Salvador: Abertas inscrições 2021 para oficinas do projeto Cultura e Esporte Para Todos

Desenvolvido Barracão das Artes e Lar Joana Angélica, são ofertadas aulas de dança, teatro, artes circenses, música, karatê, boxe, capoeira, artesanato e customização.
Desenvolvido Barracão das Artes e Lar Joana Angélica, são ofertadas aulas de dança, teatro, artes circenses, música, karatê, boxe, capoeira, artesanato e customização.

A arte, a cultura e o esporte são caminhos para o protagonismo juvenil, agregam, criam laços afetivos, incluem e transformam. Estes também são os princípios básicos do projeto Cultura e Esporte Para Todos (@cultura.esporte), idealizado pelo Barracão das Artes e desenvolvido em parceria com a Associação Lar Joana Angélica, que integra as ações do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza, da Prefeitura de Salvador, que está com inscrições abertas até 30 de agosto para oficinas gratuitas de artes e esportes – dança, teatro, artes circenses, música, karatê, boxe, capoeira, artesanato e customização, a serem realizadas em 09 bairros e 02 ilhas de Salvador (Ilha de Maré e Bom Jesus dos Passos).

Com três anos de duração (2021-2023), as oficinas buscam beneficiar crianças (06 a 12 anos), adolescentes (13 a 17 anos), jovens (18 a 21 anos) e idosos (a partir de 60 anos), no intuito de promover integração, interação e intercâmbio entre as comunidades, reconstruindo diálogos entre os bairros periféricos, que atualmente enfrentam conflitos que envolvem desagregação social e familiar, tráfico de drogas e disputas que dizimam jovens em situação de vulnerabilidade social. Para participarem das oficinas, o público deve se inscrever presencialmente nos espaços culturais e comunitários dos bairros e através de formulário online (https://forms.app/culturaeesporte/formulario-inscricao). Para as pessoas menores de 18 anos, é necessário a presença de responsável (pai ou mãe) e que o mesmo tenha o NIS (número de inscrição social). Para os idosos a partir de 60 anos, também é importante ter o NIS.

O projeto busca alcançar diretamente 1.180 pessoas e indiretamente 1600 bairros do Centro Antigo (Barracão das Artes – Forte do Barbalho), Valéria (Associação Lar Joana Angélica), Federação (Centro Social Urbano), Lagoa da Paixão (Centro de Artes Esportes Unificados), Coutos (Espaço Cena Um), Plataforma (Associação Bom Samaritano), Lobato (Associação Cultural de amigos e moradores do Lobato), Sete de abril (Biblioteca comunitária Sete de Abril), Itapagipe (Escola Popular Novos Alagados, Cabana do Bogary e Conjunto Mirantes do Bomfim), Ilha de Maré (Capela Nossa Senhora Santana – Customização – e Escola Municipal de Ilha de Maré – Boxe e Capoeira) e Ilha do Bom Jesus.

Integram o grupo de artistas educadores sociais e instrutores esportivos Patrícia Fiais (pedagoga e assistente da coordenação), Fernando Konday (educador social, mobilizador social e secretário) e Jerusa Deró (teatro e dança), Jaqueline Mateus (capoeira), JeandersonShakila (capoeira), JoyNiggas (ança), Priscila Constantine (dança), Marcelo Carvalho (judô), Iza Santos (boxe), Suely Kintê (artesanato e customização/reciclagem) e Luci Conceição (artesanato e customização). O projeto conta ainda com a participação da Ana Clécia Vilas Boas, psicóloga e assistente social. Toda a equipe é coordenada pelo arte-educador Fábio Viana e pela gestora de projetos Jussara Rocha, que também assume a presidência da Lar Joana Angélica, ONG que já executou durante anos projetos pelo Criança Esperança (Rede Globo), em parceria com a Unicef.

De acordo com o diretor de teatro e artista-educador Fábio Viana, coordenador do Cultura e Esporte Para Todos e do Barracão das Artes, projetos como este tornam-se fundamentais para a reinserção social do público alvo do projeto, tão desassistido pela carência ou não eficiência de políticas públicas. “Almejamos que os participantes se sintam protagonistas de um novo capítulo em suas histórias, cada um com suas vivências, experiências e aptidões. O projeto pretende tocar naquilo que é a base para qualquer relação construtiva social e cultural: a criatividade e o vigor que habitam nesses cidadãos em suas idades e histórias diversas”, afirma Viana, ao acrescentar que o projeto foi criado a partir de experiências vividas em mais de 20 anos de carreira.

