ACM Neto perdeu aliados, se juntou a Jair Bolsonaro e matou o partido do avô, comenta Éden Valadares

Presidente do PT da Bahia, Éden Valadares, comenta aliança entre os extremistas de direita Jair Bolsonaro e ACM Neto, e o eminente fim do DEM, a partir da fusão do PSL, partido pelo qual foi eleito o presidente.
Presidente do PT da Bahia, Éden Valadares, comenta aliança entre os extremistas de direita Jair Bolsonaro e ACM Neto, e o eminente fim do DEM, a partir da fusão do PSL, partido pelo qual foi eleito o presidente.

O presidente do Partido dos Trabalhadores da Bahia, Éden Valadares, criticou a manobra de ACM Neto de liberar os diretórios municipais e regionais do novo partido que sairá da fusão do DEM e PSL para apoiar qualquer candidato à presidência da república, com a intenção de continuar sustentando o governo de Jair Bolsonaro. “Que ACM Neto não é um cara de grupo, todos sabem, mas sua ganância pelo poder e seu individualismo parecem não encontrar limites. Por seu projeto pessoal, Neto perdeu aliados, se juntou a Bolsonaro e matou o partido do avô”, afirmou.

Éden destacou ainda que Neto rompeu com políticos da sua base para assegurar a aliança com o presidente “Não é opinião, é só lembrar os fatos, passo a passo. Primeiro ele perdeu Rodrigo Maia, Eduardo Paes e Rodrigo Garcia para manter aliança com Jair Bolsonaro. Repare, prefeito do Rio, vice governador de São Paulo e um presidente da Câmara. Todos abandonaram o DEM. Agora ele decreta o fim do próprio partido para oferecer palanques estaduais para Bolsonaro e não perder as verbas e cargos no governo federal na Bahia”.

“Definitivamente ACM Neto confirma sua face mais individualista e põe sua vaidade acima de qualquer programa partidário. Entre o tal liberalismo do DEM ou seu plano pessoal, optou pelo segundo”, afirmou o presidente do PT Bahia.

O DEM, presidido nacionalmente por Neto, é um dos partidos mais fiéis a Bolsonaro na Câmara, apoiando o Governo Federal em 93% das pautas, além de contar com dois ministros na Esplanada – Tereza Cristina e Onyx Lorenzoni, nas pastas da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Trabalho e Previdência.

O ex-prefeito de Salvador também tem aliados com cargos na gestão de Bolsonaro, como João Roma (ministro da Cidadania) e o deputado Paulo Azi, ex-vice-líder do Governo na Câmara. Recentemente, Azi acompanhou Bolsonaro em agenda política na Bahia, em que apareceu com o presidente em uma foto em um avião.

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