Nações Europeias apelam a Israel contra assentamentos na Cisjordânia

Assentamentos na Cisjordânia são considerados ilegais pela lei internacional, afirmam países europeus.
Assentamentos na Cisjordânia são considerados ilegais pela lei internacional, afirmam países europeus.

Doze países europeus pediram a Israel nesta quinta-feira (28/10/2021) o cancelamento imediato dos planos de construção de mais de 3 mil casas em assentamentos na Cisjordânia ocupada.

Nesta quarta-feira, Israel realizou avanços para a construção de residências de colonos na região disputada, em uma medida amplamente criticada pelos palestinos.

O comitê de planejamento da administração civil – órgão que supervisiona assuntos civis nos territórios palestinos – deu a aprovação final para que 1,8 mil casas sejam erguidas, e aprovou inicialmente a construção de outras 1,344.

Após os Estados Unidos criticarem o plano israelense, as nações europeias fizeram o pedido através de uma declaração conjunta. Assinam o documento os ministros do Exterior da França, Alemanha, Bélgica, Espanha, Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Itália, Noruega, Holanda, Polônia e Suécia.

“Instamos o governo de Israel a reverter sua decisão de avançar os planos de construção de aproximadamente 3 mil unidades em assentamentos na Cisjordânia”, diz o texto.

“Reiteramos nossa forte oposição a essa política de expansão de assentamentos ao longo dos territórios palestinos ocupados que violam leis internacionais e minam os esforços voltados para a solução de dois Estados.”

Cisjordânia abriga 450 mil colonos

Em torno de 450 mil colonos israelenses vivem em assentamentos na Cisjordânia, algo considerado ilegal pelas leis internacionais. Os palestinos reivindicam a posse do território para a criação de seu próprio estado no futuro.

As aprovações da administração civil vieram um dia depois de o governo americano criticar a política israelense de construir assentamentos. O presidente dos EUA, Joe Biden, disse que seu governo se opõe veementemente a novas construções na Cisjordânia.

“Pedimos às duas partes que evoluam com base nos passos tomados nos últimos meses para melhorar a cooperação e reduzir as tensões”, afirmaram as nações europeias.

*Com informações do DW.

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