OTAN nega envio de tropas à Ucrânia; Forças Armadas da Rússia avançam no domínio de territórios

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Jens Stoltenberg, secretário-geral da OTAN. Organização apresenta acordo para ativar plano de defesa que prevê envio de forças aos países-membros.
Jens Stoltenberg, secretário-geral da OTAN. Organização apresenta acordo para ativar plano de defesa que prevê envio de forças aos países-membros.

Representantes permanentes na OTAN chegaram a acordo para acionar o plano de defesa que prevê a implantação de forças de reação em países-membros da Aliança Atlântica durante a situação de crise, declarou secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg.

“Discutimos a situação atual, após receberem recomendações de conselheiros militares os representantes permanentes [na OTAN] acordaram em ativar o nosso plano de defesa, que prevê a implantação temporária de forças em países da Aliança durante a crise”, disse secretário-geral.

Stoltenberg afirmou também nesta quinta-feira (24/02/2022) que a Aliança não tinha intenção de enviar forças para a Ucrânia.

“Não temos tropas da OTAN na Ucrânia, e não temos qualquer plano de enviar tropas da OTAN para a Ucrânia”, comentou Stoltenberg em uma coletiva de imprensa após uma reunião de emergência dos representantes permanentes do bloco.

Ele acrescentou também que a Aliança Atlântica apoia a Ucrânia, mas garantias de segurança firmes são dadas apenas aos aliados da OTAN.

Aponta-se ainda que, de acordo com o secretário-geral, na reunião não foi discutido o encerramento pela Turquia dos estreitos de Bósforo e Dardanelos para navios russos.
Anteriormente foi informado que o bloco estava conduzindo “a implantação adicional de forças terrestres e aéreas defensivas, bem como de forças navais na parte de leste [da OTAN]”.

Ataque em várias cidades e invasão por terra e mar

Nesta quinta-feira (24/02), o presidente da Rússia Vladimir Putin anunciou a realização de uma operação militar especial em Donbass. Ele sublinhou que as circunstâncias exigem que Moscou tome medidas decididas e imediatas, e que as repúblicas populares de Donbass apelaram à Rússia solicitando ajuda.

Explosões foram ouvidas por repórteres de agências alguns minutos depois do fim do pronunciamento de Putin. O mandatário russo disse que responderia imediatamente se alguma força externa tentasse interferir com suas ações. “Ninguém deveria ter nenhuma dúvida de que um ataque direto ao nosso país levará à derrota e a consequências terríveis para qualquer agressor potencial”, afirmou.

Após o anúncio russo, o ministro ucraniano do Exterior, Dmytro Kuleba, afirmou através do Twitter que seu país era alvo de uma “invasão em larga escala”.

Kiev anunciou nesta quinta-feira o fechamento do espaço aéreo para aeronaves civis. Explosões foram ouvidas na capital ucraniana e em várias cidades do país próximas à fronteira com a Rússia. O mesmo ocorreu em localidades nas regiões costeiras, assim como na cidade portuária de Odessa, próxima à Península da Crimeia, ocupada por Moscou.

*Com informações da Sputnik Brasil e DW.

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