Rússia inicia guerra para afastar EUA e aliados de território da Ucrânia na Região de Donbass; OTAN apoia corrupto Governo Zelensky e grupos neonazistas em ataques ao povo russo

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Vladimir Putin, presidente da Rússia, diz que não tem a intenção de ocupar a Ucrânia, mas que responderá com força por ameaças externas à soberania do povo russo na Região de Donbass.
Vladimir Putin, presidente da Rússia, diz que não tem a intenção de ocupar a Ucrânia, mas que responderá com força por ameaças externas à soberania do povo russo na Região de Donbass.

Em declaração nesta quinta-feira (24/02/2022), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou o início de uma operação militar especial na região de Donbass, onde ficam as repúblicas populares de Donetsk e Lugansk (RPD e RPL, respectivamente). Putin garantiu que a Rússia não tem a intenção de ocupar a Ucrânia.

Em discurso, Putin afirmou que apesar de não existirem planos de ocupação do país vizinho, a Rússia se defenderá caso seja necessário. Em resposta a uma declaração anterior do presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, de que Kiev pode reconsiderar o status não nuclear do país sob o Memorando de Budapeste de 1994, Putin também afirmou que a Rússia não permitirá que isso ocorra.

“As circunstâncias nos obrigam a tomar medidas decisivas e imediatas. As repúblicas populares de Donbass pediram ajuda à Rússia. A este respeito, de acordo com o artigo 51, parte sete da Carta da ONU [Organização das Nações Unidas], com a sanção do Conselho da Federação e em cumprimento de tratados de amizade e assistência mútua com a RPD e a RPL, ratificados pela Assembleia Federal, decidi realizar uma operação militar especial”, disse Putin em seu discurso.

O presidente russo apontou que a máquina de guerra aliada da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) apoia grupos neonazistas na Ucrânia e está se aproximando das fronteiras da Rússia.

“Os países líderes da OTAN perseguem seus próprios objetivos apoiando totalmente os nazistas e neonazistas extremistas da Ucrânia, que, por sua vez, nunca perdoarão as pessoas da Crimeia e de Sebastopol por sua livre escolha de se reunificarem à Rússia”, disse Putin.

O presidente russo também se dirigiu às forças ucranianas, pedindo aos militares de Kiev que deponham as armas e lembrem-se de que prestaram juramento ao povo, não à junta.

Putin também afirmou que a Rússia responderá imediatamente a qualquer ameaça externa.

“Quem tentar interferir conosco e criar ameaças contra o nosso país e nosso povo, deve saber que a Rússia dará uma resposta imediata”, disse Putin.

Na segunda-feira (21/02), Putin anunciou o reconhecimento da independência da RPL e da RPD, após o aumento de violações do cessar-fogo na região de Donbass. Além do reconhecimento, a Rússia prometeu apoio militar para a defesa das fronteiras de ambas as repúblicas. A decisão foi seguida de críticas de países ocidentais, que anunciaram sanções contra Moscou.

Defessa Russa confirma ataques

A Defesa russa informou que as Forças Armadas do país não realizam ataques aéreos, de mísseis ou de artilharia contra as cidades da Ucrânia.

As tensões entre os dois países já vinham aumentando nos últimos meses, devido a uma aproximação da Ucrânia com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e à possibilidade de instalação de poderosos armamentos ocidentais perto das fronteiras russas.

Para Moscou, a consideração de uma adesão da Ucrânia à aliança ocidental ultrapassa todos os limites aceitáveis, ameaçando gravemente a segurança russa. Apesar dos diversos apelos diplomáticos feitos pelo Kremlin na tentativa de que os Estados Unidos e seus aliados europeus levassem em conta as preocupações russas ligadas a esse avanço da organização militar liderada por Washington, não foram registrados progressos nas negociações.

A situação se deteriorou nos últimos dias, em meio a uma série de ataques das forças ucranianas contra o leste do país e de declarações polêmicas do governo de Vladimir Zelensky, de que Kiev poderia renunciar a seu status não nuclear, acordado em 1994 no Memorando de Budapeste.

*Com informações da Sputnik Brasil.

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