na segunda-feira (11/04/2022) Mikhail Mizintsev, diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Defesa da Federação da Rússia.

“Parece que as principais áreas de sua atividade serão a ocultação de numerosos crimes de guerra contra a população da Ucrânia, nas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, cometidos pelas autoridades ucranianas nos últimos oito anos, bem como a fabricação de acusações contra as Forças Armadas russas”, disse Mizintsev em um briefing.

A Defesa russa também anunciou na segunda-feira (11), que a pedido da Alemanha, Turquia e França, Moscou abrirá rota de evacuação de Mariupol a Berdiansk para Crimeia ou Zaporozhie por transporte terrestre ou marítimo.

Entretanto, o oficial ressaltou que as autoridades de Kiev não forneceram um único corredor humanitário para a Rússia dos nove corredores declarados para o dia atual (11) nas direções Zaporozhie e Donetsk.

“O lado ucraniano anunciou mais nove corredores nas direções de Zaporozhie e Donetsk para o dia atual [11], dos quais, como antes, nenhum em direção à Rússia”, disse.

Ao mesmo tempo, durante seu briefing, Mizintsev afirmou que Kiev está preparando novas provocações com o objetivo de acusar a Rússia de violência contra civis ucranianos na região de Sumy, e que essas “provocações encenadas” estão sendo preparadas pelo governo ucraniano sob a orientação de serviços especiais britânicos.

“Representantes da mídia ucraniana e ocidental foram convidados para a cidade de Seredina-Buda, na região de Sumy, que antes estava sob o controle das tropas russas, para filmar as histórias encenadas. Enquanto isso, para esconder a provocação e evitar que ela seja exposta por testemunhas reais, um toque de recolher foi instituído na cidade e a população local foi despejada à força dos locais onde as filmagens ocorreriam.”

Mizintsev detalhou o cenário da provocação, dizendo que “diretores britânicos” estão recolhendo corpos no porão de um prédio residencial em uma das cidades da região, com os cadáveres a serem apresentados mais tarde como as supostas vítimas de as tropas russas.

De acordo com o cenário apresentado, disse Mizintsev, os militares russos que teriam cometido assassinatos em massa e atrocidades ao deixarem o local.

Ontem (10), a autoridade informou que o governo ucraniano também prepara com países ocidentais a morte em massa de civis, para depois culpar as forças da Rússia e da República Popular de Lugansk, conforme noticiado.

Canadá treinou combatentes do batalhão Azov com mais de R$ 4 bilhões, revela rádio local

As Forças Armadas do Canadá (CAF, na sigla em inglês) gastaram mais de US$ 890 milhões (R$ 4,2 bilhões, aproximadamente) no treinamento de soldados ucranianos desde 2014, incluindo membros do batalhão nacionalista ucraniano Azov, informou a rádio CBC/Rádio Canadá, citando documentos e fotos obtidos em sessões de treinamento.

Segundo a mídia, seus combatentes até se gabavam a outros membros do batalhão de serem capazes de fornecer treinamento semelhante baseado em padrões militares ocidentais.

Mesmo que o governo canadense tenha prometido que nunca treinaria combatentes para o batalhão Azov, justamente devido a seus laços com grupos nacionalistas radicais, diversos membros teriam participado de treinos com as forças canadenses por volta de novembro de 2020 no Centro de Treinamento da Guarda Nacional Ucraniana, em Zolochev.

A CAF de fato realizou sessões para os militares ucranianos em Zolochev entre 20 de fevereiro de 2019 e 13 de fevereiro de 2022, segundo a CBC/Rádio Canadá.

A mídia encontrou fotos on-line dos treinamentos em que pelo menos dois militares ucranianos possuem patches com a insígnia do batalhão Azov.
Em outra imagem, tirada por um fotógrafo da CAF na mesma época e encontrada pela rádio, outro soldado ucraniano é visto usando um patch com um leão dourado e três coroas em um fundo azul.

A mesma insígnia foi usada pela 14ª divisão da Waffen-SS, unidade criada em 1943 pelos voluntários na Ucrânia, para lutar contra a URSS e seus compatriotas ucranianos que lutavam contra os ocupantes nazistas.

O patch da 14ª divisão da Waffen-SS não prova uma ligação direta entre este soldado e o batalhão Azov. No entanto, os nacionalistas ucranianos costumam elogiar os membros dessa divisão da Waffen-SS e realizam rotineiramente cerimônias dedicadas em sua homenagem desde o golpe de 2014 apoiado pelo Ocidente na Ucrânia.

O Departamento de Defesa Nacional do Canadá havia negado veementemente o treinamento dos membros do batalhão Azov, mas agora admitiu que os militares canadenses responsáveis pelo treinamento não verificaram se os membros do batalhão estavam entre seus estagiários.

Ao longo do programa, o Canadá treinou 33.346 militares ucranianos, incluindo uma quantidade indefinida de nacionalistas do batalhão Azov. São esses mesmos nacionalistas, que a Rússia acusa de atacar civis nas duas repúblicas de Donbass: República Popular de Donetsk (RPD) e República Popular de Lugansk (RPL), que pediram ajuda de defesa a Moscou antes do início da operação militar na Ucrânia.

Segundo as forças armadas russas, os membros dos batalhões nacionalistas não têm hesitado em usar a população local das cidades ucranianas como escudos humanos contra os soldados russos que realizam a operação, que tem o objetivo de desmilitarizar e “desnazificar” a Ucrânia.

*Com informações da Sputnik Brasil.

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