Presidente de Taiwan alerta para consequências ‘catastróficas’ se país passar a ser controlado pela China

Tsai Ing-Wen, presidente de Taiwan.
Tsai Ing-Wen, presidente de Taiwan.

A presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, escreveu em um artigo publicado nesta terça-feira (05/10/2021) que a queda de Taiwan nas mãos da China provocaria consequências “catastróficas” para a paz na Ásia.

Em seu texto publicado na revista Foreign Affairs, a presidente de Taiwan destacou que, como os países reconhecem cada vez mais a ameaça colocada pelo Partido Comunista da China, eles devem compreender o valor de trabalhar com a ilha.

“E eles devem se lembrar que se Taiwan caísse, as consequências seriam catastróficas para a paz regional e o sistema da aliança democrática. Seria um sinal de que na competição global de valores de hoje o autoritarismo está em vantagem sobre a democracia”, conforme Tsai.
Taiwan não procura um confronto militar e quer uma coexistência pacífica, estável, previsível e mutuamente benéfica com seus vizinhos, afirmou a presidente.

“Mas se sua democracia e modo de vida forem ameaçados, Taiwan fará tudo o que for preciso para se defender”, disse Tsai, adicionando que o povo taiwanês “se levantará” se a existência de Taiwan for ameaçada, deixando claro que a democracia é inegociável.

Tsai voltou a apelar a negociações com a China, se forem realizadas em espírito de igualdade e sem condições políticas prévias. Ela destacou que Taiwan é um país democrático e ocidental, mas influenciado pela civilização chinesa e moldado pelas tradições asiáticas.

No mesmo dia, o premiê taiwanês, Su Tseng-chang, disse que Taiwan deve “ficar em alerta” por causa das atividades militares da China, que são “excessivas”. A declaração se segue à incursão de pelo menos 52 aviões chineses na zona de identificação de defesa aérea de Taiwan na segunda-feira (4).

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Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).