“Já coordenei outros projetos de arte, educação e cidadania. Cultura e o social se entrelaçam e fazem parte de minha caminhada enquanto diretor de teatro, arte educador, profissional. Tudo começou em 2002 em um projeto teatral desenvolvido na comunidade do Arenoso que durou até 2006, com formação de plateia e envolvimento com a comunidade do bairro. No mesmo ano, foi arte educador no Centro de Cultura, Artes e Esportes César Borges, no bairro de São João do Cabrito (subúrbio). Depois vieram outros, sempre buscando alcançar jovens e adolescentes de bairros periféricos da capital, em sua maioria desassistidos de políticas públicas. O Cultura e Esporte Para Todos integram arte e educação, cultura e cidadania. Buscamos formar artistas cidadãos que tenham consciência de suas cidadanias e a exerçam a partir dos seus direitos e deveres. Dando a juventude o protagonismo que lhe é devido, conquista que está em decadência e com a pandemia se criou um buraco ainda maior, devido à falta de ações para ocupar o tempo das crianças e adolescentes”.

Esta política sociocultural do Cultura e Esporte Para Todos é o que o faz enquadrar-se dentro Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, pautado na defesa e afirmação de direitos e no desenvolvimento de capacidades e potencialidades dos usuários, com vistas ao alcance de alternativas emancipatórias para o enfrentamento das vulnerabilidades sociais. O SCFV é um serviço da Prefeitura de Salvador realizado em grupos através de atividades sociais, culturais e esportivas, de modo a garantir aquisições progressivas aos seus usuários com o objetivo de assegurar espaços de convívio familiar e comunitário e o desenvolvimento de relações de afetividade e sociabilidade, além do resgate de suas culturas e promoção de vivências lúdicas.

Sobre o Barracão das Artes

A Casa das Artes Ilê Aió, mais conhecido como Barracão das Artes, é um espaço de formação, difusão, criação e produção artística, que está instalado no Forte do Barbalho desde o início de 2011. A ocupação cultural é um espaço de fusão de linguagens – filosofia, teatro, dança, artes circenses, performance, artes plásticas, moda e música e é também a Casa do Bando de Teatro Sem Nome, do Núcleo de Teatro Físico Poético Ritual e de muitos outros artistas e criadores das artes da cena soteropolitana, baiana e brasileira. O espaço serviu para ensaios de filmes como Irmã Dulce.

“Neste terreiro cênico já passou tanta gente, tanta coisa, tanto querer, sonhos, alegrias, encontros e desencontros. O Barracão é isso: teatro, circo, tabuleiro de corpos em movimentos e danças;, terreiro e oca onde ritos de culto e celebração a vida são experienciados e construídos sensivelmente; música e cantos vibrando; moda/identidade redescoberta de uma juventude que volta se ver, se conhecer. As portas estão sempre abertas e o coração também! Aqui no Barracão das Artes o amor e a poesia nos alimentam”, descreve Fábio Viana.

Sobre o Lar Joana Angélica

O Lar Joana Angélica é uma organização civil, de caráter educativo, sem fins lucrativos ou religiosos, situada no bairro de Valéria da capital baiana. Instituição que nasce com a perspectiva de sanar problemas sociais que violam os direitos humanos e que impedem o exercício pleno da cidadania, busca através do desenvolvimento de projetos de arte-educação reafirmar valores como: dignidade humana e convivência pacífica, tendo a arte e a cultura como constituintes fundamentais deste processo.

De acordo com Jussara Rocha, um dos grandes objetivos da ONG é garantir a promoção de políticas públicas para criança e adolescente salvaguardando os direitos estabelecidos pelo ECA (Estatuto da criança e do adolescente), tendo a arte como eixo central e atendendo as demandas específicas da comunidade de Valéria. “Nela promovemos formação e mobilização pela cidadania, oportunizando o desenvolvimento pessoal de crianças, jovens e mulheres em situação de vulnerabilidade social, através do acesso à educação e cultura, formando agentes multiplicadores capazes de reeditar esta experiência em seus outros ambientes de convivência”, finaliza.

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