Governador Rui Costa comenta suspensão da compra da Sputnik V; Sabotado pelo Governo Bolsonaro, Consórcio Nordeste anuncia cancelamento da aquisição do imunizante contra a Covid-19

A vacina Sputnik V contra a Covid-19 foi desenvolvida Centro Gamaleya da Rússia, com o apoio do RFPI. O imunizante foi aprovado em cerca de 70 países, ocupando a segunda posição mundial em aprovações de reguladores estatais. A vacina tem eficácia de 97,6%.
A vacina Sputnik V contra a Covid-19 foi desenvolvida Centro Gamaleya da Rússia, com o apoio do RFPI. O imunizante foi aprovado em cerca de 70 países, ocupando a segunda posição mundial em aprovações de reguladores estatais. A vacina tem eficácia de 97,6%.

O governador Rui Costa usou as redes sociais na noite desta quinta-feira (05/08/2021) para comentar a suspensão da compra de doses da vacina Sputnik V, anunciada pelo governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, Wellington Dias.

Íntegra a declaração do governador

— Infelizmente, por conta de entraves tanto da Anvisa como Ministério da Saúde, o contrato que previa a entrega de 37 milhões de doses da vacina #SputnikV para estados nordestinos foi suspenso nesta quinta, em reunião com o Fundo Soberano Russo.

— É absurdo e lamentável que os entraves da Anvisa tenham impedido o acesso de milhões de pessoas às vacinas, que já poderíamos estar aplicando desde abril. Com elas, muitas vidas teriam sido poupadas.

— Nos antecipamos em buscar essas doses ainda em setembro do ano passado, atendendo à urgência em salvar vidas humanas. Urgência essa que infelizmente não foi compartilhada por outros agentes públicos.

— O Fundo Soberano Russo informou que as vacinas que seriam destinadas para o Brasil serão enviadas agora para o México, Argentina e Bolívia, e que, assim que o Brasil decidir,  as vacinas estarão disponíveis para envio imediato para atender à necessidade do povo brasileiro.”

Consórcio Nordeste anuncia cancelamento da aquisição do imunizante contra a Covid-19

O Consórcio Nordeste decidiu suspender nesta quinta-feira (05) a compra da vacina contra a covid-19 Sputnik. A decisão foi tomada após o governador do Piauí e presidente da entidade, Wellington Dias (PT), participar de  reunião com o Fundo Soberano da Rússia.

O acordo, firmado em março de 2021, previa a compra de 37 milhões de doses da vacina russa. Segundo Wellington Dias, a iniciativa foi suspensa devido a novas limitações impostas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além da não inclusão da vacina no Programa Nacional de Imunizações (PNI) e a falta da licença de importação, medidas vinculadas ao Governo Bolsonaro.

“É lamentável, o Brasil vive uma situação com alta mortalidade, mais de mil óbitos por dia. Temos vacinas disponíveis, mas impedidas de entrar no Brasil devido uma decisão da Anvisa que faz uma alteração no padrão de teste junto com a não inclusão do Ministério da Saúde no plano nacional de vacinação e a falta da licença de importação, tivemos a suspensão da entrega da vacina até que se tenha uma autorização do uso do imunizante no Brasil”, diz o governador Wellington Dias.

No dia 4 de junho, a Anvisa aprovou a autorização excepcional e temporária para uso e importação da Sputnik, permitindo a compra e distribuição dos imunizantes, mas com restrições. O pedido de uso emergencial, entretanto, ainda não foi aprovado. Segundo a agência, não foram apresentados todos os documentos necessários para análise. Eis os documentos que faltam:

  • Tempo médio de acompanhamento dos participantes após a administração do esquema completo de vacinação para a população de análise;
  • Listagem de dados necessários para apoiar as análises críticas, como resultados individuais de sorologia de base, diagnóstico prévio de covid-19 com os resultados dos testes realizados, resultados individuais dos desfechos de imunogenicidade, data de coletas, número de amostras coletadas e resultados para os testes realizados, resultados individuais dos desfechos de imunogenicidade, data de coletas, número de amostras coletadas e resultados para os testes para confirmação virológica da infecção por Sars-Cov-2 para todos os participantes que foram sintomáticos no estudo;
  • Relatórios de validação dos ensaios bioanalíticos utilizados para avaliar os desfechos do estudo clínico de fase 3;
  • Histórico de desenvolvimento do processo produtivo e da estratégia de controle de qualidade e alterações introduzidas nos lotes de desenvolvimento, clínicos e comerciais, assim como dados de avaliação de comparabilidade de lotes produzidos com os diferentes processos de fabricação; e
  • A maior parte dos documentos necessários (64%) estão pendentes de complementação.

Sobre os argumentos da Anvisa, ocorre que o imunizante russo é usado pela população de mais de 70 países, com excelentes resultados contra a Covid-19.

+ Sobre a Sputnik V

A vacina Sputnik V contra a Covid-19 foi desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya (Centro Gamaleya) na Rússia, com o apoio do RFPI. O imunizante russo já foi aprovado em cerca de 70 países, ocupando a segunda posição mundial em aprovações de reguladores estatais. A vacina tem eficácia de 97,6%, baseando-se na análise dos dados de 3,8 milhões de russos vacinados, sendo esta porcentagem mais alta do que a eficácia revelada antes na revista científica The Lancet (91,6%), de acordo com o RFPI e o Centro Gamaleya.

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