Empresa dos EUA oferece US$ 2 mil por dia para mercenários irem ‘imediatamente’ à Ucrânia; “Eles não serão poupados”, diz Forças Armadas da Rússia

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Membros do batalhão nazista ucraniano Azov foram treinados pelos EUA e aliados da OTAN.
Membros do batalhão nazista ucraniano Azov foram treinados pelos EUA e aliados da OTAN.

O site de segurança privada nos EUA Silent Professionals publicou um anúncio de um cliente não identificado “buscando vários agentes e equipe de extração/proteção” para “operações de meio período, secretas, de extração/evacuação” na Ucrânia.

A “oportunidade de emprego” em destaque, com data de início “imediata”, promete aos mercenários US$ 1 mil (R$ 5.147) a US$ 2 mil (R$ 10.295) por dia, além de um bônus de conclusão “discutido com o empregador”.

A oferta pede que “apenas candidatos altamente experientes”, com pelo menos cinco anos de histórico militar “nesta região da Europa”, enviem candidaturas.

O emprego também requer pelo menos um ano de experiência em combate no exterior e “forte conhecimento de trabalho” de armas pequenas da era soviética e da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), assim como bom pensamento crítico e capacidade de navegar usando mapa e bússola.

“Habilidade em falar russo, ucraniano” e outros idiomas locais é a preferida, bem como “um forte conhecimento prático das estradas ucranianas” e do terreno geral.

O anúncio parece ter sido listado no Silent Professionals no início deste mês, mas recebeu atenção dobrada após os ataques de mísseis de precisão russos ao complexo militar de Yavorovsky, no domingo (13/03/2022).

A área funcionava como um importante centro de preparação para mercenários que entram na Ucrânia e também armazenava armas e equipamento militar vindos de países estrangeiros.
Kiev diz que quase 20 mil mercenários estrangeiros querem lutar contra tropas russas.

Dois brasileiros estavam na localidade no momento dos bombardeios. Publicações em suas redes sociais confirmam as declarações do porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, Igor Konashenkov.

O Ministério da Defesa russo estima que até 180 mercenários estrangeiros foram mortos ou feridos nos ataques de precisão. Konashenkov ainda alertou que a Rússia “continuaria a visar mercenários estrangeiros que chegam ao território da Ucrânia”.

Diversas vezes nos últimos dois meses, o Ministério da Defesa citou a presença de mercenários na Ucrânia. A pasta pediu aos estrangeiros que “pensassem sete vezes” antes de viajar para lutar ao lado de Kiev.

Mercenários não serão poupados onde quer que estejam na Ucrânia, diz defesa russa

Os mercenários estrangeiros serão atacados no território da Ucrânia onde quer que estejam, advertiu na segunda-feira (14/03/2022) Igor Konashenkov, major-general da Rússia.

“Vários países ocidentais apoiam a nível estatal a participação de seus cidadãos como mercenários da Ucrânia em ações militares contra divisões das forças russas. A partir de agora toda a responsabilidade sobre a morte desta categoria de cidadãos estrangeiros na Ucrânia recai apenas na administração desses países”, de acordo com o representante oficial do Ministério da Defesa russo.

Segundo Konashenkov, “conhecemos todos os lugares em que estão os mercenários estrangeiros”, e eles continuarão sendo atingidos com armas de alta precisão.
“Quero voltar a avisar – nenhum dos mercenários será poupado, onde quer que estejam no território da Ucrânia.”

O representante oficial do ministério russo também relatou sucesso na destruição de um depósito de munições.

“Foi destruído um grande depósito de munições para lançadores múltiplos de foguetes no território da fábrica Antonov perto de Kiev, de onde as tropas russas estavam sendo alvejadas”, disse ele.

“No total, durante a realização da operação [especial], foram destruídos 145 veículos aéreos não tripulados, 1.298 tanques e outros veículos de combate blindados, 124 lançadores múltiplos de foguetes, 469 peças de artilharia de campanha e morteiros, e também 1.047 unidades de veículos militares especiais”, detalhou o major-general.

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