Estação Ferroviária de Cachoeira é entregue à comunidade após restauração

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Inaugurada em 1876, a Estação Ferroviária de Cachoeira passa a abrigar exposição cultural com linha do tempo, fotografias e vídeos que resgatam a memória afetiva dos cachoeirenses sobre a ferrovia. A VLI investiu R 6 milhões para recuperação e preservação da história e da cultura ferroviárias do município.
Inaugurada em 1876, a Estação Ferroviária de Cachoeira passa a abrigar exposição cultural com linha do tempo, fotografias e vídeos que resgatam a memória afetiva dos cachoeirenses sobre a ferrovia. A VLI investiu R 6 milhões para recuperação e preservação da história e da cultura ferroviárias do município.

Os moradores e a cidade de Cachoeira têm uma relação com a ferrovia que perpassa o cotidiano de todos e traz saudosas lembranças. É com o objetivo de estreitar ainda mais estes laços, resgatar e valorizar o vínculo entre sociedade e a atividade ferroviária que a VLI e a Prefeitura do município abrem às portas à população da Estação Ferroviária de Cachoeira, inaugurada em 1876 e agora completamente reformada.

A inauguração do espaço ocorre nesta terça-feira (08/03/2022) e integra o programa Estação de Memórias, uma iniciativa da VLI voltada à preservação da história e da cultura relacionadas à ferrovia. Ao todo, a VLI destinou, nos últimos anos, R$ 6 milhões para Estação de Cachoeira, com o objetivo de viabilizar sua reforma.

A edificação da antiga estação, completamente reformada pela VLI, será destinada à Prefeitura de Cachoeira. No local, uma linha do tempo contará a história da cidade e da ferrovia. A exposição também é composta por fotografias e elementos gráficos, em uma criação colaborativa, com o apoio de dezenas de moradores, antigos profissionais, artistas, pesquisadores e ativistas culturais de Cachoeira. Esta iniciativa é resultado de uma ação conjunta da Agência de Iniciativas Cidadãs (AIC) e VLI, por meio de Lei Federal de Incentivo à Cultura. O objetivo é viabilizar novos espaços para que as atuais e próximas gerações conheçam a fundo a memória ferroviária.

“A gente que era criança não ia lá só para viajar, não. Eu perdi a conta de quantas vezes entrei lá com meus colegas apenas para esperar e ver o trem passar”, lembra o professor e morador de Cachoeira, Marcelino Gomes de Jesus. O seu depoimento, assim como o de outros nove moradores da cidade, compõe uma série de vídeos que serão expostos na salinha de cinema da estação.

“Observar esses relatos, sobretudo o carinho com que as pessoas contam suas lembranças, revela o quão especial é esse vínculo que existe entre os moradores, a cidade e a ferrovia. É uma alegria para a VLI poder resgatar esse orgulho local por meio de um edifício importantíssimo para a cultura da cidade”, afirma a gerente-geral de Sustentabilidade da VLI, Francielle Pedrosa.

A Estação

Por meio do programa Estação de Memórias, foi realizada uma reforma geral da Estação Ferroviária de Cachoeira, adequando sistemas elétrico e hidrossanitário às normas vigentes, troca de piso, telhado, entre outros. Estes projetos são feitos junto ao poder público, que participa do alinhamento para recuperar a funcionalidade da edificação para a sociedade após o imóvel ser cedido.

A charmosa estação, no Recôncavo Baiano, foi, e segue sendo, motivo de orgulho para o povo cachoeirense e integra o grande patrimônio arquitetônico e paisagístico do município. Ao conhecerem o espaço, os visitantes são convidados a uma caminhada pela história regional e pelos muitos marcos em que a trajetória do trem cruzou com a da cidade. Por meio de uma longa linha do tempo os visitantes são guiados desde o século XVIII até os dias atuais.

O visitante pode experimentar ainda o percurso da famosa manobra do trem plotado no chão. Ao sair da Ponte Pedro II, o trem precisava fazer uma complexa manobra em Cachoeira que chegava a durar duas horas para ser finalizada e, só então, podia seguir trilho até Salvador.

Além do projeto expográfico — com a produção de peças adesivas e tótem expositor com jogo sobre a exposição — o espaço ainda exibirá pílulas videográficas com entrevistas realizadas junto a ex-ferroviários, pesquisadores e moradores.

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Sobre Carlos Augusto 10092 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).