Os riscos da agressão dos EUA e aliados da OTAN contra a Rússia e a Bielorrússia eram claros há muito tempo, diz presidente Alexander Lukashenko

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Segundo o líder Alexander Lukashenko, antes do início da operação na Ucrânia, as forças de reconhecimento avistaram vários batalhões de defesa aérea e mísseis perto da fronteira bielorrussa, destinados a atacar tropas russas na Bielorrússia.
Segundo o líder Alexander Lukashenko, antes do início da operação na Ucrânia, as forças de reconhecimento avistaram vários batalhões de defesa aérea e mísseis perto da fronteira bielorrussa, destinados a atacar tropas russas na Bielorrússia.

O presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, disse nesta terça-feira (01/03/2022) que os sinais dos preparativos do Ocidente — Estados Unidos da América (EUA) e aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) — para uma agressão contra a Bielorrússia e a Rússia estão à vista há muito tempo.

“A pretexto de lidar com a crise migratória nos países vizinhos, um grupo militar foi criado ostensivamente para proteger a fronteira de um influxo ilegal de migrantes. Esse grupo ultrapassou 30.000”, disse Lukashenko em uma reunião ampliada do Conselho de Segurança na terça-feira, o Relatórios da agência de notícias BelTA. “O exército ucraniano lançou exercícios na região de Polesye para treinar suas tropas para uma operação na direção bielorrussa e começou a armar grupos nacionalistas com o mesmo objetivo.”

Lukashenko disse que a combinação desses e de outros desenvolvimentos era uma “indicação clara de que o Ocidente está se preparando para uma agressão contra a Bielorrússia e a Rússia”.

O presidente bielorrusso disse que, na situação atual, os líderes da Bielorrússia e da Rússia tomaram a decisão de testar a prontidão de combate da força de reação conjunta do Estado da União, sendo o exercício Union Resolve-2022 a fase final dessa verificação.

“Aliás, quando o exercício terminou, as forças russas estavam prontas para partir para suas bases permanentes. Na verdade, alguns começaram a sair”, disse Lukashenko. “Mas o Ocidente precisava de um conflito armado que pudesse ser atribuído à Rússia. Eles não se limitaram a falsificações da mídia ou medidas econômicas, mas alertaram um grupo de 8.000 pessoas para redistribuição para a Europa”.

Situação atual

Lukashenko disse que “o fortalecimento do potencial militar da Ucrânia cresceu imensamente, com aviões dos EUA trazendo cargas de mísseis antitanque e antiaéreos e outras munições todos os dias”.

“Simultaneamente, o exército ucraniano estava intensificando os ataques com mísseis contra instalações civis em Donbass”, disse o líder bielorrusso. “Na situação atual, pedi ao presidente russo que mantivesse parte das forças na área de Gomel. Nunca tivemos planos de entrar em guerra com a Ucrânia ou suspeitamos que possamos estar sob ameaça dessa direção. Nunca estacionamos nenhum exército unidades lá”, disse Lukashenko.

Ele lembrou que em uma situação como essa Putin tomou a decisão de realizar uma operação militar especial na Ucrânia.

“Naturalmente, havia planos para usar as forças que permaneceram no território da Bielorrússia”, disse Lukashenko.

Antes que essa decisão fosse tomada, porém, as forças de reconhecimento avistaram vários batalhões de defesa aérea e mísseis perto da fronteira bielorrussa, destinados a atacar tropas russas na Bielorrússia.

“Simultaneamente com o anúncio da decisão de conduzir a operação, a Rússia realizou um ataque preventivo contra essas armas pesadas para evitar suas próprias perdas e um impacto na Bielorrússia. Se isso não tivesse sido feito, os mísseis teriam caído em Gomel e Mozyr”, explicou Lukashenko.

*Com informações da Agência TASS.

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