Salvador: FUNCEB realiza encontro sobre Pierre Verger e homenageados em edição do ‘Prêmio de Fotografia’

Cici é pesquisadora, narradora de histórias dos orixás e uma das grandes mestras das tradições culturais negras na Bahia.
Cici é pesquisadora, narradora de histórias dos orixás e uma das grandes mestras das tradições culturais negras na Bahia.

Pessoas interessadas em fotografia, artes visuais, história e ancestralidade, têm um encontro marcado na quinta-feira (25/11/2021), às 15:30, no Palacete das Artes, em Salvador. Na ocasião acontecerá o evento ‘Encontros: uma conversa sobre amigos’, que trará três amigos de longas datas do fotógrafo e etnólogo Pierre Verger e dos homenageados com a exposição ‘Homenagem ao Percurso’, Egbomi Cici de Oxalá, Mestra Griò (Vovó Cici), Luis de Yemonjá (Pai Sereia) e Rina Angulo.

Na mesa de conversa, Egbomi Cici de Oxalá, Mestra Griò (Vovó Cici) falará sobre Pierre Verger; Rina Angulo falará sobre a fotógrafa Artele Soares; e o babalorixá Luis de Yemonjá (Pai Sereia) dialogará sobre o babalorixá do Ilê Axé Opô Aganju, Pai Balbino, homenageados na exposição que está disponível para visitação gratuita no Palacete das Artes até 30 de janeiro de 2022. A roda de conversa será mediada pelo coordenador de Artes Visuais da Funceb, Marcelo Reis, e por Rosana Moore, da Diretoria das Artes da Funceb.

A Egbomi Cici de Oxalá, Mestra Griò (Vovó Cici), falará sobre como sua história se cruzou com a de Pierre Verger. “fugi da escola em 1964 por situações políticas, e quando saí dessa vida de estudante ativista, fiquei muito doente e depressiva. Nessa época eu já era do candomblé, mas não era iniciada, e me dedicar aos orixás e cuidar do espírito me deu muita força. A partir do momento que conheci meu pai Fatumbi Pierre Verger que eu fui aprender a minha história como humana, como negra”.

O babalorixá Luis de Yemonjá revela: “Eu vou falar sobre a grandeza e sabedoria desse grande homem, desse grande pai que tanto para mim, quanto para outras pessoas, é muito importante na nossa vida religiosa. É um homem que divide o conhecimento dele com a gente, nos ensina a ser humilde pela humildade dele, e tive a grande oportunidade de conviver com ele, essa enciclopédia do candomblé viva, e poder usufruir desses conhecimentos”.

Já Rina Angulo destaca: “Arlete é uma pessoa surpreendente. É fotógrafa, editora e amiga. Fomos sócias na Editora Corrupio por 41 anos. No bate-papo será uma conversa informal, contando sobre meu convívio com ela e a importância do nosso trabalho editorial, além de contar sobre o seu olhar fotográfico, e a sua amizade com Verger e Balbino”.

Egbomi Cici de Oxalá, Mestra Griò (Vovó Cici) é pesquisadora, narradora de histórias dos orixás e uma das grandes mestras das tradições culturais negras na Bahia. Rina Angulo é brasileira naturalizada, produtora cultural e foi sócia da Editora Corrupio por 41 anos. Socióloga, também foi embaixadora de El Salvador no Brasil (2010 – 2015).

Já o babalorixá Luis de Yemonjá foi iniciado na década de 1980, tem 33 anos de babalorixá do Ilê Axé Opo Yia Ogunte, em Jacareí (São Paulo), é babakekere (Pai-pequeno, segunda pessoa na casa de candomblé) do Ilê Axé Opo Aganju, em Lauro de Freitas (Bahia), e omorixá de Balbino Daniel de Paula Obarayi.

O ‘Encontros: uma conversa sobre amigos’ integra o Programa Educativo Funceb, lançado junto à 8ª edição do Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger. Além da exposição ‘Homenagem ao Percurso’, também está aberta para visitação os 15 ensaios selecionados e premiados nesta edição do Prêmio Pierre Verger. Confira mais informações.

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