Governo Colbert Martins comenta crise no transporte público de Feira de Santana e nota emitida pela Viação Rosa informando sobre pedido de rescisão contratual 

Governo Colbert Martins contesta nota enviada pela Viação Rosa e diz aguardar decisão da Justiça sobre rescisão contratual do lote A, referente a região norte do Sistema Público de Transporte de Feira de Santana.
Governo Colbert Martins contesta nota enviada pela Viação Rosa e diz aguardar decisão da Justiça sobre rescisão contratual do lote A, referente a região norte do Sistema Público de Transporte de Feira de Santana.

Em nota divulgada neste sábado (30/10/2021), o Governo Colbert Martins comentou sobre a crise no transporte público de Feira de Santana e prestou esclarecimento sobre a atuação da Viação Rosa, empresa concessionária do lote A, referente à região norte do Sistema Público de Transporte.

A administração municipal reafirma que a empresa Rosa está operando o transporte público municipal de Feira de Santana, à exceção de quatro linhas referentes à zona rural, que foram abandonadas pela concessionária no dia 23 de outubro.

Segundo o governo, a viação Rosa é obrigada contratualmente a operar as linhas, situação cumprida até maio de 2020. Neste sentido, a Viação São João, outra concessionária do Sistema, aceitou operar as quatro linhas que atendem usuários da zona rural.

A Prefeitura Municipal de Feira de Santana (PMFS) prossegue com o comunicado reafirmando que objetivando “assegurar o direito da população ao serviço essencial de transporte público decretou tanto situação de emergência quanto de intervenção na Via Feira”.

A nota é conclusa com a manifestação do governo dizendo aguardo que o pedido à Justiça formulado pela empresa Rosa, com a finalidade de rescindir contrato com o Município, seja apreciado.

Em outro comunicado emitido neste sábado, a PMFS informou que o Sistema Público de Transporte opera com regularidade. 

Nota de esclarecimento referente ao serviço de transporte público urbano

1 – A concessionária Rosa continua operando no transporte público urbano, exceto as 4 linhas rurais que abandonou desde o último dia 23;

2 – A empresa Rosa tem obrigação de operar as quatro linhas rurais, uma vez que estão previstas no contrato de concessão assinado com o Município. São linhas similares às outras 6, que a própria concessionária continua atendendo, inclusive neste sábado, 30;

3 – A concessionária São João aceitou, temporariamente, operar as 4 linhas para mitigar os efeitos iniciais da crise sanitária, em maio de 2020, que chegou a ter redução de 83% no número de passageiros;

4 – O contrato de concessão assinado pela ROSA previa as citadas linhas e a empresa, no processo licitatório, não questionou. Por obrigação contratual operou regularmente até maio do ano passado, quando a concessionária São João resolveu temporariamente assumir;

5 – Os decretos de emergência publicados na quinta-feira, 28, e ontem (29), sendo este de intervenção na Via Feira, asseguram preventivamente a manutenção desses recursos;

6 – Atualmente a zona rural é atendida por 13 linhas do Sistema de Transporte Coletivo Urbano e 27 linhas do Sistema de Transporte Público Alternativo e Complementar (STPAC). O problema ocorrido nos últimos dias se deu em 4 linhas do Sistema de Transporte Coletivo Urbano que, conforme obrigação contratual, é de atendimento da ROSA;

7 – A Prefeitura de Feira entendendo que a manifestação, mesmo que legítima nas suas reivindicações, não poderia privar os demais usuários (78 linhas) do seu direito constitucional de ir e vir utilizando o SERVIÇO ESSENCIAL de transporte público, ingressou com medida judicial para assegurar o interesse público da coletividade, solicitação que foi deferida pelo Poder Judiciário;

8 – A Prefeitura de Feira visando assegurar o direito da população ao SERVIÇO ESSENCIAL de transporte público decretou tanto situação de emergência quanto de intervenção na Via Feira. Em tempo, aguarda manifestação da Justiça quanto ao pedido de rescisão da ROSA;

9 – O serviço no transporte público urbano foi restabelecido neste sábado, 30, exceto as 04 linhas rurais que estão sendo atendidas, emergencialmente, pelo Sistema de Transporte Público Alternativo e Complementar (STPAC).

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Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).