Presidente Volodymyr Zelensky capitula e Governo Putin está pronto para enviar delegação de alto escalão a Minsk para negociar termos de rendição do Governo e Forças Militares da Ucrânia

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Presidente Volodymyr Zelensky reconhece abandono da OTAN, EUA e aliados à própria sorte e pede diálogo com Governo Putin.
Presidente Volodymyr Zelensky reconhece abandono da OTAN, EUA e aliados à própria sorte e pede diálogo com Governo Putin.

A Rússia está pronta para enviar uma delegação de alto escalão a Minsk para negociações com a Ucrânia, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, nesta sexta-feira (25/02/2022).

Vladimir Zelensky anunciou no início do dia de hoje (25/02/2022) sua prontidão para discutir o status neutro da Ucrânia. Peskov observou que, inicialmente, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que o objetivo da operação era ajudar a RPL e a RPD, inclusive por meio da desmilitarização e desnazificação da Ucrânia, que, de fato, é um componente integrante do status neutro.

“Neste contexto, em resposta à proposta de Zelensky, Vladimir Putin está pronto para enviar uma delegação russa a Minsk no nível de representantes do Ministério da Defesa, do Ministério das Relações Exteriores e da administração presidencial para negociações com a delegação ucraniana”, disse Peskov.

Ainda diante das tratativas, o presidente de Belarus, Aleksandr Lukashenko, disse a Putin, que seu país está pronto para garantir negociações seguras entre a Rússia e a Ucrânia em Minsk, afirmou Peskov.

“O presidente russo Vladimir Putin conversou hoje [25] por telefone com o presidente belarusso Aleksandr Lukashenko, que, por sua vez, assegurou que está pronto para criar todas as condições necessárias para a chegada das delegações, garantindo a segurança e integridade delas e mantendo o acima mencionado [negociações russo-ucranianas]”, disse o porta-voz presidencial russo.

Mais cedo, Zelensky ofereceu abrir negociações ao presidente russo em discurso de vídeo, publicado em sua conta no Telegram.

“Gostaria mais uma vez de me dirigir ao presidente da Federação da Rússia […]. Vamos nos sentar à mesa de negociações a fim de dar um basta na morte das pessoas”, declarou o presidente ucraniano.

A Rússia começou a operação militar de desmilitarização da Ucrânia na madrugada de quinta-feira (24). Em discurso televisivo, o presidente Vladimir Putin disse que as circunstâncias exigem ações decisivas, já que as repúblicas de Donbass solicitaram ajuda.

Conforme as palavras do líder russo, toda a responsabilidade pelo derramamento de sangue cabe ao regime ucraniano. Ele exortou ainda os militares da Ucrânia a não cumprirem as ordens “criminosas” das autoridades de Kiev, a deporem as armas e a irem para casa.

Presidente da Rússia e França dialogaram sobre conflito com a Ucrânia 

O presidente russo, Vladimir Putin, e seu homólogo francês, Emmanuel Macron, discutiram a situação na Ucrânia durante uma conversa telefônica nesta quinta-feira (24/02/2022), disse o Kremlin.

“Durante uma conversa telefônica solicitada pelo lado francês, o presidente russo Vladimir Putin e o presidente francês Emmanuel Macron tiveram uma troca de opiniões séria e franca sobre a situação na Ucrânia”, informou o governo da Rússia em comunicado.

O Kremlin acrescentou que Putin deu “explicações abrangentes das razões e circunstâncias para a decisão de realizar uma operação militar especial” na Ucrânia. As partes concordaram em manter contato.

O presidente da Rússia afirmou mais cedo, em encontro com empresários russos, que a nação “foi deixada sem opções”, referindo-se à ação empreendida no país vizinho.

“O que está acontecendo é uma medida forçada. Não nos deram chances de agir de outra forma. Criaram tais riscos na esfera de segurança que não era possível reagir com outros meios”, disse Putin.

Segundo o chefe da União Russa de Industriais e Empresários (RUIE, na sigla em inglês), Aleksandr Shokhin, as empresas russas terão de trabalhar em condições difíceis.

Maria Zakharova, representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, disse nesta quinta-feira (24) que a situação em torno da Ucrânia não é o começo de uma guerra, mas que se trata, pelo contrário, de uma tentativa de evitar um conflito mundial.

Zakharova também apontou que foram os EUA quem decidiram não estabelecer diálogo com a Rússia sobre a Ucrânia e a segurança global.

O Ministério da Defesa russo disse que os ataques militares não são direcionados para cidades ucranianas ou colocam em risco a população civil, mas buscam desativar a infraestrutura de guerra. Horas após o início da operação, a entidade militar informou que a infraestrutura militar das bases aéreas das tropas ucranianas já está “sem uso”.

*Com informações da Sputnik Brasil.

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Sobre Nilson Weisheimer 32 Artigos
Doutor em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS – 2009), Pós-Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP – 2015), professor adjunto da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS/UFRB), líder dos Grupos de Pesquisa do CNPq: Núcleo de Estudos em Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural (NEAF/UFRB) e Observatório Social da Juventude (OSJ/UFRB), e vencedor do Prêmio CAPES de Teses em Sociologia 2010.