Marinha do Brasil presta homenagem ao desembargador do TJBA Baltazar Miranda Saraiva; Solenidade ocorre na sede do 2º Distrito Naval, em Salvador

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Marinha do Brasil outorga Medalha do Mérito Tamandaré ao desembargador do TJBA Baltazar Miranda Saraiva.
Marinha do Brasil outorga Medalha do Mérito Tamandaré ao desembargador do TJBA Baltazar Miranda Saraiva.

Reconhecido como um dos mais destacados e proeminentes magistrados do Brasil, o desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) Baltazar Miranda Saraiva é homenageado neste nesta segunda-feira (13/12/2021) pela Marinha do Brasil (MB), com a outorga da Medalha do Mérito Tamandaré, instituída pela portaria nº 316, de 28 de outubro de 2021.

A homenagem ao desembargador Baltazar Miranda Saraiva foi aprovada pelo Conselho da Ordem do Mérito Naval e a solenidade de outorga da honraria ocorre durante cerimônia alusiva ao Dia do Marinheiro, na sede do 2º Distrito Naval (2º DN), em Salvador.

Honra e força

“Honra é a força que nos impele a prestigiar nossa personalidade. É o sentimento avançado do nosso patrimônio moral, um misto de brio e de valor. Ela exige a posse da perfeita compreensão do que é justo, nobre e respeitável, para elevação da nossa dignidade; a bravura para desafrontar perigos de toda ordem, na defesa da verdade, do direito e da justiça.”, proclamou Joaquim Marques Lisboa, patrono da Marinha.

Dia do Marinheiro

O Dia do Marinheiro, celebrado em 13 de dezembro, reverencia o dia de nascimento do Patrono da Marinha do Brasil, Almirante Joaquim Marques Lisboa, Marquês de Tamandaré, consagrado herói da Pátria, que inspira Marinheiros e Fuzileiros Navais, homens e mulheres, de ontem, hoje e sempre, a manterem o fogo sagrado e o espírito de dedicação e abnegação em servir à Marinha e ao Brasil.

Medalha do Mérito Marquês de Tamandaré

O almirante Joaquim Marques Lisboa, Marquês de Tamandaré, foi, indiscutivelmente, uma figura destacada no cenário militar do Brasil durante o Império, principalmente no Segundo Reinado. Ingressou na Marinha de Guerra no alvorecer da Independência, a qual ajudou a consolidar.

Tamandaré foi uma das colunas resistentes e inabaláveis que, com o grande Caxias, consolidou a Independência Nacional; firmou o Império, resguardando-o da desagregação; implantou o respeito ao soberano; e manteve a disciplina nas Forças Armadas, a concórdia e a paz no espírito irrequieto dos brasileiros, do extremo norte ao extremo sul do País, como um dever imperativo do seu sincero patriotismo.

Além das Guerras da Independência, onde esteve embarcado na Fragata Niterói, participando da épica perseguição à frota portuguesa que deixava a Bahia, comandou navios de guerra da Marinha Imperial, no Rio da Prata, durante a Guerra da Cisplatina, destacando-se na captura do navio argentino Ocho de Febrero. No período regencial, cumpriu várias comissões no mar, tomando parte ativa em duas revoluções, a “Setembrizada”, em 1831, e a “Abrilada”, em 1832, ambas em Pernambuco. Mais adiante, participou da Revolta dos Cabanos, no Pará, em 1835.

Destacou-se, também, com intensa participação no combate à “Balaiada”, movimento que sublevou as Províncias do Maranhão e Piauí, entre 1838 e 1841. 0 então Capitão-Tenente Joaquim Marques Lisboa, nomeado Comandante da Força Naval em operação contra os insurretos, após estudar a região onde atuaria, armou pequenas embarcações, que, enviadas para diversos pontos dos principais rios maranhenses, combateram os rebeldes, isoladamente ou apoiando forças em terra.

Já no Segundo Reinado, como Capitão de Fragata, comandou a Divisão Naval do Centro, entre 1844 e 1846, organização que, posteriormente, deu origem ao 2- Distrito Naval. Como Capitão de Mar e Guerra, foi o primeiro comandante da Fragata a vapor D. Afonso, primeiro navio de guerra de grande porte incorporado pela Marinha do Brasil, construído na Inglaterra. No dia da viagem de experiência, salvou, com grande risco de sua vida, de sua gente e de seu navio, a tripulação da Galera Ocean Monarch, em águas inglesas. Já no Rio de Janeiro, conseguiu rebocar e trazer para dentro da Baía de Guanabara a Nau Vasco da Gama, que se achava em perigo fora da barra. No comando dessa Fragata, auxiliou na defesa da cidade do Recife, quando esta foi atacada por insurretos na Revolta Praieira, em 1849.

Como Oficial-General, comandou a Força Naval brasileira no Rio da Prata, entre os anos de 1864 a 1866, atuando no conflito, em solo uruguaio, quando exerceu o Comando-Geral das tropas da Marinha, na Tomada de Paissandu. Exerceu o comando da Esquadra brasileira na primeira fase da guerra contra o Paraguai, quando, para além das vitórias em combate, organizou toda a linha logística necessária à manutenção dos principais navios da Armada Imperial, operando a tão grande distância de sua sede.

O Almirante Tamandaré veio a falecer na então capital federal, a cidade do Rio de Janeiro, em 20 de março de 1897.

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Sobre Carlos Augusto 10032 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).