Espetáculo ‘Travessia’ estreia no Centro Cultural SESC de Feira de Santana

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“Travessia” faz coro à luta dos povos indígenas no Brasil, colocando a preservação do meio ambiente como único caminho para assegurar um futuro com a existência de todos.
“Travessia” faz coro à luta dos povos indígenas no Brasil, colocando a preservação do meio ambiente como único caminho para assegurar um futuro com a existência de todos.

Após dois anos longe dos palcos, a Coletiva de Teatro Insurgente retorna com o espetáculo teatral Travessia. Com texto autoral, Travessia traz questões urgentes no aqui e agora de forma poética e visceral. A apresentação será realizada em sessão única nesta quinta-feira (09/12/2021), às 20 horas, no teatro do Centro Cultural do SESC, em Feira de Santana. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do teatro das 14 às 16 horas (de terça-feira a sábado), a R$ 20 inteira, R$ 10 meia e R$ 16 para quem possui a carteira do Sesc. Vale lembrar que o uso de máscara é obrigatório.

Com autoria de Joel Carlos e Raphael Cardoso, o texto foi escrito durante o período pandêmico pela necessidade de criar e colocar em cena as forças esmagadoras que atuam no Brasil até os dias atuais. Para além de um espetáculo, “Travessia” mergulha em um universo de experimentalismo poético ao mesmo tempo que se coloca enquanto tática de força e luta para desocultar forças e estraçalha-las com a fúria da poesia e da imaginação. Sem tempo e fronteiras demarcadas, o texto atravessa o presente, o passado e projeta um cenário possível para o futuro. “Travessia” faz coro à luta dos povos indígenas no Brasil, colocando a preservação do meio ambiente como único caminho para assegurar um futuro com a existência de todos os seres vivos.

Escrita a partir do cruzamento entre “A Gaivota” de Anton Tchecov, “Grande Sertão: Veredas” de Guimarães Rosa e da força xamã de Davi Kopenawa, “Travessia” propõe, através da contracenação da Feiticeira Gaivota (Rebecca Braga), Surubim Xamã Jagunço (Joel Carlos) e o Rasgo da Voz (João Caetano), além de música ao vivo (Ruan Alves e João Antonio) e projeções (Mailson Santana), discursos, encruzilhadas, profusão de acontecimentos e novas aberturas no campo do sensível para ir além do que se vê.

“Travessia” nasceu em forma de experimento radiofônico, foi transformada em curta-metragem e agora ganhará os palcos, trazendo todas as linguagens artísticas de forma pulsante e em comunhão com o desejo de propor rotas de (re)existência.

A Coletiva de Teatro Insurgente

Localizada na sertaneja cidade de Feira de Santana (BA), a Coletiva de Teatro Insurgente tem como fundamento a linguagem antropofágica de Oswald de Andrade e a roseana, de Guimarães Rosa. Desde 2018 a companhia incorpora em seus trabalhos de teatro-ritual a música, as artes plásticas e a dança em processos de co-criação entre artistas.

A Coletiva iniciou seus trabalhos com a apresentação de Cenas Negras Insurgentes no Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro. Em 2019, a Coletiva apresentou Leituras Dramáticas em Tempos Urgentes, no Centro de Cultura Amélio Amorim, e a cena curta “Para Ver a Luz do Sol” no Museu de Arte Contemporânea Raimundo Oliveira (MAC). Em 2020, a Coletiva apresentou pela primeira vez a radiopeça Travessia, escrita em contexto pandêmico por Joel Carlos e Raphael Cardoso. Também lançou a Revista Miragem, projeto em formato audiovisual que promoveu bate-papos com profissionais das artes cênicas. Este ano, Travessia ganhou um curta-metragem.

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