A importância da Amazônia para a defesa da América do Sul | Por Luiz Holanda 

Forças militares atuam em cooperação na defesa da preservação da Amazônia Legal Brasileira
Forças militares atuam em cooperação na defesa da preservação da Amazônia Legal Brasileira

A importância da Amazônia para a América do Sul se insere num contexto de segurança e sobrevivência. 61% do seu território pertence ao Brasil. Outros oito países a integram, como a  Colômbia, Peru, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana Inglesa, Guiana Francesa e Suriname. São 7 milhões de quilômetros quadrados de extensão, sendo que 79% desse total, equivalente a 5 milhões e 500 mil quilômetros quadrados), pertencem ao Brasil. É a maior Floresta Tropical do planeta.

As riquezas existentes nos 7,4 mil quilômetros de costa e 3,5 milhões de quilômetros quadrados do seu espaço marítimo são nossas. Nós a denominamos de Amazônia Azul. Por conta de suas abundantes riquezas naturais e minerais, é cobiçada pelas grandes potencias.  Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, Amapá, Pará, parte do Mato Grosso, do Tocantins e do Maranhão integram o seu território terrestre e marítimo, formando a Amazônia Legal.

Ultimamente fala-se muito em desmatamento, agravado pelo fato de não gerar qualquer atividade econômica. Na Indonésia, por exemplo, o desmatamento é para produzir óleo de Palma. Aqui é para colocar alguns bois no pasto e fingir que tem alguma atividade econômica. Não é sem razão de a região ter sido o assunto central da COP-26 de Glasgow, onde a devastação foi bastante criticada.

A importância dessa imensidão de floresta é enorme. Navegação, turismo, pesca, geração de energia renovável e extração de petróleo são algumas de suas riquezas. Muita gente fica se perguntando por que o mundo se preocupa tanto com a Amazônia brasileira se a região é contemplada por outros países. Se a Amazônia brasileira fosse um país seria o sétimo maior do mundo em extensão territorial. O problema é que o foco dessa gente não é o tamanho da floresta, mas sim o que ela representa como o principal bioma em biodiversidade do mundo, a maior bacia hidrográfica e a maior floresta tropical do planeta. De uns tempos para cá, várias personalidades internacionais começaram a propagar que a região é patrimônio da humanidade. Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos declarou, certa vez, que nós, brasileiros, estamos muito enganados achando que a Amazônia é propriedade nossa.

O Presidente da França, Emmanuel Macron, se referindo a Amazônia em relação às queimadas, disse que “Nossa casa queima. Literalmente…”.  Macron defende conferir um status internacional para a Amazônia. O Primeiro Ministro do Canadá, Justin Trudeau, ressaltou: “Precisamos agir pela Amazônia e pelo nosso planeta. Nossos filhos e netos contam conosco”.

Não resta dúvida que a Amazônia é a localidade da América do Sul mais propensa a uma invasão territorial devido aos problemas estruturais que ali se encontram. Seja por uma potência estrangeira, seja por uma guerra Proxy, o fato é que existe uma grande ameaça à segurança, não só do Brasil como de toda a América do Sul. A Amazônia é estratégica para os Estados sul-americanos por poder constituir uma das linhas de defesa do subcontinente. Daí a necessidade de uma integração de suas forças armadas para defesa desse território – base física desses Estados.

O Brasil reconhece essa necessidade. O bioma amazônico é um ecossistema único, abrigando a maior biodiversidade do planeta. Estima-se que nesse bioma, além das riquezas naturais, só de animais vivem cerca de 30 milhões, além de meio bilhão de pessoas. Se os países desse subcontinente não se prepararem para a sua defesa, nenhum deles conseguirá, sozinho, deter os invasores.

*Luiz Holanda, advogado e professor universitário.

Sobre Luiz Holanda 371 Artigos
Luiz Holanda é advogado e professor universitário, possui especialização em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (SP); Comércio Exterior pela Faculdades Metropolitanas Unidas de São Paulo; Direito Comercial pela Universidade Católica de São Paulo; Comunicações Verbais pelo Instituto Melantonio de São Paulo; é professor de Direito Constitucional, Ciências Políticas, Direitos Humanos e Ética na Faculdade de Direito da UCSAL na Bahia; e é Conselheiro do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/BA. Atuou como advogado dos Banco Safra E Econômico, presidiu a Transur, foi diretor comercial da Limpurb, superintendente da LBA na Bahia, superintendente parlamentar da Assembleia Legislativa da Bahia, e diretor administrativo da Sudic Bahia. E-mail para contato: lh3472@hotmail.com.