Estudante da UFRB defende tese de doutorado com a colaboração do CETAB/SEAGRI

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Operárias de Melipona quadrifasciata anthidioides removendo larvas mortas em teste de comportamento higiênico.
Operárias de Melipona quadrifasciata anthidioides removendo larvas mortas em teste de comportamento higiênico.

O comportamento higiênico das abelhas sem ferrão foi tema de estudo da doutoranda Jossimara Neiva de Jesus, aluna do curso de doutorado em Ciências Agrárias, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). A viabilidade da pesquisa foi possível graças à parceria com o Centro Tecnológico Agropecuário do Estado da Bahia (CETAB), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (SEAGRI).

Jossimara, que realizou o primeiro estudo com abordagem química sobre os aspectos do comportamento higiênico das abelhas sem ferrão, obteve resultados relevantes sobre esse grupo de insetos, que se somam aos esforços da pesquisa voltado para o fortalecimento da meliponicultura brasileira. Além dos pesquisadores do CETAB e UFRB, o projeto de pesquisa envolveu pesquisadores da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), da Embrapa e da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

A doutoranda é Zootecnista e Mestre em Ciência Animal pela UFRB, instituição onde iniciou os seus estudos sobre comportamento higiênico e a saúde das abelhas sem ferrão. Na ocasião da sua defesa, ela destacou que a parceria com o Cetab permitiu a realização dos experimentos e avançar nos estudos de comportamento higiênico em abelhas sem ferrão. “Verificamos que tanto a técnica utilizada para avaliar o grau de higiene das colônias quanto à fase de desenvolvimento da cria exibem perfis químicos diferentes, que podem influenciar na remoção da cria e, consequentemente, na classificação da colônia como higiênica ou não higiênica”.

A pesquisadora ainda relatou outro resultado do estudo e destacou a importância do Cetab para a sua pesquisa. “Identificamos um composto orgânico emanado das larvas mortas, que é candidato a estimular a remoção dentro da colônia. Esse é o primeiro estudo com abordagem química do comportamento higiênico em abelhas sem ferrão, que só foi possível ser realizado devido a estrutura do Cetab que conta com equipamentos de primeira linha e de alta eficiência a exemplo do detector eletroantenográfico acoplado a um sistema de cromatografia gasosa, além de   equipe técnica com expertise em estudos de ecologia química”. Jossimara também destaca que pretende continuar com as pesquisas: “Vamos continuar as pesquisas nessa área e contribuir para o aprofundamento dos conhecimentos científicos em torno dos aspectos relacionados à   sanidade das abelhas sem ferrão, a qual tem grande importância ambiental, social e econômica para o Estado da Bahia”.

Para o professor Carlos Alfredo Carvalho, líder do Grupo de Pesquisa Insecta da UFRB e coorientador da tese, o caráter interdisciplinar do trabalho e as parcerias estabelecidas com pesquisadores de diferentes instituições foram fundamentais para se obter êxito.  Ele destaca as colaborações do CETAB que, além das coorientações de seus pesquisadores, permitiu a utilização de equipamentos e infraestrutura geral deste Centro Tecnológico vinculado à Seagri, condição fundamental para que a aluna desenvolvesse seus estudos com a qualidade requerida. A defesa da tese que faz parte do projeto “guarda-chuva” Saúde das abelhas (Apini e Meliponini) no Brasil, abre as comemorações dos 30 anos do Grupo Insecta da UFRB (1992-2022) e traz contribuições importantes na temática do comportamento higiênico das abelhas sem ferrão (Meliponini).

O Coordenador do Cetab, Frederico de Medeiros Rodrigues, ressalta que os resultados evidenciados na pesquisa sobre o comportamento higiênico de abelhas sem ferrão, “por si só, permitirão adentrar e adequar novas técnicas de manejo das abelhas, e, consequentemente, contribuir para a preservação do meio ambiente, tema de grande relevância para o Cetab e para a Seagri”.  Ele ainda acrescenta que a pesquisa só foi possível ser conduzida “graças ao compartilhamento entre a UFRB, Ufal, Uefs, Unimam e Embrapa.

Pesquisador do Cetab e co-orientador do trabalho, Paulo Mesquita, destaca a importância desta e de outras pesquisas realizadas em cooperação com as Universidades e Centros de Pesquisa. “O cetab tem como uma de suas funções desenvolver pesquisas voltadas para o setor agropecuário e, desde a sua criação, vem colaborando intensamente com outras instituições em projetos de interesse para este setor.”

A Defesa da tese foi realizada de forma virtual, no dia 28 de janeiro de 2022, trazendo o tema “Comportamento higiênico de Melipona quadrifasciata anthidioides Lepeletier, 1836 (Apidae, Meliponinae): compostos voláteis, resposta eletroantenográfica e sensilas olfativas”. O trabalho foi orientado por um comitê interdisciplinar de pesquisadores, formado pela professora doutora Cândida Maria Aguiar (Uefs), que foi a orientadora do projeto, e pelos professores doutores: Carlos Alfredo Carvalho (Ufrb), Paulo Mesquita (Cetab/Seagri) e Frederico Rodrigues (Cetab/SEAGRI), que foram coorientadores da pesquisa.

O CETAB

Localizado em Ondina, bem ao lado do campus da Universidade Federal da Bahia (UFBA), é um importante equipamento para o agronegócio do estado. Possui oito laboratórios distribuídos em um prédio de dois pavimentos no qual são realizadas atividades de pesquisa e prestação de serviços laboratoriais aplicados à agropecuária, incluindo análises, diagnósticos, classificação e controle de qualidade de produtos de origem vegetal e animal, solo e água para irrigação, estando credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para classificação de produtos de origem vegetal.

Criado em 2016, após a extinção da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S/A (Ebda), o Cetab atualmente conta com parcerias da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), do Centro Universitário Maria Milza (Unimam) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Com isso, aos serviços oferecidos à comunidade somam-se análises de produtos apreendidos em ações de fiscalização da Adab e pesquisas realizadas em colaboração com as instituições parceiras, o que envolve estudantes de várias áreas em níveis de graduação, mestrado e doutorado.

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