Inclusão e valorização dos professores nortearam o segundo dia da Conferência de Educação Municipal de Feira de Santana

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Plano nacional de educação, políticas públicas para inclusão e a valorização profissional dos docentes tomaram conta das discussões.
Plano nacional de educação, políticas públicas para inclusão e a valorização profissional dos docentes tomaram conta das discussões.

“A escola é o lugar da vida e todas as vidas importam”. Esta foi uma das falas que marcaram o segundo dia da 3ª Conferência de Educação de Feira de Santana. O plano nacional de educação, políticas públicas para inclusão e a valorização profissional dos docentes tomaram conta das discussões em dois painéis realizados nesta quarta-feira (15/12/2021).

Pela manhã, a professora mestra Railda dos Santos, da Secretaria Municipal de Educação (SEDUC), discutiu um dos sub-eixos do documento orientador da Conferência Nacional de Educação 2020. O tema principal é o plano nacional de educação/PNE 2024-2034 e a inclusão: acessibilidade, direitos humanos e ambientais, justiça social, políticas de cotas, educação especial e diversidade.

A inclusão deve ser tratada como prioridade neste período, não apenas como pano de fundo de outros temas. Buscam-se ações efetivas e não apenas paliativas. Para Railda, colocar em prática estas ações realmente inclusivas é tratar de garantir direitos, já que somos um estado democrático que possibilita isso.

“A escola é o lugar da vida e todas as vidas importam. […] Sem educação o mundo não muda. Precisamos refletir sobre qual plano de educação pensamos para esse povo, mas que não seja apenas no acesso e permanência do que seja proposto. Necessitamos de propostas que sejam efetivas e afetivas com propostas plausíveis”, defende a professora.

A professora mestra Elizabete Bastos, da Seduc e integrante do Fórum Municipal de Educação, foi a responsável pela mediação do painel temático, discutindo com a colega as propostas sugeridas durante a discussão: a política de cotas; questões culturais que representem possibilidades diferentes de produção do conhecimento, como a capoeira e a dança; representatividade no espaço escolar; valorização da identidade dos diferentes corpos; e o ensino da Língua Brasileira de Sinais.

Valorização do professor

No painel da tarde, os debates mudaram de perspectiva. Foi a vez de abordar, conforme o documento orientador da Conferência Nacional Popular de Educação/CONAPE, a valorização dos profissionais da educação: formação, carreira, remuneração e condições de trabalho e saúde.

Desta vez, contribuíram com o debate os professores mestres Luiz Alberto da Silva Lima, da Universidade do Estado da Bahia, e Gilvania Nascimento, da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação. Já a professora especialista Laizza Carvalho Santos, do Conselho Municipal de Educação, mediou o painel.

Para a professora Gilvânia Nascimento, esta é uma discussão importante nas políticas públicas, pois fortalecer os profissionais é também uma forma de valorizar a educação. “Aspectos que abrangem a carreira, condição de trabalho, responsabilidade, funções, o psicológico, e agora, além dos desafios diários, os desdobramentos da pandemia, são questões subjetivas e estruturais essenciais para a atuação profissional da educação”, argumentou.

O professor Luiz Alberto tratou das questões subjetivas do reconhecimento social e dignidade profissional para o docente. Para ele, é preciso desmistificar a construção da identidade e existência da profissão, pois o professor muitas vezes é visto nos processos para uma educação de qualidade como um super-herói ou vilão. Contudo, “o processo educativo deve ser uma prática coletiva através da participação do estado, da família, da comunidade escolar e também do professor”.

Segundo ele, é preciso ter senso de mobilização e desejo de mudar as estruturas da educação. Para isso, o debate deve ocorrer no âmbito nacional e não apenas nos municípios, onde as vivências são sentidas.

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