Plano B da elite capitalista, Sérgio Moro tem data agendada de ingresso no Podemos; Ex-juiz planeja disputar a presidência da República durante as Eleições 2022

No registro de 18 de janeiro de 2019, o então ministro Sérgio Moro participava de reunião com Jair Bolsonaro, presidente da República e membros do governo. Perfil reacionário, uso da magistratura para fins pessoais de poder e vinculação ao projeto nacional de extrema direita definem perfil do ex-juiz que atuou no julgamento do Caso Lava Jato em Curitiba.
No registro de 18 de janeiro de 2019, o então ministro Sérgio Moro participava de reunião com Jair Bolsonaro, presidente da República e membros do governo. Perfil reacionário, uso da magistratura para fins pessoais de poder e vinculação ao projeto nacional de extrema direita definem perfil do ex-juiz que atuou no julgamento do Caso Lava Jato em Curitiba.

Uma vez “unha e carne” do extremista de direita Jair Bolsonaro (sem partido), presidente da República, após deixar o cargo de ministro da Justiça, Sergio Moro começa a preparar terreno para sua candidatura nas eleições de 2022 fazendo críticas sobre as últimas decisões tomadas pelo governo no setor da economia.

De acordo com a revista Veja, o ex-ministro da Justiça e uma das figuras emblemáticas da Operação Lava Jato, o juiz Sergio Moro, está mesmo empenhado para concorrer à presidência da República. O ato de filiação está agendado para quarta-feira (10/11/2021), às 9 horas, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

Segundo a mídia, Moro comunicou a candidatura aos líderes do Partido Podemos, está montando equipe, tem o esboço do slogan que pretende adotar na campanha, rascunha propostas de governo, autorizou conversas sobre alianças, reúne-se com empresários e economistas e escolheu até quem será seu principal adversário no primeiro turno: o presidente Jair Bolsonaro.

“Quero apresentar um projeto para a reconstrução do país”, disse o juiz ao comentar a decisão de disputar as eleições do ano que vem.

Sobre seu principal adversário, de quem anteriormente já foi bastante amigo, Moro vem, recentemente, postando conteúdos criticando ações do governo federal, principalmente ligadas à economia.

Em artigo publicado, na sexta-feira (05/11),  na coluna que mantém revista Crusoé, Sérgio Moro faz uma série de observações sobre o tema e diz que a proposta da pasta de Paulo Guedes de romper o teto de gastos sairá caro, principalmente para os mais pobres.

“Na última quarta-feira [3] foi rompido explicitamente o teto de gastos pelo governo com a concordância expressa da área econômica, a pretexto de garantir recursos para expandir o Bolsa Família ou o Auxílio Brasil. Ampliar programas de transferência de renda, considerando o cenário econômico, é positivo, mas isso poderia ser feito sem arrebentar o teto de gastos. O país, sobretudo os mais pobres, pagarão um preço caro pelo populismo do governo federal […]”, diz um trecho da coluna.

Moro ainda afirma que “sepultada a Lava Jato pelo atual governo, a próxima vítima parece ser o Plano Real. Estamos brincando na beira do abismo da deterioração institucional e econômica”.

Ainda não se tem a certeza da recepção por parte da população à candidatura de Sergio Moro. O magistrado é muito conhecido pela classe média, apoiadores de Bolsonaro e defensores da direita, mas não tem grande representatividade diante da grande “massa”.

Talvez, a declaração do vice-presidente, Hamilton Mourão, feita ontem (4), vá de encontro ao que Moro precisa cativar para ter notoriedade em 2022: “Vejo Moro como um nome forte […] agora, tem que empolgar a massa. Hoje, quem empolga as massas são Lula e Bolsonaro”.

Perfil de um bolsonarista 

Alguns elementos definem o perfil reacionário de Sérgio Moro, a exemplo do uso da magistratura para fins pessoais de poder e vinculação ao projeto nacional de extrema direita definem perfil do ex-juiz que atuou no julgamento do Caso Lava Jato em Curitiba.

A série de pesquisas divulgadas por diversos institutos indicam como muito provável a impossibilidade de Jair Boslonaro vencer Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa para presidente da República em 2022.

A pré-candidatura de Sérgio Moro surge neste contexto, ou seja, como uma opção da elite reacionária do país para disputar a chefia do governo e manter o projeto neoliberal, cujo resultado é a regressão socioeconômica e política da população.

*Com informações da Sputnik Brasil.

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