‘Brasil quer paz na Ucrânia, mas não tomará partido ou apontará dedos’, diz ministro Carlos Alberto França; País está fora da lista de nações considerados hostis pela Rússia 

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Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Carlos Alberto Franç, está em Portugal e seguirá para Polônia amanhã (09/03/2022) com avião da FAB para trazer brasileiros de Varsóvia. Para o chanceler, o Brasil não é "indiferente, mas sim imparcial" diante da crise ucraniana.
Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Carlos Alberto Franç, está em Portugal e seguirá para Polônia amanhã (09/03/2022) com avião da FAB para trazer brasileiros de Varsóvia. Para o chanceler, o Brasil não é "indiferente, mas sim imparcial" diante da crise ucraniana.

Em viagem a Lisboa, o chanceler brasilerio, Carlos Alberto França, concedeu algumas declarações sobre a crise ucraniana em entrevista coletiva nesta terça-feira (8). De acordo com seu posicionamento, o Brasil deseja a paz na Ucrânia, mas não tomará partido de algum lado na questão.

“A posição do Brasil é clara. Estamos do lado da paz mundial. Nós pensamos que isso [a paz] se atinge ao encontrar uma saída [para a crise] e não apontando o dedo. Temos uma posição de equilíbrio, e não uma posição de indiferença, mas sim de imparcialidade” disse o chanceler segundo o UOL.

Na última sexta-feira (4), o presidente, Jair Bolsonaro (PL), também fez uma declaração parecida com a de França sobre o assunto.

“Brasil continua em uma posição de equilíbrio, nós temos negócio com os dois países, não temos a capacidade de resolver esse assunto, então o equilíbrio é a posição mais sensata por parte do governo federal.”

Entretanto, na semana passada, o Brasil votou ao lado dos EUA e de potências ocidentais em propostas de resolução criticando a Rússia na Assembleia Geral da ONU e no Conselho de Direitos Humanos.

Mesmo votando contra a operação especial militar russa na Ucrânia, o embaixador da Rússia na ONU, Gennady Gatilov, minimizou os votos do Brasil e insistiu que o governo de Bolsonaro “entende” as razões que levaram à operação.

Brasil fica de fora da lista de países considerados hostis pela Rússia 

Ontem (7), o Kremlin divulgou uma lista de países considerados hostis para Moscou, listagem na qual o Brasil ficou de fora.

Em Portugal, França se reunirá com o presidente português, Marcelo Rebelo de Souza, e com o ministro de Negócios Estrangeiros do país, Augusto Santos Silva.
Em seguida, o ministro deve chegar à Polônia na quarta-feira (9), mesmo dia que pousará o avião da Força Aérea Brasileira (FAB), o qual buscará brasileiros que se refugiaram em Varsóvia, capital polonesa, segundo O Globo.

A lista dos países considerados hostis pela Rússia 

Austrália, Albânia, Andorra, Reino Unido, os 27 países da União Europeia, Islândia, Canadá, Liechtenstein, Micronésia, Mônaco, Nova Zelândia, Noruega, Coreia do Sul, San Marino, Macedônia do Norte, Cingapura, Estados Unidos, Taiwan, Ucrânia, Montenegro, Suíça e Japão.

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Sobre Carlos Augusto 10036 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).