Mídia estatal da China qualifica Joe Biden de ‘irresponsável’ após declarações sobre presidente Vladimir Putin; Senil presidente dos EUA age protegendo interesses do filho na Ucrânia

Publicidade

Banner da Gujão: Campanha com o tema ‘Tudo fresquinho é melhor’, veiculada em 3 de junho de 2022.
Senilidade e defesa dos interesses do filho Hunter Biden na Ucrânia marcam atuação do presidente Joe Biden.
Senilidade e defesa dos interesses do filho Hunter Biden na Ucrânia marcam atuação do presidente Joe Biden.

Em editorial duro contra o presidente dos EUA, Joe Biden, a publicação afirma que as declarações do líder norte-americano sobre Vladimir Putin refletem “um problema terrível na formulação de políticas dos EUA: alguns políticos estão levando suas queixas pessoais para o nível nacional”.

“Não importa quão bem a máquina de propaganda de Biden funcione, ela não pode minimizar o fato de que uma declaração tão contundente em um momento delicado pode inflamar ainda mais a situação”, escreve a mídia chinesa.

O jornal destaca que as observações do presidente dos EUA implicam as políticas de Washington. “Quando há crise em curso na Ucrânia, eles podem levar a consequências muito perigosas”.

Quando Joe Biden apresenta as suas “queixas pessoais para o nível nacional”, ele recorre ao apelo do eleitorado norte-americano. Para enfrentar seus baixos índices de aprovação, ele apela para o sentimento anti-Rússia da população nos EUA.

Por essa razão, as declarações de Joe Biden foram “imprudentes e irresponsáveis”. Lu Xiang, pesquisador da Academia Chinesa de Ciências Sociais entrevistado pela publicação, entende que a decisão de Biden de levar suas queixas pessoais a nível nacional é arriscada.

“As observações fora do roteiro de Biden são o reflexo de suas frustrações e angústias com a situação”, comentou.

“Os EUA estão em profunda aflição. Parece que eles dominaram a opinião pública, mas nos campos de batalha, é a Rússia que está em vantagem”, disse o especialista.

A publicação entende que a hostilidade de Biden não pode ser revertida. “Parece que seu objetivo final é derrubar outra potência nuclear e sua liderança”, diz o jornal.

No sábado (26), em visita à Polônia, o presidente dos EUA disse que Vladimir Putin “não pode permanecer no poder”. A Casa Branca e legisladores dos EUA se apressaram para minimizar as declarações.

Esta não foi a primeira falha de Joe Biden em seguir os protocolos diplomáticos ao comentar sobre seu colega russo. No mesmo sábado (26), na Polônia, o presidente dos EUA chamou Putin de “açougueiro”, depois de rotulá-lo anteriormente de “criminoso de guerra” e “bandido”.

Nesta segunda-feira (28/03/2022), o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, respondeu as declarações de Biden e disse que elas são “alarmantes”.

‘Não peço desculpas’, diz Joe Biden diz que não ‘voltará atrás’ em comentários sobre Vladimir Putin

Mandatário estadunidense afirmou não se arrepender sobre suas observações em relação a Putin e diz que foi movido por uma “indignação moral”. Kremlin caracterizou declarações como “alarmantes” e informou que “acompanha de perto” as falas de Biden.

O presidente dos EUA, Joe Biden, disse nesta segunda-feira (28/03/2022) que seu comentário em Varsóvia de que o presidente russo, Vladimir Putin, deveria ser removido do poder reflete sua própria “indignação moral”, e não um desejo dos EUA de promover uma mudança na política russa, segundo a Reuters.

“Eu não estava nem estou articulando uma mudança de política. Eu estava expressando indignação moral que senti e não peço desculpas”, afirmou.

Após o comentário de Biden, feito durante um evento na capital polonesa no sábado (26), seus representantes correram para esclarecer que a Casa Branca não estava defendendo uma mudança de governo na Rússia.

Ainda assim, o presidente declarou também hoje (28) que “não estava voltando atrás no que havia dito” sobre Putin, e quando questionado se a observação provocaria uma resposta negativa do líder russo, Biden disse: “Não me importo com o que ele pensa […] ele vai fazer o que tiver de fazer”.

Anteriormente, o Kremlin chamou a afirmação de Biden sobre o presidente da Rússia de “alarmante”.

“Esta é uma declaração que, claro, é alarmante. Continuaremos monitorando de perto as declarações do presidente dos EUA. Nós as registramos cuidadosamente e continuaremos a fazê-lo”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a repórteres.

Nesta segunda-feira (28), ao anunciar seu orçamento proposto para o ano fiscal de 2023, o chefe de Estado norte-americano pediu mais apoio a Kiev ao Congresso para “responder assertivamente à agressão de [presidente russo Vladimir] Putin contra a Ucrânia com o apoio dos EUA às necessidades econômicas, humanitárias e de segurança ucranianas”, conforme noticiado.

