Os brasileiros que subiram ao pódio durante os Jogos Paralímpicos Tóquio; Atletas conquistaram 30 medalhas

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Petrúcio Ferreira bate recorde mundial dos 100m durante os Jogos Paralímpicos Tóquio.
Petrúcio Ferreira bate recorde mundial dos 100m durante os Jogos Paralímpicos Tóquio.

O Brasil conquistou sete medalhas nos  Jogos Paralímpicos de Tóquio neste domingo (29/08). Quatro foram de ouro, sendo que três delas foram conquistadas de atletas mulheres.

Mariana D’Andrea, no halterofilismo, Carol Santiago, nos 50m livre da natação (S13) e Alana Maldonado, no judô (categoria até 70kg) levaram o Brasil no lugar mais alto do pódio no quinto dia dos jogos.

O outro representante brasileiro que conquistou o ouro neste domingo foi o nadador Gabriel Geraldo, que venceu os 200m livre da classe S2.

As outras três medalhas do dia foram de bronze. Uma no judô, com Meg Emmerich (categoria acima dos 70 kg), uma no remo, com Renê Pereira, no barco single skiff masculino PR1, e outra novamente na natação, com Beatriz Carneiro nos 100m peito pela classe SB14.

O Brasil tem no total 23 medalhas nos Jogos Paralímpicos de Tóquio –  dez ouros, cinco pratas e 15 bronzes.

No sábado, o Brasil já havia conquistado medalhas no atletismo: Thalita Simplício obeteve prata nos 400m da classe T11; e Julyana Cristina da Silva conseguiu o bronze no lançamento do disco classe F57.

No mesmo dia, na natação, o Brasil conquistou o bronze no revezamento 4 x 100m livre misto S14. Na equipe estava Gabriel Bandeira, que já havia subida ao pódio outras duas vezes nestes Jogos

As outras duas medalhas foram de Cátia Oliveira, bronze no tênis de mesa, e Lúcia Araújo, bronze no judô. A última conquista do sábado ficou com Cicero Nobre no lançamento de dardo, que levou o bronze.

Medalhistas

Petrúcio Ferreira, que foi o porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos, conquistou na sexta-feira o bicampeonato paralímpico nos 100 metros da classe T47, para corredores com deficiências nos membros superiores. Ele ainda bateu o recorde paralímpico, com a marca de 10s53.

O atleta brasileiro já havia ganhado o ouro  na mesma categoria nos Jogos do Rio de 2016. Nos Jogos do Brasil, ele foi medalha de prata nos 400m T47 e no revezamento 4x100m T42-47.

Também na prova dos 100 metros T47, o também brasileiro Washington Júnior largou na frente, mas terminou com a medalha de bronze, com o tempo de 10s68. O polonês Michal Derus, com 10s61, ficou com a prata. Lucas Lima, também do Brasil, terminou em sexto lugar.

No arremesso de peso paralímpico da classe F55 para atletas cadeirantes, Wallace Santos quebrou o recorde mundial e ficou com a medalha de ouro. Ele conseguiu atingir a marca de 12,63 metros, 16 centímetros a mais do que o recorde anterior que pertencia ao búlgaro Ruzhdi Ruzhdi desde 2017. Ruzhdi, com 12,19m, ficou com a prata e o polonês Lech Stoltman levou o bronze.

Silvânia Costa foi bicampeã do salto em distância T11 para atletas com deficiência visual, depois de ter conquistado sua primeira medalha na Rio 2016. O brasileiro Yeltsin Jacques venceu os 5 mil metros em uma corrida emocionante ao lado de seu atleta guia Carlos Antônio dos Santos.

O nadador brasileiro Wendell Belarmino, de 23 anos, conquistou sua primeira medalha paralímpica ao chegar em primeiro lugar nos 50m livre da classe S11 para atletas com deficiência visual, no Centro Aquático de Tóquio. Ele chegou à frente do chinês Dongdong Hua e do lituano Edgaras Matakas.

Este foi mais um triunfo para a natação brasileira, depois de Gabriel Bandeira conquistar o ouro nos 100 metros borboleta e a prata nos 200 metros livre da classe S14 para atletas com deficiência intelectual.

A brasileira Maria Carolina Santiago conquistou seu primeiro pódio paralímpico ao ganhar o bronze nos 100 metros costas da classe S12, para atletas com deficiência visual.

Até esta sexta feira, o Brasil estava na sexta posição no quadro de medalhas em Tóquio, com seis ouros, quatro pratas e sete bronzes.

Na quinta-feira, equipes brasileiras também obtiveram resultados importantes, como no vôlei sentado feminino, que derrotou o Canadá no tie-break, além de vitória no goalball masculino sobre a Argélia e um empate no feminino contra o Japão. Atletas brasileiros também já garantiram medalhas no tênis de mesa.

Jovane Guissone, campeão em Londres 2012, ganhou prata na esgrima sobre cadeira de rodas da classe B, para atletas com menor mobilidade no tronco e equilíbrio. O brasileiro de 38 anos venceu quatro dos seus cinco jogos na fase de grupos, depois derrotou o iraquiano Ammar Ali nas quartas de final e o britânico Dimitri Coutya na semifinal. Na final, perdeu para o russo Alexander Kuzyukov por 15 a 8.

Rodolpho Riskalla conquistou a segunda prata da quinta-feira, no hipismo adestramento, obtendo o melhor resultado da história do Brasil nesta modalidade nos Jogos Paralímpicos. Ele concorreu na prova do grau IV (categoria que reúne atletas com comprometimento leve em um ou dois membros e também aqueles com deficiência visual moderada).

Daniel Dias ampliou recorde de maior medalhista, com 27 pódios paralímpicos na carreira.
Montando o cavalo Don Henrico, Riskalla, de 37 anos, se apresentou ao som de Aquarela do Brasil (Ary Barroso) e Halo (Beyoncé). O entrosamento resultou no segundo melhor aproveitamento da competição, garantindo a pontuação de 74,659.

Na quarta-feira, foram quatro medalhas brasileiras nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, todas na natação. Gabriel Araújo abriu a contagem com uma prata nos 100 metros costas, Gabriel Bandeira conquistou o primeiro ouro brasileiro nos 100 metros borboleta da classe S14. Phelipe Rodrigues levou um bronze nos 50 metros livre, sua oitava medalha paralímpica na carreira. E Dainel Dias ganhou bronze nos 200 metros livre.

*Com informações do DW.

Rodolpho Riskalla conquistou a melhor colocação da história do hipismo brasileiro nos Jogos Paralímpicos Tóquio.
Rodolpho Riskalla conquistou a melhor colocação da história do hipismo brasileiro nos Jogos Paralímpicos Tóquio.
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