Associação de juízes diz que Sérgio Moro e Deltan Dallagnol usaram Sistema Judicial em proveito próprio; Fatos apontam para pré-candidatura dos parceiros do Caso Lava Jato nas Eleições 2022

Sobre a candidatura nas Eleições 2022 do ex-juiz Sérgio Moro e de Deltan Dallagnol, ex-chefe da força-tarefa do Caso Lava Jato em Curitiba, Associação Juízes para a Democracia diz que eles usaram o sistema judicial em proveito próprio.
Sobre a candidatura nas Eleições 2022 do ex-juiz Sérgio Moro e de Deltan Dallagnol, ex-chefe da força-tarefa do Caso Lava Jato em Curitiba, Associação Juízes para a Democracia diz que eles usaram o sistema judicial em proveito próprio.

Em nota divulgada neste domingo (07/11/2021), a Associação Juízes para a Democracia (AJD) emite manifesto sobre as notícias das candidaturas do ex-juiz Sergio Moro e de Deltan Dallagnol, ex-chefe da Força-Tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, nas eleições de 2022. Para a entidade, os dois nunca atuaram contra a corrupção e usaram o Sistema Judicial do Brasil em proveito próprio.

Atuação associativa e fins de poder

Sérgio Moro tem data agendada para ingresso no Partido Podemos, objetivando disputar à presidência da República durante as Eleições 2022. O ato de filiação ocorre na quarta-feira (10/11/2021), às 9 horas, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

Em 3 de novembro de 2021, Deltan Dallagnol teve concretizado o pedido de exoneração do Ministério Público Federal (MPF) e no dia seguinte (04/11) publicou vídeo no qual apresenta o desejo em participar de atividade político-partidária. 

Em tese, as evidências colhidas pelo Sistema de Justiça no Caso Spoofing apontam para uma possível atuação associativa entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol durante o transcurso do Caso Lava Jato, em fatos que indicam que agiram transgredindo a Lei e a ética, para fins de poder e enriquecimento pessoal.

Nota da AJD

— A Associação Juízes para a Democracia (AJD), ante a notícia das candidaturas de Sérgio Moro e Deltan Dallagnol, vem a público reiterar sua denúncia acerca da existência de manipulação política no bojo da denominada “Operação Lava-jato”.

— Moro e Dallagnol nunca atuaram contra a corrupção.

— Ao contrário, utilizaram o sistema de justiça para obstaculizar um projeto político popular e nacionalista, resultando em eleições parciais, já que afastado o candidato com maiores intenções de voto, em 2018.

— Aos danos à democracia, somam-se a destruição da indústria naval e da construção civil brasileiras, entre outros nefastos efeitos do Lawfare praticado por esses que, agora, sem pudor algum, desvelam quais eram suas verdadeiras intenções: a manipulação da justiça em proveito próprio.

— Caída a máscara da caçada implacável aqueles que eles chamavam de corruptos, Moro e Dallagnol escancaram que seu maior projeto era alavancar suas próprias carreiras políticas, vilipendiando seus cargos públicos, no Judiciário e no Ministério Público.

— Tal como em outras ocasiões, especialmente durante a visita institucional à vigília “Lula Livre”, a AJD vem reforçar seu alerta à sociedade, quanto aos riscos e prejuízos à democracia que a prática do Lawfare e a atuação impune de Sérgio Moro e Deltan Dallagnol (dentre outros) representam.

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