Kremlin diz que nova declaração de Biden sobre Putin é alarmante 

A recente declaração do presidente dos EUA, Joe Biden, sobre o presidente russo, Vladimir Putin, é “alarmante” e Moscou continuará monitorando tais declarações, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, nesta segunda-feira (28).

Encerrando sua viagem pela Europa, Biden disse durante seu discurso de sábado (26) sobre a Ucrânia que o presidente russo, Vladimir Putin, “não pode permanecer no poder”. Mais tarde, um funcionário da Casa Branca afirmou que as palavras de Biden sobre Putin não estavam endossando uma mudança de regime na Rússia.

“Esta é uma declaração que, claro, é alarmante. Continuaremos monitorando de perto as declarações do presidente dos EUA. Nós as registramos cuidadosamente e continuaremos a fazê-lo”, disse Peskov a repórteres.

Os comentários de Peskov se seguiram ao discurso de Biden na Polônia, no qual o presidente dos EUA disse, falando sobre Putin, “pelo amor de Deus, esse homem não pode permanecer no poder”.

A fala de Biden repercutiu em muitos observadores, entre eles líderes mundiais e políticos norte-americanos proeminentes. Autoridades russas de alto escalão, incluindo o presidente da Duma russa, Vyacheslav Volodin, condenaram a declaração de Biden, dizendo que tal comportamento só poderia ser exibido por um “homem velho ou doente”.

A afirmação de Biden não passou despercebida pelo presidente francês Emmanuel Macron, que criticou a escolha de palavras do líder americano, lembrando a Biden que, se o Ocidente quiser resolver o conflito ucraniano em andamento, “não pode escalar em palavras ou ações”.

Vários legisladores norte-americanos também não gostaram da retórica de Biden na Polônia. De acordo com o senador James Risch do Partido Republicano, a observação de Biden foi uma “gafe horrenda” que poderia “causar um grande problema”.

A Casa Branca foi rápida em fazer recuar a observação, no entanto, assegurando que Biden não quis dizer que os Estados Unidos têm qualquer tipo de estratégia para apoiar uma mudança de regime na Rússia. As garantias vieram do secretário de Estado, Antony Blinken, e da enviada dos EUA à OTAN, Julianne Smith.

Esta não foi a primeira falha de Joe Biden em seguir os protocolos diplomáticos ao comentar sobre seu colega russo. No mesmo sábado, na Polônia, o presidente dos EUA chamou Putin de “açougueiro”, depois de rotulá-lo anteriormente de “criminoso de guerra” e “bandido”.

‘Esfriamento’ nas relações

Apesar das provocações de Biden sobre a agenda energética na Europa, o Kremlin assegurou que mesmo que Berlim abra mão do petróleo russo, a demanda do Oriente está pronta para compensar a defasagem.

Na última semana, o presidente russo assinou uma lei que ajusta todos os contratos de gás na Europa para que os pagamentos sejam realizados em rublos, na moeda do país, em resposta às duras sanções ocidentais que provocaram uma brusca desvalorização da moeda.

Sobre a última rodada de negociações para pôr fim no conflito estabelecido na Ucrânia, o porta-voz do Kremlin afirmou que, depois das conversas organizadas na Turquia, a reunião entre Putin e Zelensky ainda não deve acontecer.

Peskov manda recado aos EUA: ‘Não cabe a Biden decidir quem está no poder na Rússia’

Porta-voz do presidente russo respondeu às declarações do presidente dos EUA e disse que não cabe a Biden decidir quem está no poder na Rússia.

“O presidente da Rússia é eleito pelo povo, e não cabe a Joe Biden decidir quem vai liderar o país”, disse Dmitry Peskov neste sábado (26), segundo informações da Reuters.

As declarações são uma resposta para a entrevista de Joe Biden em visita à Polônia, também neste sábado (26). Concluindo sua turnê europeia, o norte-americano fez um longo discurso em Varsóvia.

Após fazer inúmeras acusações contra a Rússia e sua liderança em conexão com a operação militar especial, Biden disse que a Ucrânia “nunca será uma vitória para a Rússia”, e que o líder russo “não pode permanecer no poder”.

Após as declarações, a Casa Branca correu para enfatizar que Biden não quis sugerir um golpe político na Rússia.

“O ponto do presidente foi que Putin não pode exercer poder sobre seus vizinhos ou a região. Ele não estava discutindo o poder de Putin na Rússia, ou mudança de regime”, disse o funcionário.

Banner do JGB: Campanha ‘Siga a página do Jornal Grande Bahia no Google Notícias’.
Sobre Redação do Jornal Grande Bahia 121612 Artigos
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: editor@jornalgrandebahia.com.br.