Américas têm que fechar lacuna de vacinação de crianças causada por pandemia, diz OPAS

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Chefe da Organização Pan-Americana da Saúde, Carissa Etienne, diz que 2,7 milhões de crianças ficaram sem as doses contra sarampo, poliomielite e outras doenças devido o foco na Covid-19.
Chefe da Organização Pan-Americana da Saúde, Carissa Etienne, diz que 2,7 milhões de crianças ficaram sem as doses contra sarampo, poliomielite e outras doenças devido o foco na Covid-19.

Cerca de 230 milhões de pessoas continuam sem receber sequer a primeira dose da vacina contra a Covid-19 nas Américas. A pandemia criou ainda uma segunda ameaça de saúde: a falta de vacinação de crianças contra doenças como sarampo, poliomielite e outras, em 2020, ano de surgimento do novo coronavírus no mundo.

Por isso, a Organização Pan-Americana da Saúde, OPAS, pede a todos que se vacinem nesta Semana da Imunização que vai até 30 de abril de 2022.

Alerta e rotina

No total, foram 2,7 milhões de crianças que deixaram de receber as vacinas de rotina nos países latino-americanos e caribenhos. O alerta foi feito pela diretora-geral da Opas, Carissa Etienne, durante viagem oficial a Dominica.

A chefe da agência lembra que enquanto o mundo atuou, de maneira árdua, para proteger as pessoas da Covid-19, as campanhas de vacinação para outras doenças foram seriamente afetadas. Mesmo antes da pandemia, as taxas de vacinação já tinham caído abaixo do aceitável.

A Semana de Imunização que termina dia 30 pretende reverter os níveis de atraso dos últimos dois anos.

Segundo Carissa Etienne, existe um risco real de retorno de doenças como a pólio e o sarampo nas Américas por causa dos retrocessos de quase três décadas experimentados desde 2020 com a chegada da pandemia de Covid-19.

Resistência

A chefe da Opas diz que se essa situação continuar, a região pagará um preço extremamente alto em perda de vida, aumento de pessoas com deficiência e enormes custos financeiros.

Desde o início da vacinação contra a Covid-19 nas Américas, há 15 meses, mais de 66% pessoas já foram vacinadas com pelo menos duas doses. Mas para Carissa Etienne, essa marca ainda não é suficiente.

O acesso desigual às doses e uma resistência à vacina levou a riscos que precisam ser encarados.

Erradicação da varíola

Para a chefe do braço da Organização Mundial da Saúde nas Américas é hora de desfazer as dúvidas e promover os benefícios da imunização.

A região liderou a luta da erradicação da varíola, a eliminação da poliomielite, sarampo e rubéola. As Américas também se destacaram na introdução de novas vacinas como a pneumocócica, vírus do papiloma humano, HPV, e rotavírus, entre outras.

Este ano, os países e territórios da região planejam vacinar 140 milhões de pessoas na 20ª. Semana de Imunização.

*Com informações da ONU News.

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