Estudo apoiado pela ONU foca em quebrar o elo entre drogas ilícitas e redes sociais

Publicidade

Banner da Gujão: Campanha com o tema ‘Tudo fresquinho é melhor’, veiculada em 3 de junho de 2022.
Uso de drogas entre adolescentes é problema sério em todo o mundo.
Uso de drogas entre adolescentes é problema sério em todo o mundo.

O relatório anual do Comitê Internacional para Controle de Narcóticos, publicado esta quinta-feira (10/03/2022), mostra um aumento das evidências comprovando a ligação entre exposição às redes sociais e uso de drogas.

Isso afeta de forma desproporcional os jovens, que são os que mais usam as plataformas de mídia social, além de formarem o grupo com as maiores taxas de abuso de drogas.

Sociedades minadas pelo tráfico de drogas

O documento também pede ao setor privado para moderar e regulamentar suas plataformas e limitar a publicidade e a promoção do uso de drogas para fins não-medicinais.

Segundo o Comitê, criminosos estão explorando várias ferramentas digitais, como criptomoedas, pagamentos pelo telefone e carteiras digitais. São sistemas que facilitam a transferência de dinheiro, permitindo com que as origens de fundos ilegais fiquem escondidas ampliando assim os lucros.

Corrupção

O crime organizado continua fazendo milhões de dólares com o tráfico de drogas, alerta o relatório. As consequências negativas afetam sociedades e o desenvolvimento econômico, com corrupção e suborno, além do aumento da violência, da pobreza e das desigualdades.

Para conter os impactos negativos, a entidade recomenda que os governos tratem de todos os estágios do tráfico de drogas – desde a produção e cultivo até a venda e ocultamento dos lucros ilegais – e compartilhe as investigações sobre crime organizado a nível internacional.

A presidente do Comitê Internacional para Controle de Narcóticos, Jagjit Pavadia, afirmou que “esses grupos dependem dos fluxos ilícitos de dinheiro para ampliar e manter as atividades criminosas”.

Países em desenvolvimento são os mais afetados

Esses fluxos acabam tirando recursos de iniciativas para reduzir a pobreza e promover desenvolvimento econômico e social, o que acaba tendo um efeito desproporcional em nações em desenvolvimento, que são as que mais precisam de financiamento para reduzir desigualdades e promover crescimento econômico.

Em países africanos, por exemplo, o custo do crime organizado é especialmente alto: US$ 88,6 bilhões, ou 3,7% do PIB do continente, são perdidos, todos os anos, para fluxos financeiros ilícitos. Este volume é praticamente o mesmo obtido anualmente com investimento estrangeiro direto para assistência ao desenvolvimento.

O relatório nota ainda que a legalização da cannabis em vários países é motivo de preocupação, sendo que a presidente do Comitê afirma que permitir o uso para fins não-medicinais “contradiz as convenções de controle de drogas”.

O documento também destaca a necessidade de entendimento coletivo sobre os conceitos de legalização, descriminalização e fim da penalização de acordo com as convenções para o controle de drogas e enfatiza a importância de uma resposta equilibrada sobre crimes ligados às drogas, com respeito aos direitos humanos.

Os criminosos continuam com acesso fácil, no mercado legal, aos produtos químicos necessários para a fabricação de narcóticos. O Comitê sugere mais controle e regulamentação sobre a venda desses químicos, citando uma pesquisa de 2021, que mostrou falhas significativas no controle da fabricação doméstica, comércio e distribuição dessas substâncias.

*Com informações da ONU News.

Banner do JGB: Campanha ‘Siga a página do Jornal Grande Bahia no Google Notícias’.
Sobre Redação do Jornal Grande Bahia 121975 Artigos
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: editor@jornalgrandebahia.com.br.