Ministério da Economia sofre debandada de 4 secretários em meio à negociação para descumprir limite de gastos

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Nesta quinta-feira (21/10/2021), os secretários de Tesouro e Orçamento pediram demissão dos cargos. O anúncio foi feito pelo Ministério da Economia. Ministro Paulo Guedes perde quatro auxiliares.
Nesta quinta-feira (21/10/2021), os secretários de Tesouro e Orçamento pediram demissão dos cargos. O anúncio foi feito pelo Ministério da Economia. Ministro Paulo Guedes perde quatro auxiliares.

O ex-presidente Michel Temer (MDB) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), criticaram nesta quinta-feira (21/10/2021) a proposta do ministro da Economia, Paulo Guedes, de pagar parte do Auxílio Brasil fora do teto de gastos.

Na quarta-feira (20), o presidente, Jair Bolsonaro (sem partido), confirmou o valor de R$ 400 para o programa, que substituirá o Bolsa Família.

​”Lá fora, as pessoas que têm trilhões de dólares para investir em atividade produtiva em um país onde haja segurança jurídica, eles estão olhando como nos comportamos fiscalmente. Se você derrubar o teto, isso vai ter uma repercussão negativa lá fora”, disse o ex-presidente, citado pelo jornal O Globo.
Doria, por sua vez, disse que um economista responsável não pode defender furar teto.

“Furar teto é crime de responsabilidade. Crime de responsabilidade que levou ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff [PT] […]. Economize o dinheiro. Faça as reformas para ter dinheiro para o auxílio emergencial. Para fazer aquilo que não foi feito em dois anos e meio de governo: proteção aos mais pobres, geração de empregos aos mais vulneráveis. E não furar teto. Sou absolutamente contrário a isso”, frisou o governador de São Paulo.

O governador de São Paulo, João Doria, recebe os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e, no vídeo, Michel Temer e José Sarney, São Paulo, 31 de julho de 2021
Secretários de Guedes pedem demissão.

O secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, pediram exoneração de seus cargos ao ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta quinta-feira (21). A decisão foi comunicada pelo Ministério da Economia.

“Funchal e Bittencourt agradecem ao ministro pela oportunidade de terem contribuído para avanços institucionais importantes e para o processo de consolidação fiscal do país”, afirma a nota, reproduzida pelo jornal.
A pasta disse que a decisão é pessoal. As demissões ocorrem em momento de descontentamento da equipe econômica com a mudança no teto de gastos para acomodar despesas com o novo Auxílio Brasil.

*Com informações Sputnik.

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