Deyvid Bacelar promete defender Petrobrás do “desgoverno” Bolsonaro; Coordenador-geral da FUP critica política neoliberal

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Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP.
Deyvid Bacelar afirma que mobilizará toda a categoria petroleira para impedir a desestatização da companhia e também proteger a população brasileira.

O coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, afirma que a Federação e os Sindipetros filiados vão intensificar o movimento junto à categoria petroleira contra a entrega da Petrobrás à iniciativa privada, seja através da venda de ativos da companhia ou da privatização da totalidade da estatal — exatamente como está prestes a acontecer com os Correios e a Eletrobrás.

“Se esse ‘desgoverno’ do presidente Jair Bolsonaro e equipe tiver a ousadia, a audácia de apresentar qualquer projeto de lei para vender a Petrobrás, esse mesmo ‘desgoverno’ vai ter que encarar a maior greve da categoria petroleira”, garante. O movimento, diz ele, será bem parecido com as duas maiores greves dos trabalhadores, em 1995 e 2020. “O Brasil vai parar. A Petrobrás vai parar pelo Brasil e pelos brasileiros”.

A FUP e os seus sindicatos filiados encerraram o ano de 2021 em estado de greve nacional, já em protesto contra as ameaças que o Governo Federal vinha fazendo sobre um possível plano de privatização da Petrobrás. “A deliberação foi aprovada pela ampla maioria da categoria petroleira, nas assembleias realizadas em todo o Brasil”, lembra.

Bacelar reitera que as estatais são ativos estratégicos para o país. “Falar que a venda desses ativos vai resolver a economia do Brasil só mostra o desconhecimento da realidade da gestão pública. Privatizando a Petrobrás, o Governo Federal não terá mais a oportunidade de atuar como acionista controlador capaz de mudar a atual política de preços dos combustíveis, que sangra a população brasileira. E esse legado ficará de ‘herança’ para um novo governo, que, caso queira enfrentar o tema do PPI, não poderá fazer nada”, afirma o dirigente. O preço de paridade de importação (PPI), política implementada em 2016 no governo do ex-presidente Michel Temer, determina que o preço do mercado nacional de combustíveis deve estar alinhado com os valores do mercado internacional. Essa influência externa encarece os derivados de petróleo no Brasil e alavanca a inflação no país, conforme os últimos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apresentados pelo IBGE na última semana.

E, se depender de José Mauro Ferreira Coelho, o terceiro indicado em menos de um mês para presidência da estatal, a Petrobrás será mesmo colocada à venda. “Coelho já se demonstrou em diversos momentos como defensor das privatizações e da atual política de preços dos combustíveis no país”, afirma. Segundo Bacelar, o presidente Bolsonaro esquece que uma estatal tem um papel social que as empresas privadas não têm e são fundamentais para o desenvolvimento das pequenas regiões e municípios. “Gestão pública com venda de patrimônio para simular uma falsa sensação positiva não é gestão pública. A Petrobrás, desde a sua criação — em 1953 –, vem cumprindo um papel de desenvolvimento econômico, industrial, regional e social no Brasil”.

Hoje, a companhia tem cerca de 45 mil trabalhadores em seu quadro. Em 2013 chegou a ter 87 mil concursados no Sistema Petrobrás — que já contou com mais de 360 mil terceirizados e neste momento tem pouco mais de 100 mil. “As reduções nos números de funcionários mostram que a privatização da estatal é um problema econômico e social. A Petrobrás gera emprego e renda, aquece a economia local. A luta dos petroleiros tem apoio popular, porque essa luta é de cada cidadão e cidadã do nosso país. A Petrobrás é do povo e deve servir ao povo. Se precisar, vamos parar com o objetivo de defender a nossa empresa”, enfatiza o sindicalista.

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