Doutoranda da UFBA recebe prêmio da ‘Sociedade Internacional de Patologia Urológica’ para jovens talentos

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Em seu trabalho de pesquisa, Maiara Ferreira utiliza recursos da biologia molecular e achados morfológicos para diagnóstico de câncer de próstata.
Em seu trabalho de pesquisa, Maiara Ferreira utiliza recursos da biologia molecular e achados morfológicos para diagnóstico de câncer de próstata.

No dia 19 de março de 2022, a doutoranda Maiara Ferreira de Souza, do Programa de Patologia Humana (PGPAT) da UFBA e da Fiocruz Bahia, recebe da Sociedade Internacional de Patologia Urológica um prêmio distribuído a jovens cientistas de todo o mundo por suas trajetórias de pesquisa.

A cerimônia será realizada em Los Angeles, durante o encontro anual da Academia Americana e Canadense de Patologia. Por conta da pandemia, Maiara decidiu participar de forma online do evento.

A trajetória acadêmica de Maiara Ferreira, como ela ressalta, foi construída a partir da UFBA. “Me graduei na Faculdade de Medicina, em 2014. E tive o primeiro contato com a patologia através de uma professora da universidade, Iguaracyra Araújo”, lembra. Maiara também fez residência médica em patologia, concluída há 3 anos, com formação no Hospital Universitário Professor Edgard Santos, e atualmente cursa a pós-graduação.

A estudante destaca a importância do apoio que sempre recebeu de seu orientador no doutorado, o professor da Faculdade de Medicina da UFBA Daniel Athanazio. “Ele é muito engajado em pesquisa e está ligado no que está em evidência em patologia urológica no Brasil e no cenário internacional”, diz a estudante, que considera muito importante esse incentivo para os jovens pesquisadores.

“Maiara fez sua graduação na Universidade Federal da Bahia, residência médica no Hospital Universitário e, agora, é doutoranda na Pós-graduação em Patologia da UFBA e Fiocruz-BA. É um estímulo importante inclusive para todos que estudam por aqui. Apesar de importante, nem sempre precisamos de estágios em outros estados ou países para ter uma formação acadêmica e de pesquisa com qualidade”, destaca Athanazio.

Em seu trabalho de pesquisa, a estudante utiliza a biologia molecular e achados morfológicos para diagnóstico de câncer de próstata e para acompanhar o comportamento da doença, predizendo se o paciente desenvolverá uma forma mais agressiva da doença e se será necessário uma intervenção cirúrgica. A análise tem foco na perda da expressão da proteína PTEN em biópsias de próstata – o que, conforme explica a pesquisadora, sinaliza um comportamento mais agressivo da doença.

“Sempre que possível, o tratamento cirúrgico é evitado. Quando não há critérios de maior risco, o paciente é acompanhado com exames de PSA, biopsias e exames de imagens”, afirma Maiara, que aponta a vantagem de evitar algumas comorbidades que podem ser decorrentes das cirurgias. “O nosso trabalho é voltado para escolher, entre os pacientes, quais não precisam ser operados, pelo menos em um primeiro momento”, acrescenta.

“É uma honra muito grande ser escolhida para esse prêmio. Não só por ser a primeira brasileira a receber a premiação, mas também porque, em edições anteriores, já foram premiados muitos dos autores que hoje são referência na área. Isso me incentiva a pesquisar cada vez mais”, celebra.

O prêmio conquistado pela estudante de doutorado vem no momento em que o Programa de Pós-graduação de Patologia Humana, que atingiu o conceito 6 na avaliação da Capes, se prepara para comemorar, em 2023, 50 anos de existência. A Coordenação do PGPAT destaca o êxito na formação de gerações de patologistas no país ao longo dessa trajetória.

“A premiação da discente é motivo de orgulho para o programa e ratifica a importância do investimento em instituições públicas de pesquisa e ensino no Brasil . Além disso, a premiação recebida endossa a dedicação da discente e do seu orientador em um tema de estudo de grande relevância, ao tempo que contribui para a sua trajetória acadêmica no âmbito internacional”, afirma a professora Valéria Borges, coordenadora do programa de pós-graduação.

Uma bolsa para a formação complementar dos jovens patologistas em estágios e eventos científicos será concedida com a premiação. Maiara Ferreira conta que pretende fazer curso de patologia em uma universidade canadense que possui grande expertise na área ou até mesmo na Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Os próximos passos já estão sendo planejados: em nome da ciência e dos avanços em diagnóstico e melhores tratamentos para os pacientes, a pesquisa não pode parar.

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