Países ricos descumprem meta de fundo de mudanças climáticas para nações pobres

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A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021, também conhecida como COP26, é a 26ª conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Está programada para ser realizada na cidade de Glasgow, na Escócia, entre 31 de outubro e 12 de novembro de 2021, sob a presidência do Reino Unido.
ONU alerta que desconfiança entre países ricos e pobres prejudicará as conversas na COP26, a próxima cúpula do clima. Nações de renda alta prometeram em 2009 doar US$ 100 bilhões anuais para ajudar países de renda baixa e média a cortarem emissões e a lidarem com os impactos de um planeta mais quente.

ONU alerta que desconfiança entre países ricos e pobres prejudicará as conversas na COP26, a próxima cúpula do clima. Nações de renda alta prometeram em 2009 doar US$ 100 bilhões anuais para ajudar países de renda baixa e média a cortarem emissões e a lidarem com os impactos de um planeta mais quente.

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) afirmou nesta sexta-feira (17/09/2021) que os países ricos não têm cumprido a promessa de doar 100 bilhões de dólares anuais (R$ 529 bilhões) para ajudar os países de renda baixa e média a adotarem ações contra as mudanças climáticas e a lidarem com os efeitos do aquecimento global.

Os países de renda baixa e média são os que, historicamente, menos contribuíram para o aquecimento do planeta, e enfrentam hoje os piores efeitos das mudanças climáticas, mas em 2019 receberam 79,6 bilhões de dólares (R$ 421 bilhões) desse fundo, abaixo da meta, segundo um relatório da organização. O volume representa menos de 2% a mais do que o doado no ano anterior.

A maior parte dos fundos disponibilizados em 2019 foram destinados ao corte de emissões, e apenas um quarto dos recursos foram destinados à adaptação para enfrentar as mudanças climáticas.

“O progresso limitado de 2018 para 2019 no volume de recursos financeiros relacionados ao clima é decepcionante, ainda mais às vésperas da COP26 [cúpula do clima que será realizada em novembro]”, disse o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann.

O que está sendo feito para aumentar o volume dos fundos para o clima?

Segundo a OCDE, a Alemanha e o Canadá estão promovendo um plano para mobilizar os fundos adicionais necessários para alcançar a meta de 100 bilhões de dólares por ano.

Sem o apoio prometido, muitas das nações mais pobres e vulneráveis afirmam que não poderão tomar as medidas necessárias para cortar emissões de gases do efeito estufa ou lidar com os impactos de um planeta mais quente.

A comunidade internacional se comprometeu a fornecer os fundos anuais durante uma cúpula do clima realizada pela ONU em 2009, em Copenhague. Os 100 bilhões de dólares provêm de fontes públicas e privadas.

Qual é a perspectiva atual?

Os números de 2019 são os mais recentes disponíveis. Os dados sobre o ano seguinte serão divulgados somente em 2022.

“Apesar de os dados verificados sobre 2020 não estarem disponíveis até o início do próximo ano, está claro que o fundo climático continuará abaixo da sua meta”, disse Cormann. “É preciso fazer mais. Sabemos que os países doadores reconhecem isso.”

A União Europeia se comprometeu nesta semana a elevar as doações para o fundo do clima para países de renda baixa e média. O assunto deverá ser um dos principais tópicos da COP26, em novembro, no Reino Unido.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, alertou nesta semana que as conversas na próxima cúpula do clima serão prejudicadas pela desconfiança entre as nações de renda alta e as de renda média e baixa.

*Com informações do DW.

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