Eleições 2022: ACM Neto erra ao citar Albert Einstein em discurso de lançamento de pré-candidatura a governador da Bahia

ACM Neto durante ato de lançamento da pré-candidatura ao governo da Bahia nas Eleições 2022.
ACM Neto durante ato de lançamento da pré-candidatura ao governo da Bahia nas Eleições 2022.

“Insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes” declarou ACM Neto, ao atribuir a frase à Albert Einstein (1879-1955), durante lançamento da pré-candidatura ao governo da Bahia através do partido de direita União Brasil (fusão do PSL com DEM), em evento para militantes ocorrido no Centro de Convenções de Salvador nesta quinta-feira (02/12/2021).

Apoiador do Golpe Jurídico-Parlamentar de 2016 que depós o Governo Rousseff e da eleição do extremista de direita Jair Bolsonaro, em 2018, à presidente da República, ACM Neto começou oficialmente a campanha ao governo estadual da Bahia tropeçando no conhecimento ao atribuir a autoria da frase sobre “insanidade” ao pensador alemão.

Mas esse não foi o maior e mais grave erro do neto do apoiador do Golpe de Estado Civil-Militar (Ditadura Militar no Brasil de 1964 a 1985), cujo resultado de décadas de Governos Magalhistas na Bahia foram marcados pela profunda favelização de Salvador, população estadual com baixos níveis educacionais, elevada concentração de renda, baixo poder aquisitivo da população, sistema público de saúde caótico e falta de planejamento estatal, com concentração da produção industrial na Região Metropolitana de Salvador (RMS), em um estado que equivale territorialmente a um país como a Alemanha.

Na essência, o discurso de ACM Neto foi um apelo ao vazio, às ideias de uma propaganda que apenas existiu no imaginário das pessoas que foram diretamente beneficiadas pelo poder exercido por, e através de, ACM (1927-2007). Neste aspecto, a família Magalhães sabe o quanto o período do Magalhsimo no governo da Bahia foi pródigo na geração de riqueza pessoal.

Uma revista ao histórico de construção do Sistema Metroviário Salvador – Lauro de Freitas será suficiente para compreender o contexto da análise, cuja atuação dos Magalhistas foi marcada por denúncia criminal de corrupção formulada pelo Ministério Público Federal (MPF) e, atraso e abandono da obra, ao passo em que nos 15 anos do Partido dos Trabalhadores (PT) no comando da Bahia, através dos Governos Wagner e Rui Costa, foi construída a terceira maior rede de metrô do país, e que se encontra em fase de expansão.

No contexto, como repetir o Magalhismo e obter resultado diferente do que ocorreu?

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Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).