Semana de combate à leishmaniose de Feira de Santana foca no controle e prevenção

Nesse período, o Programa Municipal de Leishmaniose também vai investigar a doença em cães na zona rural de Ipuaçu.
Nesse período, o Programa Municipal de Leishmaniose também vai investigar a doença em cães na zona rural de Ipuaçu.

A Semana Nacional de Combate e Controle à Leishmaniose teve início nesta terça-feira (10/08/2021), e segue até dia 17. No cronograma de atividades, rodas de conversa, ações de prevenção e tratamento da doença e um ciclo de capacitações com webinários sobre ‘Os impactos biopsicossociais da Leishmaniose Tegumentar’.

Nesse período, o Programa Municipal de Leishmaniose também vai investigar a doença em cães na zona rural de Ipuaçu.

“Já foram realizados 43 testes, sendo 12 amostras reagentes e quatro com sorologia positiva para calazar”, explica a enfermeira referência técnica Thais Peixoto.

A Leishmaniose Visceral (LV), popularmente conhecida por “calazar”, é uma doença infecciosa não contagiosa, causada por parasitas que vivem e se multiplicam no interior das células do sistema de defesa do hospedeiro. A forma de transmissão é por meio da picada do mosquito-palha ou birigui (Lutzomyia longipalpis).

A doença é caracterizada pelo aparecimento de febre de longa duração, perda de peso, perda ou diminuição da força física, fraqueza muscular, hepatoesplenomegalia (aumento do tamanho do fígado e do baço) e anemia, dentre outros. Se não tratada, pode evoluir para morte em mais de 90% dos casos confirmados.

Casos confirmados

De acordo com o coordenador de Endemias, Edilson Matos, em 2020, Feira de Santana confirmou 10 casos da doença em humanos nos bairros Capuchinhos, Queimadinha, Nova Esperança, Tomba, Gabriela e nos distritos de Matinha e Maria Quitéria. Já neste ano foram notificados três casos e não houve óbitos no período.

As ações de vigilância epidemiológica para controle do vetor no munícipio incluem: realização de pesquisa de vetores nas localidades com ocorrência dos casos humanos e caninos confirmados; controle químico (borrifação); exames sorológicos de cães para diagnóstico da Leishmaniose Visceral Canina (LVC); recolhimento dos cães positivos para LVC e realização de eutanásia, mesmo os que não apresentem sinais clínicos, mas apresentem positividade na sorologia.

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