Salvador sedia 8ª edição do ‘Festival Zona Mundi’

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Banda carioca Bala Desejo, quarteto formado por Dora Morelenbaum, Julia Mestre, Lucas Nunes e Zé Ibarra, sobe no palco do Festival no dia 26 de março.
Banda carioca Bala Desejo, quarteto formado por Dora Morelenbaum, Julia Mestre, Lucas Nunes e Zé Ibarra, sobe no palco do Festival no dia 26 de março.

A oitava edição do Festival Zona Mundi ocupará o palco do Teatro Vila Velha, em Salvador, com oito shows e intervenções artísticas no Passeio Público, entre os dias 24 e 27 de março de 2022. O encontro presencial é parte das ações do festival, que conta ainda com uma galeria virtual e uma rede social para a comunidade artística. Os ingressos para os shows estão disponíveis no Sympla e custam R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia).

A curadoria dos shows tem o recorte estético do que está rolando na cena musical da Bahia, principalmente, além da diversidade de estilos e temáticas. Outro fator importante para a construção do line-up foram os cuidados para conter a disseminação da Covid-19. “Além da redução obrigatória do público, buscamos também realizar shows que têm formatos reduzidos, para não aglomerar o backstage nem as trocas de palco”, conta o curador e diretor do festival Vince Athayde.

Na abertura, no dia 24, às 20 horas, o festival recebe os shows do guitarrista Jotaerre e da cantora Cronista do Morro, nomes que estão despontando no cenário da música. Jotaerre traz a guitarra como protagonista do pagodão baiano, misturando seu suingue às batidas eletrônicas, em sintonia com o rock, o trap, o raggae e o dub. Já Cronista do Morro, destaque no cenário do Hip Hop baiano, encontra na rima o caminho para falar sobre as suas vivências como uma mulher preta, periférica, lésbica, que se confronta cotidianamente com a violência, precariedade e conflitos sociais.

O segundo dia do festival (25), traz o show do quarteto instrumental baiano Bagum, que apresenta suas canções que fundem jazz, funk, ritmos brasileiros, beat e rock instrumental. Já a cantora e compositora soteropolitana Livia Nery, que se apresenta acompanhada pela mesma Bagum, traz o repertório de Estranha Melodia, seu disco de estreia, que navega pela música contemporânea, eletrônica, jazz e música brasileira, sem perder o elo de pertencimento com a cidade de Salvador.

O dia 26 contará com show do cantor Ronei Jorge, que traz em seu repertório músicas do seu segundo álbum solo Irmã (2021), produzido por Lívia Nery e Andrea Martins, e um retorno ao repertório de discos feitos com a banda Ladrões de Bicicleta, além de músicas do seu primeiro disco solo Entrevista. Um dos destaques do festival será a apresentação da banda carioca Bala Desejo, quarteto formado por Dora Morelenbaum, Julia Mestre, Lucas Nunes e Zé Ibarra, que estreia o repertório do recém-lançado disco SIM SIM SIM, que propõe um “Recarnaval” em repertório autoral e inédito.

Na noite de encerramento (27), o duo Ziminino, formado por Rafa Dias e Ricô Santana (também componentes de ÀTTØØXXÁ e OQuadro, respectivamente), explora as relações entre diferentes culturas e povos espalhados pela diáspora africana, unindo as raízes afro-brasileiras ao hip hop, o funk carioca, o violão musical da MPB, música eletrônica, afropop e rock. Hiran encerra a noite trazendo para o palco o repertório de seus dois discos – “Tem Mana no Rap” (2018) e “Galinheiro” (2020) -, em que o rap flerta com ritmos como o country, o pop e o jazz.

Em todas as noites, o VJ Gabiru realiza vídeo mapping usando o Passeio Público como tela para suas projeções. “Buscamos criar um espaço de convivência no Passeio Público, jogando luz através das artes, para chamar atenção para que as pessoas ocupem. É dever da população se apropriar destes espaços públicos. E nada como ter o suporte do Teatro Vila Velha, que tem dinamizado há anos o local”, explica Vince.

Fluxo Contínuo

Depois de uma edição 100% on-line em 2020, por conta da pandemia da Covid-19, a oitava edição do Festival Zona Mundi busca unir ações presenciais e virtuais. “Na jornada on-line, buscamos ativar softwares que promovam trocas contínuas; já no presencial, o objetivo é ativar a experiência afetiva e construir memórias junto com o público”, explica Vince Athayde.

A primeira atividade do projeto ganhou o nome de Zona Inter Fluxos e consiste numa mostra que reúne nomes de peso, da Bahia e de outros estados, quando o assunto são narrativas artísticas audiovisuais. A galeria virtual está aberta à visitação e apresenta uma mostra contínua com 16 obras dos segmentos da vídeo-arte, poesia visual e games. Os conteúdos podem ser acessados pelo site www.zonamundi.com.br em plataforma criada especialmente para o evento.

Após os shows, o festival retoma as atividades on-line através da Zona de Comunidades, rede social específica do Zona Mundi, onde a comunidade artística se encontra e forma grupos para desenvolver novos projetos, no formato de Hack criativo. Quatro dos projetos realizados na comunidade serão selecionados pela curadoria do festival para integrar o casting da galeria do Zona Inter Fluxos.

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