Rainhas do Radiador lança vídeo arte sobre espetáculo inspirado na modalidade circense Luta Livre

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Rainhas do Radiador se inspira em mulheres e figuras circenses fora dos padrões que fizeram história.
Rainhas do Radiador se inspira em mulheres e figuras circenses fora dos padrões que fizeram história.

O coletivo compartilha detalhes de seu processo criativo e trechos de uma entrevista exclusiva com Lana Campos, uma das primeiras mulheres da Luta Livre do Brasil. A modalidade ficou mundialmente conhecida, porém a versão feminina obteve pouca visibilidade.

Rainhas do Radiador se inspira em mulheres e figuras circenses fora dos padrões que fizeram história

No dia 18 de novembro de 2021 (quinta-feira), às 19:00, o grupo Rainhas do Radiador realiza o lançamento do vídeo arte documental “Raiow Rainhas – por tras da cena” no Facebook do Centro Cultural Tendal da Lapa (www.facebook.com/cctendaldalapa). A transmissão será gratuita, contará com tradução em Libras e legenda, ampliando a acessibilidade do público a esse conteúdo circense.

Com valor histórico para o circo brasileiro, o vídeo ganha caráter documental ao revelar trechos de uma entrevista exclusiva com Maria de Lourdes dos Reis, nome artístico Lana Campos, uma das primeiras mulheres a se inserir na Luta Livre no Brasil, modalidade que ficou mundialmente conhecida por misturar encenação teatral, combate e circo, porém foi pouco valorizada na versão feminina.

A mineira Lana Campos, que chegou em São Paulo aos treze anos de idade, tem uma história inusitada de início de carreira na modalidade. Casada aos 15 anos de idade e mãe de quatro filhos, Lana era cabeleireira quando conheceu Paulinho, irmão da então famosa lutadora circense Broto Cubano, que foi descoberta por Olga Zumbano, lutadora brasileira pioneira e tia do pugilista Éder Jofre.

Paulinho apresentou-a à irmã que logo se interessou em levá-la à Academia do Silva, no Largo do Paissandú, onde Lana passou a treinar luta livre, atração comum nos circos que viajavam pelo Brasil e única opção para as mulheres circenses na época, já que era proibido que elas se apresentassem em programas televisivos, por exemplo.

Quando chegavam em alguma cidade, Lana e outras lutadoras circenses se apresentavam lutando entre si, como uma demonstração de sua força. Depois dessas lutas coreografadas, elas desafiavam os homens da cidade a lutarem com elas. Os mais fortes, mais violentos e mais brutos eram sempre os escolhidos pelo público e tudo podia acontecer. Em alguns casos inclusive o risco de morte era real.

Além dos episódios circenses, Lana Campos participou de um filme de Mazaroppi, o “Jeca Macumbeiro” lutando com Broto Cubano, e de “A Opção ou As Rosas da Estrada”, de Ozualdo Candeias, lutando com Indiany, a Índia Flecha Ligeira, com quem fez dupla dez anos, após a morte de Broto Cubano.

No vídeo arte “Raiow Rainhas” o coletivo Rainhas do Radiador exalta a importância de Lana Campos, artista que chegou a ter seu próprio circo e compartilha também o processo de criação do espetáculo de mesmo nome, inspirado em figuras que fizeram história no circo, porém nunca tiveram este lugar de importância devidamente reconhecido.

Com personagens extravagantes e inusitados e seus números de habilidades que exaltam a potência presente em todo ser humano, “Raiow Rainhas” subverte o que seria motivo de submissão, vergonha, exclusão, para que se tornem a potência máxima de um show criativo e muito divertido.

Com direção de Geisa Helena, da Trupe Koscowisck, o espetáculo traz para o palco uma brincadeira com os antigos “Circos de Parque” com figuras pouco convencionais, atualizando o contexto para re-identificar os atuais “excluídos” e “rejeitados” da nossa sociedade.

O coletivo Rainhas do Radiador, que é formado por Loi Lima, Aline Hernandes e Ana Pessoa, duas palhaças LGBTs e uma negra, pesquisa a comicidade física feita por mulheres. Através de esquetes, acrobacias e cenas clássicas, as artistas usam de suas excentricidades e irreverência, não apenas para colocar mulheres dissidentes da norma em foco, mas também questionar a ausência e até o apagamento histórico de tantas outras figuras.

Com a temática de trazer para a cena o protagonismo de figuras apagadas da sociedade e da história das artes (como as mulheres que lutavam em circo, figuras femininas excêntricas, pessoas que divergem da norma por alguma característica, entre outras) a peça “Raiow Rainhas” questiona, de forma bastante cômica, o status quo das mulheres dentro do circo (principalmente negras e LGBT).

A ação faz parte do projeto Rainhas do Radiador contemplado na 5ª edição da Lei de Fomento ao Circo, da Secretaria de Cultura de São Paulo.

Agenda

  • O que: Vídeo arte “Raiow Rainhas – por tras da cena”
  • Quando:  18 de novembro de 2021 (Quinta-feira)
  • Onde: Facebook do Centro Cultural Tendal da Lapa
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