SENAI CIMATEC, Incubadora do Brasil Moderno | Por Joaci Góes

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Vista aérea do Complexo do SENAI CIMATEC voltado no Polo de Camaçari.
Vista aérea do Complexo do SENAI CIMATEC voltado no Polo de Camaçari.

Aos queridos amigos Luciana e Eduardo Athayde.

Não temos a menor dúvida ao afirmar que o SENAI CIMATEC, projeto implantado pela FIEB, Federação das Industrias da Bahia, sob a presidência do engenheiro José de Freitas Mascarenhas, a partir de 2002, representa a maior contribuição, em todos os tempos, para o desenvolvimento da Bahia e do Brasil, ao adotar como conceito, o rompimento com o padrão de baixo desempenho tecnológico da indústria no País, proporcionando a integração da educação de qualidade, nos diferentes níveis requeridos pela indústria moderna, com a assistência e o desenvolvimento da mais alta tecnologia disponível, mundo afora.

Os meios utilizados para alcançar tão elevado desiderato podem ser resumidos nos seguintes pontos: 1. Diálogo e participação direta das empresas interessadas; 2. Rigorosa observância de critérios meritocráticos; 3. Permanente atualização com os avanços da indústria, em escala mundial, tendo, como fim, constituir-se no avançado modelo institucional para suprimento das necessidades técnicas do parque industrial brasileiro.

A escola de nível superior, mantida pelo SINAI CIMATEC, na Av. Orlando Gomes, em Salvador, para formação de profissionais, nos diferentes campos da engenharia, com as primeiras turmas já graduadas, é avaliada pelo MEC como das melhores do País, estímulo para que nossas universidades públicas, intensamente ideologizadas no plano do que de mais atrasado há na atualidade mundial, em matéria de pensamento político, substituam por técnicos pelo menos a metade das vagas na área de ciências sociais, passando a operar de mãos dadas com esse projeto redentor do crescente e ominoso empobrecimento baiano.

O projeto SENAI CIMATEC abrange estudos tão importantes e diversificados, variando  do desenvovimento de técnicas e equipamentos destinados a pescar em águas de qualquer profundidade à produção de supercomputadores (HPC) e simulador de computação quântica; da concepção de infraestrutura e formação de pessoal especializado em pesquisa e  desenvolvimento de materiais para a produção mineral, inclusive a mineração, incluindo projetos de recuperação de metais valiosos a partir de seus resíduos, através de robôs especializados na inspeção de minas; desenvolvimento de novos meios para a produção de ferro gusa verde; uso da inteligência artificial para identificar e qualificar os diferentes materiais; da pesquisa de novas técnicas para a extração de gás e petróleo, inclusive e sobretudo, na área do pré-sal, ao desenvolvimento de equipamentos para inspeção submarina,  em geral, e portos e cascos de navios, em particular.

Para a aflita memória histórica da Bahia, temente de incêndios que a apaguem para conhecimento da posteridade, o SENAI CIMATEC desenvolve importante projeto de digitalização, ao alcance de nossas instituições.

Não é difícil conceber as enriquecedoras sinergias que resultam da interação, à distância ou presencial, de tantos profissionais, altamente qualificados, do Brasil e das mais desenvolvidas nações do Planeta.

É irresistível inquirir, quantas de nossas lideranças, nos mais diferentes domínios, têm conhecimento da existência dessa marcante infraestrutura tecnológica, que colocamos em pé de igualdade, para o nosso desenvolvimento, como o Vale do Silício, para a Califórnia, em particular, e os Estados Unidos, em geral! Quantos de nossos 42 congressitas federais, deputados e senadores, já visitaram o projeto SENAI – CIMATEC? Quantos dos 63 deputados estaduais? Quantos dos 43 vereadores de Salvador? E quantos dos 417 prefeitos do Estado? E quantos dos chefes de departamentos e professores de ciências exatas de nossas universidades?

Para todos eles, a boa notícia é que o atual presidente da FIEB, Ricardo Alban, é grande entusiasta do Projeto, a cujo desenvolvimento dedica o melhor de suas energias, tanto que edificou a maior parte de sua infraestrutura, hoje com mais de 70 mil m² de galpões de alta qualidade, não resgatando loas ao reconhecimento do pioneirismo de excepcional valor e significado para o futuro da Bahia do seu antecessor José Mascarenhas, diversamente da postura mesquinha que sucessores costumam assumir diante das realizações dos que os antecederam.

A implantação de modernos projetos agroindustriais no Oeste da Bahia, liderados pelo vice-governador João Leão, e o CIMATEC, sentinela avançada de nosso presente e futuro tecnológico, restauram a confiança geral no futuro de nosso Estado, que vive, na atualidade, o pior momento de sua história, em praticamente todos os índices sociais.

*Joaci Fonseca de Góes, advogado, jornalista, empresário e ex-deputado federal constituinte.

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Sobre Joaci Góes 31 Artigos
Joaci Góes, advogado, jornalista, empresário, presidente do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia (IGHB), ex-deputado federal e ex-presidente da Academia de Letras da Bahia (ALB).