Ucrânia inicia massacre contra civis russos residentes no leste do país; 4 ficaram feridos após bombardeios na Região de Donbass; Governo Zelenskyy ameaça renunciar status não nuclear

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Em 1º de setembro de 2021, na Casa Branca, o presidente Joe Biden recebeu Volodymyr Zelenskyy, presidente da Ucrânia. Governo Volodymyr tem usado morteiros de 120 milímetros, proibidos pelos Acordos de Minsk, contra as repúblicas de Donetsk e Lugansk. RPL relata 49 violações do cessar-fogo. Ao menos 36 países pediram aos seus cidadãos para deixar a Ucrânia. Embaixada do Brasil em Kiev recomendou neste sábado (19/02/2022) saída de brasileiros.
Em 1º de setembro de 2021, na Casa Branca, o presidente Joe Biden recebeu Volodymyr Zelenskyy, presidente da Ucrânia. Governo Volodymyr tem usado morteiros de 120 milímetros, proibidos pelos Acordos de Minsk, contra as repúblicas de Donetsk e Lugansk. RPL relata 49 violações do cessar-fogo. Ao menos 36 países pediram aos seus cidadãos para deixar a Ucrânia. Embaixada do Brasil em Kiev recomendou neste sábado (19/02/2022) saída de brasileiros.

Sob ordens do presidente Volodymyr Zelenskyy, as Forças Armadas da Ucrânia bombardearam novamente assentamentos República Popular de Donetsk (RPD) com artilharia e morteiros, disparando 38 granadas de morteiro de 120 milímetros e 27 outros projéteis de calibre 122 milímetros, segundo representantes da RPD.

Uma fábrica química em Donetsk foi incendiada, três assentamentos da República Popular de Lugansk (PRL) também foram atingidos e 4 pessoas ficaram feridas após bombardeios da Região de Donbass, território no qual estão situadas as Repúblicas Populares reconhecidas pelas Câmara Baixa da Rússia.

A ação aramada contra os assentamentos das Repúblicas Populares ocorreu nas primeiras horas de domingo (20/02/2022)

O ataque ordenado pelo Governo Zelenskyy contra o próprio povo de maioria russa residente em território ucraniano, com uso de granadas e minas, é proibido pelo Acordo de Minsk.

As informações são da missão autoproclamada da República Popular de Donetsk (RPD) ao Centro Conjunto de Controle e Coordenação do Regime de Cessar-Fogo (JCCC).

Região de Donbas

Donbas ou Donbass é uma região histórica, cultural e econômica no sudeste da Ucrânia, parte de seu território é ocupado por dois estados separatistas não reconhecidos, a República Popular de Donetsk e a República Popular de Luhansk.

Protocolo de Minsk

O Protocolo de Minsk é um acordo assinado, em 5 de setembro de 2014, por representantes da Ucrânia, Rússia, República Popular de Donetsk (DNR), e da República Popular de Lugansk (LNR) para pôr fim à guerra no leste da Ucrânia.

O Acordo de Minsk foi assinado depois de prolongadas conversações realizadas na cidade de Minsk, capital da Bielorrússia, sob os auspícios da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

O acordo foi celebrado após  várias tentativas anteriores no sentido de parar os combates em Donbass, no leste da Ucrânia, e implementou um cessar-fogo imediato. No entanto, o acordo fracassou no seu objetivo de cessar grande parte dos combates na Ucrânia oriental.

OTAN mantém discurso bélico

O secretário-geral da Organização do Tratado Atlântico Norte (OTAN), Jens Stoltenberg, acusou a Rússia de planejar um ataque à Ucrânia sob um pretexto inventado, ao mesmo tempo em que nega a validade do compromisso da aliança em 1991 de não se expandir para o leste.

“Nenhuma tropa está sendo retirada, como diz a Rússia, mas novas tropas estão sendo adicionadas”, disse Stoltenberg à emissora pública alemã ARD no sábado (19/02/2022), alegando que todos os sinais sugerem que a Rússia “está planejando um ataque em grande escala à Ucrânia”.

Segundo o chefe da aliança militar, há “indicações” de que a Rússia supostamente está se preparando para criar um pretexto para um ataque contra a Ucrânia.

A missão autoproclamada da República Popular de Lugansk (RPL) ao Centro Conjunto de Controle e Coordenação do Regime de Cessar-Fogo (JCCC) relatou um total de quase 50 violações por forças de Kiev no decorrer do sábado (19).

“Nas últimas 24 horas, em 19 de fevereiro de 2022, 49 violações do regime de cessar-fogo foram registradas por parte das formações armadas da Ucrânia, inclusive com o uso de artilharia pesada”, disseram as autoridades da RPL em comunicado.

Ucrânia ameaça renunciar status não nuclear; Presidente Vladimir Zelensky solicitou conversas sobre Memorando de Budapeste

A Ucrânia pode desistir de sua promessa de ser uma nação não nuclear e reverter a decisão que tomou ao desistir de suas armas atômicas após o colapso da União Soviética, alertou o presidente ucraniano Vladimir Zelensky.

Falando na conferência de segurança de Munique neste sábado (19/02/2022), Zelensky apontou que, em 1994, a Ucrânia aderiu ao Memorando de Budapeste, desistindo de suas armas nucleares em troca de garantias de segurança.

Em seguida, segundo o portal RT, ele sugeriu que a medida poderia ser revertida se a Ucrânia for ameaçada pela vizinha Rússia.

“Hoje (19), a Ucrânia fará isso pela quarta vez”, disse ele, enfatizando que ordenou ao seu ministro das Relações Exteriores que solicitasse as consultas, mas que seria a última tentativa do lado da Ucrânia.

O presidente ucraniano também disse que tentou iniciar consultas com os Estados garantidores do Memorando de Budapeste três vezes, como parte de um esforço para revisar seus termos, sem nenhum sucesso.

“Se eles não ocorrerem ou não houver decisões concretas sobre as garantias de segurança para nosso Estado, a Ucrânia terá todo o direito de acreditar que o Memorando de Budapeste não está funcionando e todas as decisões do pacote de 1994 foram questionadas”, afirmou.

Nos últimos meses, os países ocidentais acusaram repetidamente a Rússia de supostos planos de invasão da Ucrânia. Moscou nega reiteradamente essas suposições.

*Com informações da Sputnik Brasil.

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