Em vitória para CPI da Pandemia do Senado, Justiça derruba sigilo sobre a Covaxin

Juiz federal Anderson Santos da Silva afirma que documentos relativos à compra do imunizante indiano são de interesse público e suspende sigilo imposto pelo Ministério da Saúde. Negociações para aquisição da vacina são um dos principais alvos da CPI.  Ministério da Saúde havia fechado negócio para aquisição de 20 milhões de doses da Covaxin.
Juiz federal Anderson Santos da Silva afirma que documentos relativos à compra do imunizante indiano são de interesse público e suspende sigilo imposto pelo Ministério da Saúde. Negociações para aquisição da vacina são um dos principais alvos da CPI.  Ministério da Saúde havia fechado negócio para aquisição de 20 milhões de doses da Covaxin.

Em resposta a um pedido de senadores da CPI da Pandemia, a Justiça Federal removeu nesta quinta-feira (26/08) o sigilo sobre documentos relativos à compra da vacina indiana Covaxin pelo Ministério da Saúde.

A CPI apura possíveis irregularidades no negócio fechado pela pasta para a aquisição de 20 milhões de doses do imunizante, no valor de R$ 1,6 bilhão e por meio da intermediária Precisa Predicamentos. Há suspeitas de superfaturamento e pressão sobre servidores da Saúde para que a compra fosse aprovada.

No fim de junho, após virem à tona fraudes em documentações enviadas pela Precisa, o ministério anunciou a suspensão do contrato para aquisição do imunizante, fabricado pelo laboratório indiano Bharat Biothec. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou não ser “mais oportuno importar as vacinas neste momento”.

O sigilo sobre os documentos relativos à compra da Covaxin havia sido imposto por meio de um ato administrativo do Serviço de Análise Técnica Administrativa do Ministério da Saúde, que foi derrubado pela Justiça nesta quinta.

Ao anunciar a decisão, o juiz Anderson Santos da Silva, da 2ª Vara Federal Cível de Brasília, afirmou que o governo federal não apresentou “elementos concretos” para justificar o sigilo e que os documentos são de interesse público.

“Não irão nos parar”

O pedido de quebra do sigilo havia sido assinado pelos senadores Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI, e Renan Calheiros (MDB-AL), relator da comissão, que alegaram ter havido abuso de poder no ato administrativo do ministério.

Em sua conta no Twitter, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Pandemia, comemorou nesta quinta “mais uma vitória importante” da comissão. “Derrubamos o sigilo dos processos envolvendo a Covaxin e a Precisa! Avançaremos!”

“Infelizmente, foi necessário irmos à Justiça para defender um princípio básico da administração pública: a publicidade. Mas não irão nos parar, os trabalhos continuam a todo vapor!”, escreveu.

A CPI já ouviu diversas pessoas ligadas às negociações para a compra da Covaxin, que se tornou um dos principais alvos da comissão. Em entrevista à DW Brasil, a senadora Simone Tebet (MDB-MS), líder da bancada feminina no Senado, afirmou no início de julho já haver “provas cabais” no caso Covaxin e que só faltava “juntar todas as peças e ouvir todas as testemunhas”.

*Com informações do DW.

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