EUA: Chuvas do Ida inundam lares em Nova Iorque e deixam 44 mortos

Resquícios do furacão provocaram chuvas torrenciais em Nova Iorque.
Nova York, Nova Jersey e outros três estados foram fortemente afetados pelas tempestades e enchentes instantâneas, que mataram dezenas. Trabalho de limpeza e reparos avança, enquanto prossegue a busca por mais vítimas.

Pelo menos 48 morreram durante a passagem do furacão Ida no nordeste dos Estados Unidos, com chuvas de intensidade recorde. A tempestade gerou fortes enchentes repentinas que sobrecarregaram os sistemas de drenagem urbana, inadequados a tamanha precipitação em tão pouco tempo. A água invadiu casas, estações de metrô e deixou várias ruas inundadas.

Entre os cinco estados da região afetados, Nova Jersey registrou o maior número de mortes, no mínimo 25. A maior parte dos óbitos ocorreu dentro de automóveis submergidos, cidadãos também que foram arrastados pelas fortes correntezas criadas pelas chuvas. Houve também vítimas em Maryland, Pensilvânia, Connecticut e Nova York, onde 11 morreram afogados em apartamentos abaixo do nível da rua.

As buscas por outras possíveis vítimas prosseguem nesta sexta-feira (03/09/2021), enquanto avança o trabalho de limpeza das ruas, retirada de lama, remoção de carros destruídos e detritos, além de uma operação de limpeza no sistema de transporte público.

Algumas seções do metrô de Nova York continuavam desativadas, enquanto prosseguem os reparos dos estragos causados pelas chuvas, iniciadas na última quarta-feira. Os governos estaduais pediram avaliações sobre como prevenir catástrofes como essa.

Nova Jersey e Nova York gastaram bilhões de dólares na melhora da proteção contra enchentes após a devastação pela supertempestade Sandy, em 2012, mas grande parte da medidas visou as regiões costeiras, assim como as planícies de inundação.

Biden envia ajuda

O presidente Joe Biden autorizou a declaração do estado de calamidade para ambos os estados, o que permite mobilizar as agências federais para prestar assistência às regiões mais atingidas.

Ele apelou por maior determinação pública para lidar com as mudanças climáticas e ajudar o país a superar tempestades, enchentes e incêndios florestais que afetam diversas regiões americanas.

“Minha mensagem a todos os afetados é: estamos juntos nesta situação. A nação está aqui para ajudar”, declarou o político democrata na Casa Branca.

*Com informações do DW.

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Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).