Todos deputados do PT votam contra PEC do voto impresso proposta pelo Governo Bolsonaro

Deputado federal José Cerqueira Neto (Zé Neto, PT-BA) e demais membros da bancada baiana do Partido dos Trabalhadores na Câmara comemorou rejeição da proposta que previa a impressão de comprovantes físicos de votação proposta pelo Governo Bolsonaro.
Deputado federal José Cerqueira Neto (Zé Neto, PT-BA) e demais membros da bancada baiana do Partido dos Trabalhadores na Câmara comemorou rejeição da proposta que previa a impressão de comprovantes físicos de votação proposta pelo Governo Bolsonaro.

Todos os deputados do Partido dos Trabalhadores votaram contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do voto impresso, incluindo os da bancada baiana do PT no Congresso Nacional. Pauta do governo Jair Bolsonaro que representava um retrocesso e um risco para a democracia no país, a PEC sofreu uma derrota na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (10/08/2021).

Os deputados baianos do PT – Zé Neto, Afonso Florence, Valmir Assunção, Waldenor Pereira, Joseildo Ramos e Jorge Solla – comemoraram o resultado da votação e criticaram a insistência do presidente Jair Bolsonaro em atacar o sistema eleitoral eletrônico, com acusações falsas e infundadas. “Voto impresso é a cortina de fumaça usada por Bolsonaro para esconder um projeto de fome e desemprego. Um governo fracassado, que se alimenta de Fake News”, afirmou Valmir Assunção.

Joseildo Ramos ressaltou a confiabilidade do sistema eleitoral que opera há 20 anos no Brasil sem nenhum indício de violação. “É importante lembrar que a urna eletrônica é segura e auditável. A própria alternância de poder (FHC, Lula, Dilma, Bolsonaro) prova que essa proposta é estapafúrdia”. Waldenor Pereira também falou sobre a inviolabilidade do sistema. “Urnas eletrônicas são usadas desde 1996, de lá pra cá, nunca houve qualquer prova de fraude eleitoral”.

Já Afonso Floerence chamou a atenção para o risco que a aprovação da PEC poderia trazer para o país. “Voto impresso é uma tentativa de milicianos capturar as instituições. Numa área controlada pelo tráfico, se a cidadã ou cidadão, não provar que votou no candidato deles, sofrerá retaliação. É gravíssimo ataque à democracia”.

Desfile – Os petistas também repudiaram a realização do desfile militar com tanques de guerra nos arredores do Congresso Nacional, na manhã desta terça-feira, 10, o que foi considerado uma clara tentativa de intimidação por parte do presidente no dia da votação da PEC do voto impresso e da sua já esperada derrota. “O golpismo é a essência desse governo. Desrespeito ao povo brasileiro que ainda sofre com a pandemia, desemprego e retorno à pobreza”, afirmou Valmir Assunção.

O deputado Waldenor Pereira destacou que a “tentativa de revelar força, revelou um presidente fraco, desesperado e tanques caindo aos pedaços nas ruas de Brasília”, enquanto Zé Neto disse que Bolsonaro não tem forças para dar golpe: “Por outro lado, age como animador da plateia para desviar a atenção, enquanto a boiada passa e o Centrão, junto com Bolsonaristas, vão vendendo o país”.

Ex-secretário de saúde da Bahia, o deputado Jorge Solla acredita que Bolsonaro seguirá com suas manobras antidemocráticas, mas ressaltou que o presidente será responsabilizado pelos seus crimes. “Ele não evitará sequer seu fim trágico atrás das grades. Ele e seus filhos. E se criarem muitos problemas, alguns militares também. Hoje eles foram desmoralizados, chacota nacional”.

“Nem tanques nas ruas e nem ameaças vão tirar a independência entre os poderes”, afirmou Lídice da Mata

A deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA) afirmou que a derrota da PEC do Voto Impresso na Câmara dos Deputados mostra que nem as ameaças de Jair Bolsonaro à democracia e nem os tanques de guerra nas ruas vão tirar a indecência entre os poderes da República. “Nós, deputados e deputadas, queremos aqui debater e votar sim, pautas como o aumento do auxílio-emergencial, vacinas para crianças e jovens, além da retomada do desenvolvimento e do emprego”, disse.

Para ser aprovada, a Proposta de Emenda Constitucional precisava de 308 votos, mas só obteve 229.

“Não adiantou Bolsonaro colocar tanques nas ruas e nem abrir os cofres do seu orçamento paralelo. Quem venceu foi a democracia e o povo que vive nos bairros carentes, que não precisarão prestar contas de seus votos para ninguém”, finalizou.

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